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GUADALAJARA, 19 Ago. 08 / 08:32 am (ACI).- Três irmãos mexicanos, Alberto, Jesus e Andrés García Gutiérrez, foram ordenados sacerdotes pelo Arcebispo de Guadalajara, Cardeal Juan Sandoval Iñiguez, em uma histórica celebração na Arquidiocese.
A consagração, que se realizou na Catedral de Guadalajara no domingo 17 de agosto, foi um evento sem precedentes na Arquidiocese pois “segundo registros históricos, não se tem notícia até a data” de que “tenham sido aqui ordenados presbíteros três irmãos de sangue na mesma data”, informou o escritório de comunicações do Arcebispado.
Dos três irmãos, Alberto e Andrés terminaram sua formação na Congregação de Legionários de Cristo em Roma; a partir de agora o primeiro se desempenhará como missionário no Brasil, e o segundo como vigário da paróquia de São Eugênio no México.
Por sua parte Jesus, quem também estudou com os Legionários, terminou sua formação no Seminário Diocesano Maior de Guadalajara, e seu serviço diaconal o realizou no Seminário Menor Auxiliar do Ahualulco de Mercado. Seu trabalho sacerdotal o realizará no seminário diocesano.
A primeira Missa dos três irmãos juntos se celebrará na Paróquia de Santa Sofía, de Tlaquepaque (Guadalajara), a que pertencem os recém ordenados, na próxima sexta-feira 22 de Agosto.
Fonte: ACI
Bento XVI enviou uma mensagem ao III Congresso Americano Missionário (CAM 3) que se prolonga até ao próximo Domingo, 17 de Agosto, e lembrou aos católicos que “o serviço mais importante que podemos brindar aos nossos irmãos é o anúncio claro e humilde de Jesus Cristo, que veio a este mundo para que tenhamos vida e a tenhamos em abundância”.
“Diante das dificuldades de um ambiente às vezes hostil, da escassez de resultados imediatos e espectaculares ou frente à insuficiência de meios humanos, convido-vos a não se deixarem vencer pelo medo, pelo desânimo ou arrastar pela inércia”, indicou o Papa.
Aos participantes neste CAM 3, reunidos na cidade de Quito, capital do Equador, Bento XVI pediu que combatam “a praga da corrupção e da indiferença”. Do mesmo modo, lembrou que “a hora presente é uma ocasião providencial para que, com simplicidade, limpeza de coração e fidelidade, voltemos a escutar como Cristo nos lembra que não somos servos, mas seus amigos”.
“Ele instrui-nos para que permaneçamos no seu amor, sem nos moldarmos aos ditames deste mundo. Não sejamos surdos à sua Palavra. Dele aprendamos. Imitemos o seu estilo de vida. Sejamos semeadores da sua Palavra”, pede.
“Com toda a nossa vida, com a alegria de nos sentirmos amados por Jesus, a quem podemos chamar irmão, seremos instrumentos válidos para que Ele siga atraindo a todos com a misericórdia que brota de sua Cruz”, acrescentou.
O Papa pediu também a superação de qualquer forma de individualismo e isolamento e par que seja reforçado o “sentido de pertença à Igreja”.
Neste sentido, alentou os católicos do continente a sentir “o consolo de Cristo” e oferecer “o bálsamo do seu amor aos aflitos, aos que andam aflitos pela dor ou ficaram feridos pela frieza do indiferentismo ou pelo flagelo da corrupção”.
Bento XVI desafiou ainda a Igreja a lutar pelo mais fracos. “Que posam beber a água vivificante que brota do costado do Salvador e saciar com sua frescura cristalina todos aqueles que tem sede de justiça, paz e verdade, aqueles que estão oprimidos pela clausura do pecado ou estão mergulhados na escuridão da violência”, escreveu.
O CAM 3 conta com a participação de mais de três mil delegados. Conclui-se Domingo, dia que dá início à grande “Missão continental”, que conforme explicou o Papa harmonizará “esforços pastorais e iniciativas evangelizadoras”.
Fonte: Agência Ecclesia
Falta um dia para iniciar o 3º Congresso Americano Missionário e o 8º Congresso Latino-americano (CAM 3/Comla
que acontecem em Quito, Equador, de 12 a 17 de agosto. Cerca de 3 mil pessoas são esperadas para participar do evento que tem como tema e lema, respectivamente, “A Igreja em discipulado missionário” e “América com Cristo, escuta, aprende e anuncia”.
Compõem a programação do congresso 16 fóruns que serão trabalhados com perspectivas no Evangelho, na Missa e na Humanidade. Entre eles: Missão ad Gentes no mundo de hoje; Missão e Família; Missão Exclusão e Globalização; Missão e Laicato, e outros. Além dos fóruns haverá missas, palestras e testemunhos.
O congresso é fruto da iniciativa de várias instituições que têm por objetivo colocar em prática a experiência do discipulado e se colocar em estado permanente de missão e impulsionar a Nova Evangelização e Missão ad Gentes São elas: a Congregação para a Evangelização dos Povos, conferências episcopais da América, Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), direções nacionais das Pontifícias Obras Missionárias na América, Conferência Episcopal Equatoriana, Arquidiocese de Quito, igrejas particulares da América, congregações religiosas, movimentos eclesiais e missionários, leigos e jovens.
A missa de encerramento do Congresso acontece no dia 17, no Estádio da Liga Desportiva Universitária de Quito, que é também, a eucaristia de envio da Missão Continental, onde estão presentes os presidentes das conferências episcopais da América Latina e do Caribe, que recebem das mãos do presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam), dom Raymundo Damasceno Assis, uma réplica da imagem que o Papa Bento XVI doou à Conferência de Aparecida. Os bispos também são encarregados de animar e impulsionar a missão continental em seus respectivos países.
A missa de envio da Missão Continental é presidida pelo arcebispo de Santo Domingo, cardeal Nicolas de Jesús López Rodríguez, delegado do Papa Bento XVI como seu representante para o Congresso Missionário. A celebração eucarística é transmitida a todo o continente por meio das emissoras de rádio e televisão da Igreja
Fonte: Canção Nova
A afirmação da Conferência de Aparecida de que estamos em estado de missão permanente pouco a pouco vai entrando não só nas idéias e nos escritos, mas também na vida e realidade de nossas comunidades. Esta realidade permanente da Igreja já resultou em belos frutos no passado – agora é retomada com ênfase nestes novos tempos de tantas mudanças.
Uma das grandes preocupações era que muitos fizessem grandes tratados sobre a V Conferência e com o aprofundamento das discussões sobre o estilo, falhas, omissões, correções do documento ficássemos com mais um belo texto, fruto de uma linda história, mas que não levou à transformação de atitudes.
Sabemos que é a ação do Espírito Santo em nossas vidas que transforma os corações, e para isso rezamos sempre, mas muitas motivações podem vir de palestras, escritos, filmes, conversas. Aparecida olhou para o futuro em mudança da sociedade e incentivou-nos a avançarmos para as águas mais profundas e sem medo da urbanização, secularismo, individualismos hodiernos.
Na célebre frase de Paulo VI na “Evangelii Nuntiandi” ecoa a necessidade de sempre: “o mundo escuta muito mais as testemunhas que os mestres, e se escuta os mestres, é porque são testemunhas!”.
Nestes dias de julho, em visita pastoral à Paróquia das ilhas de nossa Arquidiocese, vi com muita alegria que aos poucos a palavra escrita em Aparecida se torna realidade através de tantas atitudes que vamos anotando.
O principal testemunho é a vida das pessoas que, com coerência procuram viver radicalmente a vida cristã em todos os seus ambientes e, além disso, tomam as iniciativas para trabalhos específicos de concretos de evangelização.
Vi também, com muito contentamento, o trabalho de evangelização de uma irmã de uma comunidade de uma das ilhas, que percorre 4 horas de bicicleta para chegar à outra comunidade carente de líderes e passar a manhã toda partilhando das reflexões e catequese com aquelas pessoas, e o faz com alegria, mesmo enfrentando chuva e dificuldades.
O trabalho realizado nas ilhas durante estas férias de verão (aqui no Norte) com a evangelização e o trabalho do “verão radical” procurando atender e chegar às pessoas que estão em veraneio.
A resposta que um movimento de espiritualidade está dando ao apelo do Bispo do Marajó através do “Projeto Amazônia” – Missão Marajó – já começou e várias pessoas iniciaram trabalhando nessa região tão necessitada de missionários que, com espírito renovado, anunciam, se comprometem, ajudam na transformação dessa ilha.
Outro movimento está concluindo neste final de mês mais um trabalho do “Projeto Amazônia”, partilhando suas vidas em Cerejeiras, Vilhena (RO), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Humaitá (AM), Santarém (PA) e Curupaiti (PA). