Álcool X Trânsito

20, Julho 2008 por rafael

Por Drauzio Varella

• Tem cabimento ingerir uma droga que altera os reflexos e sair por aí pilotando uma máquina?

Gosto de beber, e confesso sem o menor sentimento de culpa. Álcool, de vez em quando, em quantidade pequena, dá prazer sem fazer mal à maioria das pessoas. Aos sábados e domingos, quando estou de folga, tomo uma cachaça antes do almoço, hábito adquirido com os carcereiros da antiga Casa de Detenção. Difícil é escolher a marca, o Brasil produz variedade incrível. Tomo uma, ocasionalmente duas, jamais a terceira. Essa é a vantagem em relação às bebidas adocicadas que você bebe feito refresco, sem se dar conta das conseqüências. Cachaça impõe respeito, o usuário sabe com quem está lidando: exagerou, é vexame na certa.
Cerveja, tomo de vez em quando. O primeiro gole é um bálsamo para o espírito; no calor, depois de um dia de trabalho e horas no trânsito, transporta o cidadão do inferno para o paraíso. O gole seguinte já não é igual, infelizmente. A segunda latinha decepciona, deixa até um resíduo amargo; a terceira encharca.
Uísque e vodca, só tenho em casa para oferecer às visitas.
De vinho eu gosto, mas tomo pouco, porque pesa no estômago. Além disso, meu paladar primitivo não permite reconhecer notas de baunilha ou sabores trufados; não tenho idéia do que seja uma trava sutil de tanino, nem o aroma de cassis pisado, nem o frescor de framboesas do campo. Em meu embotamento olfato-gustativo, faço coro com os que admitem apenas três comentários diante de um copo de vinho: é bom, é ruim, e bebe e não enche o saco.
Feita essa premissa, quero deixar claro ser a favor da chamada lei seca no trânsito.
Sejamos sensatos, leitor, tem cabimento ingerir uma droga que altera os reflexos motores, o equilíbrio e a percepção espacial de objetos em movimento e sair por aí pilotando uma máquina na qual uma pequena desatenção pode trazer conseqüências fúnebres?
Ainda que você não seja ridículo a ponto de afirmar que dirige melhor quando bebe, talvez possa dizer que meia garrafa de vinho, três chopes ou uísques não interferem na sua habilidade ao volante.
Tudo bem: vamos admitir que, no seu caso, seja verdade, que você tenha maior resistência aos efeitos neurológicos e comportamentais do álcool e que seria aprovado em qualquer teste de resposta motora.
Imagino, entretanto, que você tenha idéia da diversidade existente entre os seres humanos. Quantas mulheres e quantos homens cada um de nós conhece para os quais uma dose basta para transtorná-los?
Quantos, depois de duas cervejas, choram, abraçam os companheiros de mesa e fazem declarações de amizade inquebrantável? Está certo permitir que esses, fisiologicamente mais sensíveis à ação do álcool, saiam por aí colocando em perigo a vida alheia?
Como seria a lei, então? Deveria avaliar as aptidões metabólicas e os reflexos de cada um para selecionar quem estaria apto a dirigir alcoolizado? O Detran colocaria um adesivo em cada carro estabelecendo os limites de consumo de álcool para aquele motorista? Ou viria carimbado na carteira de habilitação?
Talvez você possa estar de acordo com a argumentação dos advogados que defendem os interesses dos proprietários de bares e casas noturnas: “A nova lei atenta contra a liberdade individual”.
Aí, começo a desconfiar de sua perspicácia. Restrições à liberdade de beber num país que vende a dose de pinga a R$ 0,50? Há escassez de botequins nas cidades brasileiras, por acaso? Existe sociedade mais complacente com o abuso de álcool do que a nossa?
Mas pode ser que você tenha preocupações sociais com a queda de movimento nos bares e com o desemprego no setor.
A julgar por essa lógica, vou mais longe. Como as estatísticas dos hospitais públicos têm demonstrado nos últimos fins de semana, poderá haver desemprego também entre motoristas de ambulâncias, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, agentes funerários, operários que fabricam cadeiras de rodas, sondas urinárias e outros dispositivos para deficientes físicos.
No ano passado, em nosso país, perderam a vida em acidentes de trânsito 17 mil pessoas. Ainda que apenas uma dessas mortes fosse evitada pela proibição de beber e dirigir, haveria justificativa plena para a criação da lei agora posta em prática.
Não é função do Estado proteger o cidadão contra o mal que ele faz a si mesmo. Quer beber até cair na sarjeta? Pode. Quer se jogar pela janela? Quem vai impedir?
Mas é dever inalienável do Estado protegê-lo contra o mal que terceiros possam causar a ele.

Fonte: Folha de São Paulo

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Peregrinação

22, Junho 2008 por rafael

A Arquidiocese de Maringá organizou a segunda peregrinação para o Santuário de Nossa Senhora do Rocio em Paranaguá. A Rádio Colméia ficou responsável pela divulgação que reuniu mais de 250 peregrinos. Todos motivados pela devoção a Nossa Senhora saíram da Catedral com destino ao Santuário. Os 7 ônibus da Arquidiocese chegaram ás oito horas da manhã do dia 15 de junho a Paranaguá e logo na chegada todos foram conduzidos para participarem da Santa Missa presidida por Dom Anuar. Junto com os nossos romeiros estavam presentes várias pessoas das dioceses de Paranavaí, Curitiba e São José dos Pinhais. Aqui de Maringá além do Arcebispo estavam presentes padre Manoel Silva Filho, padre Antonio Carlos da Silva e padre Fernando Garcia. Para o reitor do Santuário Estadual padre Sergio Campos “é maravilhoso receber as várias dioceses e junto com os bispos do Paraná estamos fazendo com que Nossa Senhora do Rocio seja mais conhecida e amada”. Os Missionários Redentoristas são os responsáveis pela divulgação do Santuário e segundo Dom Anuar o trabalho vem dando frutos, “vejo que a cada ano o número de romeiros vem aumentando, podemos ver os resultados desse trabalho”. Em parceria com a TV Terceiro Milênio produzimos um Dvd sobre esta peregrinação, que estiver interessado em adquirir entre em contato com o Cepa e fale com a Mariana pelo telefone: 3246-4987.

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ORAR E FAZER POLíTICA

18, Junho 2008 por rafael

Quando Jesus chamou Herodes de raposa, quando silenciou diante dele, quando enfrentou Pilatos e o seu poder de procurador, quando teve pena do povo com fome e fez alguma coisa por ele, quando enfrentou os vendilhões do templo, quando contou parábolas que questionavam os religiosos do seu tempo, quando defendeu os pobres, quando questionou duramente os ricos, estava fazendo política. Opinou sobre os governantes, respeitou ou enfrentou, mostrou o papel de um grupo religioso, pensou no momento e nas dores do povo e ensinou os seus seguidores a servirem os outros.

O mesmo Jesus que ensinou a orar, ensinou a servir e deixou claro que não veio para ser servido, mas para servir. Não quis dinheiro, nem fama, nem poder, mas quis ver a justiça acontecer, já no seu tempo. Uma leitura atenta dos evangelhos mostra Jesus não fechado nem sectário a querer melhorias para o seu povo. Não veio ao mundo apenas para orar e ensinar a orar. Não foi morto porque orava, mas porque enfrentou os donos do poder, porque exigiu justiça e propôs uma outra visão do ser humano e da religião do seu tempo. Nada mais errado do que ensinar que basta orar que Deus faz o resto. Não faz! Temos que fazer a nossa parte e a política pode se ruma forma de ajudar milhares ou milhões de irmãos. Depende da cabeça e da honestidade de quem a faz.

Jesus não foi um líder político, mas não foi também apenas um líder religioso. Foi irmão, foi Filho, foi libertador e amigo do povo. Mostrou Deus como Pai, mas mostrou o ser humano como irmão, com direitos, especialmente os mais indefesos a que ele chamava de pequeninos.

Soa, pois, estranho quando algum cristão afirme ser contra os religiosos se meterem com política. Não só podem, como devem. A historia do cristianismo e de todas as religiões do mundo está marcada pela política, bem ou mal exercida. E vai ser sempre assim. Os religiosos sempre se meterão na política, inclusive os que desligam a televisão na hora da propaganda, ou preferem ir fazer um sanduíche ou fritar pipoca durante a fala do presidente ou de um candidato. A decisão de não querer nada com política já é uma decisão política. Omitir-se e deixar que qualquer um se eleja e qualquer grupo assuma o poder é uma escolha política. Se não é possível viver sem tal escolha, então aprendamos a escolher e escolhamos direito!

Fonte: Pe. Zezinho, SCJ

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Universidade ou Fábrica de papéis?

17, Junho 2008 por rafael

De Pe. Joãozinho: ( Doutor em Educação)

Sou uma daquelas pessoas que acredita que “tudo pode ser mudado pela força da oração” e “quase tudo” pela Educação. Nosso Brasil apresenta sinais claros de uma arrancada definitiva na direção do tão sonhado desenvolvimento. A nação do futuro finalmente seria uma nação do presente. Mas para que isso aconteça de verdade é preciso um salto qualitativo que só uma revolução educacional poderá permitir.

Falo de coisas que vivo em meu dia-a-dia, como diretor de faculdade e avaliador de universidades credenciado pelo MEC. Os últimos dois governos investiram na melhoria da qualidade e, principalmente, em um mecanismo de avaliação do sistema educacional. No caso da Educação Superior, temos o SINAES (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior). A lei é boa. As intenções não as melhores. Os formulários são minuciosos e atentos as condições de infra-estrutura e qualificação docente na oferta de cursos superiores. Prova disso é a advertência feita recentemente aos maus cursos de Medicina e de de Direito. Milhares de avaliadores foram formados em 2007 para fazer este mecanismo funcionar através de visitas in loco. Porém…

O que ocorre é que houve uma explosão de oferta no setor educacional e surgiu um fato novo: a Educação a Distância. Muitas universidades particulares abriram seu capital e tornaram-se empresas de ensino. Com isso a tentação de mercantilizar o setor tornou-se praticamente irresistível.

Vou dar dois exemplos. Estou sentado na fila de um lugar qualquer e sem querer escuto o seguinte diálogo:

- “Agora sim estou em uma boa faculdade. Nem preciso ir nas aulas. Outros assinam a presença por mim… e tudo bem. O interessante é que não estudei e fui bem nas provas. No ano que vem será a minha formatura. Vamos fazer uma grande festa. O que importa mesmo é o vídeo, as fotos e o diploma, não é!?”

Fiquei com um misto de tristeza e revolta. Naquele momento queria que alguém acabasse com o tal diploma e exigisse das corporações uma certificação pós-faculdade, como faz a OAB com os bacharéis em direito para se tornarem advogados.

Segundo exemplo. Vou comprar algo e sou atendido pelo filho do dono. No vidro do “caixa” estava seu certificado de técnico. Detalhe: não estava asssinado por ele. Perguntei se era o seu certificado. Ele feliz respondeu-me que sim. Tentei dizer que seria melhor que ele tivesse assinado na frente da secretária da escola, como anda a lei. Ele me disse que não era possível pois havia recebido o diploma pelo correio após mandar a “prova” e o “pagamento”. Pesquisei e vi que era mais uma gambiarra no nosso querido país que quer migrar do posto de primeira nação do Terceiro Mundo para último país do Primeiro Mundo. Falta muito!

Acredito na Educação a Distância (EaD). Estudo isso a anos e eu mesmo sou professor neste estilo. Dá certo. Mas hoje e praticamente impossível para o governo fiscalizar o que se faz por meio deste sistema. O resultado será que em poucos anos teremos uma ótima estatística e uma péssima qualidade. Muitas universidades particularesse tornaram simples fábricas de papéis que alguns chamam de “Diploma”. Sinceramente, penso que esta invenção das universidades medievais já deu o que tinha que dar. O certificado já não certifica muito. Certo é o que você sabe e não aquilo que o diploma diz que você aprendeu. O que vai acontecer é que o mercado vai re-certificar. Ou seja, vai ignorar o diploma e mandar o candidato rasgar o currículo e mostrar na frente do computador que não é analfabeto. Já acontece o mesmo com muitos alunos que depois de anos estudando inglês, procuram u cursinho rápido para poder fazer uma viagem internacional. E o interessante é que aprendem? Acorda Brasil. É hora de dar um salto de qualidade na educação.

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A Inveja

11, Junho 2008 por rafael

Olá Amigos…
A várias semanas o Momento de Fé apresentado pelo Padre Marcelo Rossi que é retransmitido diariamente pela Rádio Colméia, vem tocando neste importante tema ” A Inveja”. Segue uma reflexão…

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Você tem inveja do seu colega de trabalho? Você é daqueles que costuma vasculhar as folhas de pagamento dos colegas, na ânsia de descobrir injustiças cometidas pelo seu patrão?

Você sente inveja quando um colega é promovido? Ou quando recebe um pequeno aumento salarial? Acredita que você seja um injustiçado, que seu esforço não está sendo visto?

Então conheça a história de Álvaro, um desses funcionários insatisfeitos com seu patrão.

Ele trabalhava em uma empresa há 20 anos. Funcionário sério, dedicado, cumpridor de suas obrigações.

Um belo dia, ele foi ao dono da empresa para fazer uma reclamação. Disse que trabalhava ali há 20 anos com toda dedicação, mas se sentia injustiçado. O Juca, que havia começado há apenas três anos, estava ganhando muito mais do que ele.

O patrão fingiu não ouvir e lhe pediu que fosse até a barraca de frutas da esquina. Ele estava pensando em oferecer frutas como sobremesa ao pessoal, após o almoço daquele dia, e queria que ele verificasse se na barraca havia abacaxi.

Álvaro não entendeu direito mas obedeceu. Voltando, muito rápido, informou que o moço da barraca tinha abacaxi.

Quando o dono da empresa lhe perguntou o preço ele disse que não havia perguntado. Como também não sabia responder se o rapaz tinha quantidade suficiente para atender todos os funcionários da empresa. Muito menos se ele tinha outra fruta para substituir o abacaxi, neste caso.

O patrão pediu a Álvaro que se sentasse em sua sala e chamou o Juca. Deu a ele a mesma missão que dera para Álvaro:

- Estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal hoje. Aqui na esquina tem uma barraca. Vá até lá e verifique se eles têm abacaxi.

Oito minutos depois, Juca voltou com a seguinte resposta: eles têm abacaxi e em quantidade suficiente para todo o nosso pessoal. Se o senhor preferir, têm também laranja, banana, melão e mamão. O abacaxi está r$ 1,50 cada, a banana e o mamão a r$ 1,00 o quilo, o melão r$ 1,20 a unidade e a laranja r$ 20,00 o cento, já descascada.

Como falei que a compra seria em grande quantidade, ele dará um desconto de 15%. Deixei reservado. Conforme o senhor decidir, volto lá e confirmo.

Agradecendo pelas informações, o patrão dispensou Juca. Voltou-se para Álvaro e perguntou:

- O que é mesmo que você estava querendo falar comigo antes?

Álvaro se levantou e se encaminhando para a porta, falou:

- Nada sério, patrão. Esqueça. Com sua licença.

…………………..

Muitas vezes invejamos as posições alheias. Sem nos apercebermos que as pessoas estão onde estão e têm o que têm porque fizeram esforços para isso.

Invejamos os que têm muito dinheiro, esquecidos de que trabalharam para conseguir. Se foi herança, precisam dar muito duro para manter a mesma condição.

Invejamos os que se sobressaem nas artes, no esporte, na profissão. Esquecemos das horas intermináveis de ensaios para dominar a arte da dramatização, da música, da impostação de voz. Não nos recordamos dos treinamentos exaustivos de bailarinos, jogadores, nem das horas de lazer que foram usadas para estudos cansativos pelos que ocupam altos cargos nas empresas.

O melhor caminho não é a inveja. É a tomada de decisão por estabelecer um objetivo e persegui-lo, até alcançá-lo, se esforçando sem cessar.

