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	<title>Padre Manoel</title>
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	<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 09:12:42 +0000</pubDate>
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		<title>Crise deve levar a revisar formas de buscar benefício econômico</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 09:12:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>padremanoel</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Inma Álvarez
 Os bispos franceses membros do Conselho para questões familiares e sociais publicaram no dia 8 de outubro uma reflexão sobre a crise financeira mundial, uma crise que deve, segundo os prelados, levar a uma revisão das atuais formas de buscar o benefício econômico.
Ainda que os mecanismos financeiros sejam necessários para prover as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Inma Álvarez</p>
<p> Os bispos franceses membros do Conselho para questões familiares e sociais publicaram no dia 8 de outubro uma reflexão sobre a crise financeira mundial, uma crise que deve, segundo os prelados, levar a uma revisão das atuais formas de buscar o benefício econômico.</p>
<p>Ainda que os mecanismos financeiros sejam necessários para prover as economias de recursos, a crise revelou as conseqüências negativas de lógicas financeiras que, levadas ao extremo, estão desconectadas da economia e se colocam somente ao serviço de um benefício imediato.</p>
<p>«Nossas sociedades estão quebradas. E, como sempre, nestes casos, os mais pobres são as primeiras e mais inocentes vítimas», acrescentam.</p>
<p>Quando as finanças pretendem ser um fim em si mesmas e só estão animadas pelo desejo de benefício, perdem a cabeça – afirmam os bispos –, mas quando as preocupações dos homens, de cada homem e de todos os homens se convertem em prioridade, a confiança renasce.</p>
<p>Para superar a crise, advertem os prelados, as medidas não podem encaminhar-se somente à «manutenção de um sistema financeiro que revelou suas fraquezas e suas conseqüências humanas».</p>
<p>É necessária a cooperação entre os Estados, o estabelecimento de instituições de organização financeira e uma reorientação das economias ao serviço das pessoas.</p>
<p>Os bispos exigem uma reflexão ética e um compromisso, que revise as práticas especulativas a curto prazo, assim como uma revisão dos sistemas de remuneração e gratificação dos dirigentes das instituições financeiras, especialmente por sua contribuição na crise, buscando o benefício de forma inconsiderada.</p>
<p>Exigem também maior transparência, assim como uma reorientação das finanças ao serviço da economia produtiva e adequada às exigências ambientais.</p>
<p>Fonte: Zenit.</p>
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		<title>Sínodo da Palavra, resposta às seitas</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Oct 2008 09:05:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>padremanoel</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Igreja]]></category>

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		<description><![CDATA[A interpretação fundamentalista da Bíblia ganha adeptos
 O Sínodo dedicado à Palavra quer converter-se em uma resposta aos fiéis católicos que deixam a Igreja para se unirem a seitas que oferecem uma pregação fundamentalista da Bíblia.
As seitas, de fato, são um dos argumentos sobre os quais mais se falou nas discussões que tomaram conta da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A interpretação fundamentalista da Bíblia ganha adeptos</p>
<p> O Sínodo dedicado à Palavra quer converter-se em uma resposta aos fiéis católicos que deixam a Igreja para se unirem a seitas que oferecem uma pregação fundamentalista da Bíblia.</p>
<p>As seitas, de fato, são um dos argumentos sobre os quais mais se falou nas discussões que tomaram conta da congregação geral entre terça e quarta-feira.</p>
<p>O número 56 no Instrumentum Laboris (documento de trabalho) que os participantes na assembléia do Sínodo tomam por referência em suas intervenções considera que “especial atenção merecem as numerosas seitas, que atuam em diversos continentes e que se servem da Bíblia para fins impróprios e com métodos estranhos à Igreja”.</p>
<p>O arcebispo de Kinshasa, Laurent Monsengwo Pasinya, presidente da Conferência Episcopal da República Democrática do Congo, constatou que na verdade o fenômeno das seitas não é novo.</p>
