Pesquisa aponta jovem brasileiro como o que mais acredita na felicidade

3, September 2008 por rafael

O país do futuro em cinco anos: puro otimismo ou alienação? Saiba por que somos campeões em esperança no futuro.

Não é de hoje que o Brasil é conhecido com o “país do futuro”. Mas o que sempre foi uma expectativa ou uma ilusão, para os jovens tem data certa para virar realidade: daqui a cinco anos. São eles os que mais acreditam na felicidade. Segundo uma pesquisa mundial divulgada no Brasil pela Fundação Getúlio Vargas, os motivos são muitos.
O brasileiro na faixa de 15 a 29 anos de idade é imbatível em suas expectativas sobre o que virá amanhã. Em uma escala de 0 a 10, tirou 9,29 no Índice de Felicidade, o que faz dele o jovem mais feliz no universo pesquisado de 132 países.
“Eu acredito muito que vou conseguir. Eu tenho força de vontade, tenho ânimo e, por isso, posso além do que as possibilidades me proporcionam”, diz Felipe Dutra, de 19 anos.
O Brasil é o país do futuro e esse conceito deixou de ser apenas um mito. Há razões práticas que explicam o resultado da pesquisa que incluiu os jovens brasileiros. O pesquisador Marcelo Neri afirma que, em primeiro lugar, houve um avanço na oferta de educação a partir de 1992 e mais tarde a ampliação do mercado de trabalho.
“Existe nos últimos quatro anos uma colheita de indicadores trabalhistas dos jovens. Há mais de 1,5 milhão para jovens no ano passado, que foi um ano recorde de geração de empregos em geral, mas 91% de empregos dos jovens. A renda dos jovens no mercado de trabalho nas metrópoles brasileiras tem crescido a 10,5% ao ano por jovem. Isso é crescimento chinês”, explica o pesquisador da FGV, Marcelo Néri.
A equipe da Fundação Getúlio Vargas também fez um levantamento a partir de dados do IBGE e dos ministérios da Educação e do Trabalho, que fazem um mapa das melhores oportunidades para os jovens. O Rio de Janeiro aparece como a cidade mais bem colocada na área de educação. Vitória é a capital da geração de emprego.
“Tem que entrar numa faculdade e tem que estudar. Tem que ter uma perspectiva, apesar de a gente estar vivendo numa desigualdade”, aponta Susane Antunes da Silva, de 18 anos.
Esta é também a opinião do psicanalista Luiz Alberto Py, que acredita no otimismo do brasileiro para encarar a vida.
“O importante é que a gente pode usar essa felicidade, esse otimismo, de uma maneira muito positiva, porque as pessoas otimistas são aquelas que têm mais capacidade para ousar, para arriscar, para se atirar em busca dos seus objetivos”, opina o psicanalista Luiz Alberto Py.
O brasileiro, de forma geral, também é o mais otimista em relação ao futuro, se comparado aos habitantes dos outros cento e trinta e um países analisados. A pesquisa mostrou ainda que, para os entrevistados, o dinheiro traz felicidade: quando a renda dobra, o índice de felicidade sobe 15%.

Fonte: Globo.com

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