Olá pessoal, bom dia.
O blog ficou meio sozinho por causa da faculdade, mas agora vamos buscando energias para continuar escrevendo.
Tenho muitas novidades, aos poucos estarei partilhando neste espaço. Para começar, quero agradecer meu orientador professor Ronaldo Nezo pelo texto publicado em seu blog sobre meu trabalho.
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Diário
Entre outras coisas, minha correria nesta semana também é motivada pelos exames e bancas de avaliação na faculdade. Já disse aqui da minha satisfação em lidar com os alunos, mas essas situações causam um certo estresse. Os estudantes que têm a obrigação de fazer o exame estão sob pressão - correm o risco de ficar em dependência nas disciplinas. Por isso, ficam bastante apreensivos. Não é um momento legal para eles; nem para os professores. Já aqueles que vão apresentar os chamados TCC´s (Trabalhos de Conclusão de Curso) também ficam ansiosos para saber se serão aprovados, se vão obter uma nota que reconheça o trabalho que realizaram…
Em meio a esses sentimentos todos que se confundem, é muito bom ser reconhecido. Ontem, experimentei um desses momentos. Os alunos que orientei, a Fabiana Ferreira e o Rafael Soares, apresentaram o projeto experimental que desenvolveram. Durante aproximadamente seis meses, eles visitaram várias comunidades e se reuniram com líderes da Pastoral da Criança. A intenção era desenvolver um programa de rádio, feito com a comunidade.
O resultado foi muito satisfatório. O programa ficou bom e a comunidade reconheceu o que os acadêmicos fizeram. Nunca vi tanta gente se mobilizar para assistir a apresentação de uma monografia. Até mesmo o arcebispo de Maringá, dom Anuar Battisti, compareceu.
Na banca de avaliação, ao meu lado estavam a doutora Luzia Deliberador e o padre Leomar Montagna, também professor e coordenador do curso de Filosofia da PUC Maringá.
Depois da apresentação dos alunos e das considerações elogiosas dos membros da banca, tivemos que quebrar o protocolo. Como era grande o público que prestigiou a Fabiana e o Rafael, deixamos a sala onde estávamos para concluir a avaliação (”fechar” a nota).
Quando retornamos, era grande a expectativa de todos. Meus orientandos estavam ansiosos. O professor Leomar pediu para eu criar suspense. Exagerei na dose. Fiz várias considerações sobre os quesitos que avaliamos. O Rafael suava. A Fabiana, idem. Para não prolongar o sofrimento, disse a nota - 10. O público aplaudiu muito. Os dois foram às lágrimas.
Enquanto recebiam abraços e beijos daqueles que prestigiaram a apresentação, senti orgulho dos meus alunos. Fiquei feliz por participar daquele momento. Poucas vezes encontrei alunos tão motivados, dispostos em pesquisar, em desenvolver um trabalho acadêmico inquestionável. Aprendi com eles. Também percebi que nem tudo está perdido: ainda existem pessoas dispostas ao aprendizado, que param para ouvir, que honram os compromissos firmados… Mais que isso: que se colocam como voluntários e que amam o próximo.
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