<p>“Em sua primeira carta (escrita no ano 95 d.C.), João já mencionava alguns dissidentes que deixaram de crer em ‘Jesus Cristo vindo em carne mortal’ (1 Jo 4, 2-3), que saíram da comunidade e ficaram excluídos da fé apostólica (1 Jo 2, 19-24).”</p>
<p>“Contudo, longe de apaziguar, a proliferação cancerosa de seitas de todo tipo e com as motivações mais diversas é motivo de inquietude para os pastores da Igreja, dado que sua doutrina se baseia em uma interpretação fundamentalista das Sagradas Escrituras”.</p>
<p>“E, ainda, numerosos textos bíblicos dissuadem esta interpretação e incitam mais a recorrer a critérios estabelecidos”.</p>
<p>“Ou seja, existem normas de interpretação das Escrituras, das quais Pedro e os apóstolos são garantidores (cf. 2 Pe 1,16-19). O próprio Pedro afirma que ‘nenhuma profecia da Escritura pode ser interpretada por conta própria’, porque ‘os homens, movidos pelo Espírito Santo, falaram da parte de Deus (2 Pe 1, 20-21).”</p>
<p>E Pedro condena os “falsos doutores” e suas “heresias perniciosas”, acrescentou o arcebispo, considerado um dos maiores biblistas na África.</p>
<p>“É preciso dizer que muitas das seitas atuais respondem ao perfil descrito aqui pelo Príncipe dos Apóstolos: libertinagem, difamação contra a verdade, cobiça, palavras artificiosas, tráfico de influências (2 Pe 2, 2-3), do que se deduz que o melhor caminho de diálogo com as seitas é uma saudável interpretação das Sagradas Escrituras”, garantiu.</p>
<p>A África se converteu, neste sentido, no terreno de crescimento para as seitas, como reconheceu Dom John Olorunfemi Onaiyekan, arcebispo de Abuja (Nigéria), quem denunciou a proliferação de grupos que, além de “fundamentalistas, são anticatólicos declarados”.</p>
<p>“A África, infelizmente, é a lixeira de outros continentes, que jogam nela todo tipo de idéias disparatadas, tais como que a nossa Igreja não respeita a Bíblia e que, portanto, não pode ser considerada verdadeiramente católica.”</p>
<p>“Muitos membros nossos se sentem freqüentemente em dificuldade pelos ataques e pelos abusos destes grupos, sobretudo quando não estão adequadamente preparados para defender a própria posição católica”, confessou o prelado.</p>
<p>“Por isso, muitos fiéis nossos viram a necessidade de aprofundar nas Escrituras, justamente para poder combater os ataques dirigidos a eles mesmos e à Igreja. Em geral, igualmente, acho que o contato com nossos irmãos protestantes vai se desenvolvendo gradativamente na direção apropriada”, constatou.</p>
<p>Por sua parte, Dom Norbert Klemens Strotmann Hoppe, M.S.C., bispo de Chosica (Peru), explicou que “nos últimos 40 anos, a Igreja na América Latina perdeu cerca de 15% dos seus fiéis a favor de movimentos não-católicos que se baseiam em estratégias que impulsionam a Bíblia”.</p>
<p>“A América Latina representa hoje 43% do catolicismo mundial que, por sua vez, diminuiu nos últimos 30 anos 14% com relação ao crescimento da população mundial. A deserção de 2,3% dos católicos na América Latina representa hoje para o catolicismo mundial uma perda de 1%.”</p>
<p>O bispo pediu ao Sínodo “uma contra-estratégia pastoral que afine a ação bíblica a aqueles que possuem uma estratégia pastoral bíblica que torna difícil nossa ação pastoral”.</p>
<p>“É urgente uma clara identidade no que concerne à função fundadora da Palavra de Deus para a Igreja. Mas seria preciso avaliá-la sem descuidar a perspectiva exterior no difícil mar atual da Igreja.”</p>
<p>“Não há mais tempo – alertou: não o há, sobretudo, para as comparações com o atual clima geral da situação econômico-política.”</p>
<p>Concluiu dizendo que “não deveríamos ficar somente no interior da barca, ocupando-nos das questões relativas à construção para melhorar a estabilidade da rota. Como os apóstolos, depois de ter recebido o Espírito em pentecostes, deveríamos perguntar: como fazemos para sair desta Sala, já que a Palavra de Deus e o Espírito de Deus querem chegar às pessoas, e fazê-lo através de nós”.</p>
<p>O cardeal Péter Erdö, presidente do Conselho das Conferências Episcopais Européias, constatou neste sentido que as publicações “mais sensacionalistas que científicas podem criar uma confusão notável também no pensamento dos fiéis e às vezes até no dos próprios sacerdotes”.</p>
<p>“O maior risco não é que alguém não saiba que crédito pode dar a um escrito apócrifo, como, por exemplo, o Evangelho de Judas, mas que muitos não têm a mais remota idéia sobre como distinguir as fontes críveis das não confiáveis da história de Jesus Cristo.”</p>
<p>Dom Desiderius Rwoma, bispo de Singida (Tanzânia), considerou que, em parte, o progresso das seitas se deve “à falta de uma boa e adequada pregação por parte dos ministros”.</p>
<p>O relator geral, cardeal Marc Ouellet, arcebispo de Québec, denunciou em sua intervenção de abertura “a insatisfação de numerosos fiéis com relação ao ministério da pregação”.</p>
<p>“Esta insatisfação explica em parte a saída de muitos católicos a outros grupos religiosos”, disse.</p>
<p>Fonte:Zenit.</p>
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		<title>Homilias preocupam Sínodo</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 09:06:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>padremanoel</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Igreja]]></category>

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		<description><![CDATA[ A qualidade das homilias na missa é em certas ocasiões tão preocupante que provoca o abandono de fiéis da Igreja, constatou-se no Sínodo dos Bispos.
O relator geral, cardeal Marc Ouellet, começava o debate nesta segunda-feira constatando que «apesar da renovação de que a homilia foi objeto no Concílio, sentimos ainda a insatisfação de numerosos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> A qualidade das homilias na missa é em certas ocasiões tão preocupante que provoca o abandono de fiéis da Igreja, constatou-se no Sínodo dos Bispos.</p>
<p>O relator geral, cardeal Marc Ouellet, começava o debate nesta segunda-feira constatando que «apesar da renovação de que a homilia foi objeto no Concílio, sentimos ainda a insatisfação de numerosos fiéis com relação ao ministério da pregação».</p>
<p>«Esta insatisfação explica em parte a partida de muitos católicos para outros grupos religiosos», denunciou.</p>
<p>Dom Mark Benedict Coleridge, arcebispo de Camberra-Goulburn (Austrália), propôs em sua intervenção que se preparasse um Diretório Geral Homilético, como existe um Diretório Geral de Catequese.</p>
<p>Este diretório, disse, deveria levar em conta a história da pregação católica, adaptando-a à realidade atual.</p>
<p>«Deveria recolher a experiência e a sabedoria da Igreja universal, incluindo os novos movimentos e comunidades, sem asfixiar o talento das igrejas locais ou dos pregadores individuais.»</p>
<p>Por sua parte, o cardeal Philippe Barbarin, Arcebispo de Lyon (França), constatou que um dos problemas da pregação é que não se diz tudo. «Deve-se dizer tudo!»</p>
<p>O purpurado denunciou preconceitos que levam a não pregarem certas passagens da Bíblia, por exemplo, quando Jesus repreende os escribas e fariseus, sendo que poderiam servir como um ensinamento em sentido contrário das bem-aventuranças.</p>
<p>Dom Raymond Saint-Gelais, bispo de Nicolet (Canadá) explicou que «nas celebrações litúrgicas, a homilia deve introduzir a assembléia no mistério da Palavra que Deus lhe dirige em sua vida concreta. Favorece deste modo a relação entre Palavra de Deus e a cultura, entre a fé e a vida».</p>
<p>Dom Ricardo Blázquez Pérez, bispo de Bilbao (Espanha), dedicou sua intervenção totalmente à homilia, falando dela como «um dos serviços mais importantes que o bispo e o presbítero podem prestar».</p>
<p>O prelado propôs que a homilia seja preparada na oração, fazendo-se ao menos três perguntas: «O que dizem as leituras que serão proclamadas na celebração? O que me dizem pessoalmente? O que devo eu, como pastor que presidirei a celebração, comunicar aos participantes na Eucaristia, levando em conta as circunstâncias em que se desenvolve a vida da comunidade?».</p>
<p>Dom Gerald Frederick Kicanas, bispo de Tucson, vice-presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, propôs que após o ano de São Paulo se proponha um ano da pregação na assembléia eucarística.</p>
<p>Este ano seria uma oportunidade «para sacerdotes e diáconos, junto a seus bispos, para encontrar-se com os leigos e compreender melhor suas dificuldades e como deveriam pregar a Palavra de uma maneira relacionada a estas dificuldades».</p>
<p>Este ano deveria fazer mais explícita a conexão entre homilia e a escrita e responder à fome de rezar e refletir sobre a Escritura.</p>
<p>Fonte: Zenit.</p>
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		<title>Rabino será primeiro não-católico em sínodo no Vaticano</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 09:06:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>padremanoel</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Igreja]]></category>

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		<description><![CDATA[ Um rabino de Israel, o rabino Shear-Yashuv Cohen, será o primeiro não-cristão a discursar em um sínodo da Igreja Católica.