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Vereadores…

9, Junho 2008 por rafael

Achei muito interessante o comportamento de alguns leigos sobre o projeto de aumento de salário dos vereadores de Maringá. Vejo que as coisas aos poucos vão mudando e assim deixamos de dizer sim a tudo que vem acontecendo. Hoje no rádio ouvi muitas pessoas indignadas com tudo isso. Segue um comentário…

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Um grupo da Paróquia São José Operária, através do Sr. Jose Geraldo entraram em contato comigo para saber melhor sobre o aumento do salário dos vereadores de Maringá.
Esse grupo estão se organizando para terça feira (10/06) participar da sessão
da câmara e fazer um protesto silencioso.
Eles pretende manifestar-se na hora em que for votado o aumento, de forma
silenciosa, apenas com levantamento de uma faixa que eles ficaram de providenciar.
Eles pediram dentro do possível que eu articulasse a participação de outras paróquias e interessados.
Padres e lideranças vejo como importante à presença do povo terça na sessão
da câmara que tem seu inicio às 18 horas.
Se vocês concordam, veja uma forma de motivar a presença de representantes
de sua paróquia e organismo, sendo possível leve faixas ou cartazes.
Um dos pontos positivos com a nossa presença terça feira na câmara é que
será uma forma de vermos quais vereadores votarão a favor e quais votarão
contra a esse aumento abusivo.
Até o momento, pela informação que tenho, apenas o Vereador Humberto
Henrique (PT) se posicionou contra.
Os vereadores de Maringá querem aprovar para os representantes da câmara
Municipal que serão eleitos em outubro e que vão assumir o cargo em janeiro
de 2009 um índice de 29,8%.
A proposta dos vereadores é um verdadeiro absurdo, eles pretendem aumentar o
salário de R$ 5.724,00 para R$ 7.430,00.
Os vereadores estão querendo aprovar o teto máximo permitido na Constituição Federal
Na opinião do vereador Humberto Henrique (PT), primeiro deveriam aguardar uma
decisão sobre a PEC dos Vereadores, que poderá aumentar o número de cadeiras
na Câmara Municipal de 15 para 23 e, ao mesmo tempo, diminuir o orçamento do
Poder Legislativo em 66%. Para não ter problemas orçamentários.
Na opinião do presidente da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
de Maringá, César Augusto Moreno, os vereadores deveriam, no máximo, fazer a reposição das perdas da inflação. “Assim como para os demais
trabalhadores,pessoalmente entendo que deveriam recompor as perdas do
período e evitar problemas futuros com o orçamento. E, assim, teriam em vista o bem comum da população”.
Para o presidente em exercício do Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá
(Sismmar), Lino Gregório de Souza, a proposta dos vereadores é um verdadeiro
absurdo. “Quando os servidores fizeram a greve em 2006 para reivincidicar perdas
salariais de 16%, alguns vereadores disseram que esse índice era um absurdo.
Agora, eles, que fazem as leis e decidem o próprio salário, querem quase 30%”.
Acredito que o povo organizado pode mudar essa triste história de uso e abuso do poder.
Fonte: Lucimar Moreira Bueno (Lúcia) Blog: http://lucimarbueno.blogspot.com

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CNBB lamenta decisão do STF sobre células-tronco

30, Maio 2008 por rafael

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB lamenta a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que julgou a validade constitucional do artigo 5º e seus parágrafos da Lei de Biossegurança, n. 11.105/2005, que permite aos pesquisadores usarem, em pesquisas científicas e terapêuticas, os embriões criados a partir da fecundação in vitro e que estão congelados há mais de três anos em clínicas de fertilização.

A decisão do STF revelou uma grande divergência sobre a questão em julgamento, o que mostra que há ministros do Supremo que, nesse caso, têm posições éticas semelhantes à da CNBB. Portanto, não se trata de uma questão religiosa, mas de promoção e defesa da vida humana, desde a fecundação, em qualquer circunstância em que esta se encontra.

Reconhecer que o embrião é um ser humano desde o início do seu ciclo vital significa também constatar a sua extrema vulnerabilidade que exige o empenho nos confrontos de quem é fraco, uma atenção que deve ser garantida pela conduta ética dos cientistas e dos médicos, e de uma oportuna legislação nacional e internacional.

Sendo uma vida humana, segundo asseguram a embriologia e a biologia, o embrião humano tem direito à proteção do Estado. A circunstância de estar in vitro ou no útero materno não diminui e nem aumenta esse direito. É lamentável que o STF não tenha confirmado esse direito cristalino, permitindo que vidas humanas em estado embrionário sejam ceifadas.

No mundo inteiro, não há até hoje nenhum protocolo médico que autorize pesquisas científicas com células-tronco obtidas de embriões humanos em pessoas, por causa do alto risco de rejeição e de geração de teratomas.

Ao contrário do que tem sido veiculado e aceito pela opinião pública, as células-tronco embrionárias não são o remédio para a cura de todos os males. A alternativa mais viável para essas pesquisas científicas é a utilização de células-tronco adultas, retiradas do próprio paciente, que já beneficiam mais de 20 mil pessoas com diversos tipos de tratamento de doenças degenerativas.

Reafirmamos que o simples fato de estar na presença de um ser humano exige o pleno respeito à sua integridade e dignidade: todo comportamento que possa constituir uma ameaça ou uma ofensa aos direitos fundamentais da pessoa humana, primeiro de todos o direito à vida, é considerado gravemente imoral.

A CNBB continuará seu trabalho em favor da vida, desde a concepção até o seu declínio natural.

Brasília, 29 de maio de 2008.

Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB

Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-Presidente da CNBB

Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário-Geral da CNBB

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Células-Tronco versus pessoa humana

29, Maio 2008 por rafael

No debate a respeito do uso de células-tronco embrionárias, a principal questão ética diz respeito ao estatuto do embrião. Trata-se de uma fase de desenvolvimento celular humano a partir da célula-mãe em direção à pessoa. A fase de desenvolvimento em questão, é a de blastocisto, quando se podem contar em torno de 120 células. Quem defende seu uso para pesquisas, geralmente afirma serem apenas células. A mobilização popular a seu favor, recorre à promessa de tratamento eficaz de doenças hoje incuráveis. Do ponto de vista jurídico o tema se recolocou devido a uma ação direta de inconstitucionalidade na lei vigente, segundo a qual a pesquisa poderia ser feita para fins de terapia com embriões inviáveis ou congelados há mais de três anos mediante consentimento dos genitores (Lei n° 11.105, de 24 de março de 2005, Art. 5º).

Devemos lembrar que o fato de a mencionada Lei ser a mesma dos transgênicos, razão pela qual foram misturados dois interesses diferentes: a agricultura e a pesquisa com células embrionárias humanas. Para efeitos de reflexão é preciso ter presente que por si mesmo a legislação positiva não elimina os problemas de conteúdo profundo. Em outras palavras, não é a lei que determina quando algo é legítimo e certo, mas deveria ser o certo e legítimo a dar expressão à lei.

No caso da pesquisa com células-tronco embrionárias, o argumento mais forte a favor de sua legitimidade é o da descartabilidade. Aquelas células que de todos os modos se perderiam, teriam um destino mais nobre por servirem a estudos em benefício de outros. Já que vão se perder, por que não dar uma finalidade mais nobre?

Deve dizer-se que o tempo de congelamento não influi, por si, na viabilidade do embrião. Em segundo lugar, e isso é decisivo, só se poderia admitir o uso para fins nobres se fossem consideradas uma coisa, um objeto e não uma realidade que tem a ver com o ser humano. Ora, esse é exatamente o problema. Diz-se, por exemplo, que o blastocisto ainda não tem um sistema nervoso e, por isso, ainda não é humano. Mas são exatamente essas células, em seu conjunto e desenvolvimento, que darão origem ao sistema nervoso. Quer dizer: as células-tronco embrionárias constituem a origem real de tudo quanto seja humano.

Outros dirão que pelo fato de ainda não ter sido implantado, sua vinculação com o humano ainda não se deu. Ora, essa é exatamente a questão. Assim como um pai e uma mãe podem rejeitar um filho ou uma filha, somos nós, com a tecnologia, que produzimos o embrião in vitro e nós diremos se é ou não humano. Ou aceitaríamos dizer que a criança nascida daí, veio de uma realidade não-humana?

A conseqüência imediata desse raciocínio é garantir às células-tronco embrionárias o único destino adequado: tratá-las com a dignidade própria de serem humanas e não como objetos de pesquisa e nem como promessas de cura. Numa boa reflexão é possível reconhecer-lhes, mesmo em estado de congelamento, uma qualidade correspondente ao de pessoa humana, assim como a Biologia lhe reconhece a qualidade de indivíduo geneticamente único e inconfundível.

Quanto ao argumento de sua “utilidade” para curar doenças, é falso. Não existe nenhum protocolo de tratamento bem sucedido no mundo com células-tronco embrionárias. O que tem dado bons resultados é o tratamento com células-tronco somáticas (adultas), disponíveis em quantidade considerável no organismo humano: cordão umbilical, placenta, medula óssea e em várias outras partes do corpo. Com essas células, realmente apenas células, mas capazes de se diferenciarem em tecidos específicos e regenerarem órgãos vitais é possível obter resultados de cura.

A simples aprovação da pesquisa com células-tronco embrionárias não vai, ao menos por muito tempo, trazer benefícios à saúde da população. Interessa apenas a alguns grupos. Dizer que o Brasil ficaria em atraso por causa da proibição de pesquisas, também não serve para justificar sua aprovação. O presumido avanço não pode acontecer sem respeitar os seres humanos e os valores da vida humana.

FONTE:Informativo Diocese Santa Cruz do Sul

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Quem foi Tiradentes?

21, Abril 2008 por rafael

O seu nome era Joaquim José da Silva Xavier, nasceu em 1746 na Vila de São José Del Rei (hoje Tiradentes), Minas Gerais. Seu pai era um pequeno fazendeiro. Ficou conhecido como Tiradentes por ser dentista, profissão que aprendeu com o tio após ficar órfão. Tiradentes não foi apenas dentista, mas também minerador entre outros ofícios. Como muitos, Tiradentes não aceitava os altos impostos cobrados na época por Portugal, essa revolta foi aumentando até que surgiu um movimento revolucionário chamado de Inconfidência Mineira que tinha como objetivo acabar com os impostos abusivos e também conseguir a independência brasileira. Este movimento foi denunciado antes de ser concretizado. Foi iniciado um processo contra todos os revolucionários, mas apenas Tiradentes, o único condenado a morte foi enforcado em praça pública em abril de 1792.

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MARCAS DO ETERNO

10, Abril 2008 por rafael

Olá pessoal, a semana vai terminando e o meu tratamento dentário também. Às vezes tentamos evitar, mas quando o dente da um sinal é hora de visitar o dentista. Essa semana foi a minha vez. Quando não cuidamos das coisas corretamente, chega o momento que precisamos parar e dar a atenção necessária. A nossa vida é assim em tudo o que fazemos deixamos marcas. Essa semana foi a marca do dentista, mas é importante lembrar que na vida espiritual é preciso também deixar marcas do eterno. Hum, acabei de lembrar de uma música.

Antes de você entrar na minha vida
De se decidir por mim
Por minha história
Haverá de ter clareza de saber bem
Quem eu sou
Pra depois não me dizer
Ter se enganado

Eu não posso ser o que você quiser
Sou bem mais do que os seus olhos
Podem ver
Se quiser seguir comigo
Eu lhe estendo a mão
Mas não pode um só momento
Se esquecer

Sou consagrado ao meu Senhor
Solo sagrado eu sei que sou
Vida que o céu sacramentou
Marcas do eterno estão em mim

Antes do seu amor chegar
Um outro amor já me encontrou
E me envolveu com tanta luz
Que já não posso me esquecer

Se mesmo assim quiser ficar
Seja bem vindo ao meu lugar
A esta coração que resolveu
Plantar-se inteiro em Deus
E hoje não quer mais se aprisionar

Eu lhe peço que me ajude
A ser mais santo
Que por vezes me esqueça no meu canto
É que a minha santidade
Necessita solidão
Só assim minha presença
É mais saudável

Não me peça o que de mim
Pertence a Deus
Nem dê mais do que eu preciso receber
Ser amado em excesso
Faz tão mal quanto não ser
Eu lhe peço que me ajude a ser de Deus

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