Veja como nascem as superstições

14, Setembro 2007 por rafael

Superstição vem do latim “supertitio”, que significa “o excesso” ou também “o que resta e sobrevive de épocas passadas”. Designa “o que é alheio à atualidade, o que é velho”.

A expressão mais comum da superstição entre nós consiste em querer justificar certos fenômenos – explicáveis pelas leis da natureza – através de causas misteriosas; introduz-se assim o “pseudo-sobrenatural” ou o “pseudodivino” em objetos e acontecimentos naturais. E note bem: a superstição não prova as suas teses, mas supõe por parte dos adeptos piedosa credulidade. O homem supersticioso não se indaga sobre a existência ou não de uma relação de causa e efeito entre tal agente e tal fenômeno; ao contrario, ele a aceita como fato indiscutível.

O homem, um ser dotado de inteligência, não foi feito para aceitar às cegas tudo o que lhe é dito; nem mesmo a prática religiosa pode deixar de ter uma base racional. A autêntica religião implica sempre no desenvolvimento da personalidade humana; para isso deve ser levada em conta, necessariamente, a capacidade de percepção do homem piedoso.

Veja como nascem as superstições:

“O trevo de quatro folhas é portador de felicidade”. Por quê? Pelo fato de raramente ser encontrado, assim como a felicidade… A analogia que é feita não implica, no entanto, em um nexo mais profundo.

“É sinal de bom agouro a ferradura do cavalo”. Isso porque outrora, em Roma, as ferraduras dos animais eram de ouro e prata – por conseguinte, encontrá-las equivalia, realmente, a encontrar um pequeno tesouro.

Resta observar que muito embora as superstições sejam algo de errôneo aos olhos da razão e da fé, elas ao menos atestam o senso religioso inato em todo homem que deve ser trabalhado pela verdadeira fé.

Artigo extraído do livro “Falsas doutrinas” de Prof. Felipe Aquino

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