O rabino foi convidado a falar sobre a interpretação judaica das Escrituras, das partes que são lidas por cristãos e judeus.
Cohen vem de uma família que, há 18 gerações, conta com rabinos e estudiosos da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Um rabino de Israel, o rabino Shear-Yashuv Cohen, será o primeiro não-cristão a discursar em um sínodo da Igreja Católica.<br />
O rabino foi convidado a falar sobre a interpretação judaica das Escrituras, das partes que são lidas por cristãos e judeus.<br />
Cohen vem de uma família que, há 18 gerações, conta com rabinos e estudiosos da Bíblia e é o Grande Rabino de Haifa, em Israel.<br />
Segundo o correspondente da BBC para assuntos religiosos Christopher Landau, Cohen afirmou que seu convite para o sínodo é &#8220;um sinal de esperança&#8221; no relacionamento entre as duas religiões. </p>
<p>Bispos do mundo todo estão reunidos em Roma para o sínodo, que reúne mais de 200 cardeais e bispos de todo o mundo e é realizado a cada três anos. O encontro de três semanas deste ano foi iniciado com uma missa celebrada pelo papa Bento 16 na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, no domingo. </p>
<p>Velho Testamento </p>
<p>Cohen vai liderar as reflexões a respeito de como os judeus usam suas Escrituras, que os cristãos chamam de Velho Testamento.<br />
O rabino reconheceu que alguns judeus encaram a possibilidade de diálogo com cristãos com desconfiança. </p>
<p>Mas, segundo Landau, Cohen afirmou que pretende promover o respeito e a coexistência, acrescentando que o judaísmo é o &#8220;irmão mais velho&#8221; do cristianismo.<br />
O convite para a participação do rabino ocorre em um momento em que o Vaticano dá um novo impulso às suas relações com outras religiões.<br />
Em novembro, o papa Bento XVI vai realizar uma reunião inédita em Roma com estudiosos islâmicos. </p>
<p>Fonte: Estado de São Paulo</p>
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		<title>Evangelizar exige utilizar os «novos areópagos»</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 09:04:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>padremanoel</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Igreja]]></category>

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		<description><![CDATA[Mensagem aos bispos europeus sobre o papel dos meios de comunicação
A esperança de uma «atenção especial» aos «novos areópagos» nos quais difundir cada vez mais a Palavra de Deus, foi expressada por Bento XVI na mensagem enviada à Assembléia Plenária dos presidentes das conferências episcopais da Europa, reunida em Esztergom, Hungria, de 30 de setembro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mensagem aos bispos europeus sobre o papel dos meios de comunicação</p>
<p>A esperança de uma «atenção especial» aos «novos areópagos» nos quais difundir cada vez mais a Palavra de Deus, foi expressada por Bento XVI na mensagem enviada à Assembléia Plenária dos presidentes das conferências episcopais da Europa, reunida em Esztergom, Hungria, de 30 de setembro a 3 de outubro.</p>
<p>Em uma mensagem enviada ao cardeal Peter Erdo, arcebispo de Esztergom-Budapeste e presidente do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado, explica que, dado que um dos primeiros temas tratados será a relação entre Igreja e meios de comunicação, o Papa «anima cada um de vós a fazer o melhor uso possível das oportunidades à vossa disposição para semear a Palavra de Deus às pessoas de vossos respectivos países».</p>
<p>«Neste ano dedicado ao apóstolo São Paulo, que expressou a verdade do Evangelho em termos acessíveis a um amplo e variado público, os “novos areópagos” merecem uma atenção especial dos pastores da Igreja», escreve o purpurado.</p>
<p>Bento XVI, recorda, «reza de modo especial para que se encontrem vias para guiar as pessoas empenhadas nos meios de comunicação a serem ainda mais respeitosas com a verdade da informação e a dignidade da pessoa humana, de maneira que sua mensagem possa contribuir realmente para a construção do reino de Deus na terra».</p>
<p>Em sua intervenção de abertura da Assembléia Plenária, o cardeal Erdo afirmou que «a atual grande crise financeira, especialmente evidente nos Estados Unidos, demonstra com clareza empírica que o mercado livre, com seu desejo de um lucro cada vez maior e mais veloz, não é capaz de regular a si mesmo e muito menos é capaz de sustentar e guiar o mundo inteiro».</p>
<p>«Sem uma regulamentação sadia e responsável por parte dos estados, da comunidade dos cidadãos, o liberalismo desenfreado conduz ao colapso», sublinhou.</p>
<p>Para o presidente do CCEE, não se trata de uma simples queixa, mas de convidar todos «à responsabilidade e a defender os direitos humanos invioláveis apelando aos deveres da pessoa humana para com a comunidade e para com Deus».</p>
<p>No Ano Paulino, o purpurado convidou os bispos da Europa a tomarem como modelo o apóstolo Paulo e não desanimarem perante os «problemas que aprisionam nossa geração».</p>
<p>Perguntando-se como é possível «alegrar-se levando o peso de tantos problemas e sofrimentos», o cardeal pediu que os prelados dirijam o olhar ao sorriso de Nossa Senhora, que «une compaixão e felicidade, transformando as lágrimas da paixão no consolo da glória».</p>
<p>O purpurado, primaz da Hungria, expressou sua rejeição a todas as formas de cristofobia, em especial as «mais capciosas e transmitidas pelos meios de comunicação quando denigrem, caluniam, desinformam e buscam o sensacionalismo».</p>
<p>Neste caso, é necessário «que os meios de comunicação assumam sua responsabilidade», enquanto a Igreja deve «investir na formação para contar com pessoas que tenham capacidade crítica perante a mídia e possam contribuir a transmitir nela uma imagem de Igreja autêntica e não um massacre da mesma».</p>
<p>A descriminação e a intolerância para com os cristãos devem ser enfrentadas pela comunidade internacional «com a mesma determinação com que se combatem formas de incitação ao ódio contra outras comunidades religiosas», sobretudo através da «tutela do direito à liberdade religiosa, elemento inalienável de cada pessoa humana».</p>
<p>A liberdade religiosa, observou, «muitas vezes é entendida como liberdade de religião, segundo uma visão que nega a dimensão transcendente da pessoa e em consequência também a dimensão pública da liberdade religiosa».</p>
<p>Por sua parte, o cardeal Christoph Schonborn, arcebispo de Viena e presidente da Conferência Episcopal Austríaca, afirmou na homilia da missa de abertura da Assembléia que a «vontade de tomar as rédeas e não deixar Deus na condução da História foi a tentação do século XX. E esta experiência trouxe muito sofrimento no século passado».</p>
<p>«Jesus, ao contrário, não quis impor a justiça com a violência. Seu olhar está dirigido a Jerusalém. Em Jerusalém, já vê o caminho da paz, o dom da vida: não tirar a vida dos outros mas dar a própria vida pelos demais. Este é o caminho da esperança, do perdão: esta é a misericórdia de Jesus».</p>
<p>«Quantos na Hungria descobriram na cruz de Jesus a resposta a seus sofrimentos, quantos se fizeram testemunhas do perdão e não da vingança!», exclamou.</p>
<p>«Estamos convidados a dirigir nosso olhar, nosso rosto, para Cristo, para encontrar em seu caminho para Jerusalém a cruz e a ressurreição, esta luz que pode iluminar também nossos sofrimentos e nossas cruzes».</p>
<p>Fonte: Zenit.</p>
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