SOBRIEDADE

27, Agosto 2008 por rafael

*Extraído da revista SHALOM nº 62

Entende-se por sóbrio, um indivíduo moderado, comedido, simples, temperante. Poderíamos acrescentar que sobriedade é a qualidade daquele que conhece a si mesmo e a seus limites, que tem uma boa percepção de si e que é consciente de seu valor. A sobriedade não é um comportamento, mas se revela através de sinais exteriores. Não é algo aprendido nos cursos de etiqueta e postura; é a maneira de ser do indivíduo, é o fruto da maturidade humana. Algumas manifestações de conduta, tais como: comer em excesso, vestir de modo chamativo, falar alto demais, criar situações para que as atenções se voltem para si (ex.: enfermidades repentinas, dores de cabeça, probleminhas de estômago e outras doencinhas) ausência de autodomínio e controle das emoções e sentimentos, revelam o quanto o indivíduo é imaturo nas suas relações. Na verdade, bastaria que conhecesse o amor e amasse para não mais precisar de tais subterfúgios. Tais comportamentos, citados acima, são comuns em crianças e adolescentes, que passam por uma fase de egocentrismo, onde necessitam provar o amor de seus pais. Precisam receber amor para descobrir que foram criados para ser amor. O ser humano só se torna amor quando entra na maturidade efetiva, ou seja, quando sente necessidade de amar mais do que ser amado. Tal maturidade se revela no cotidiano, nas relações com as outras pessoas, com o mundo, consigo mesmo e com Deus. Veremos em seguida onde o ser humano pode crescer na virtude da sobriedade.

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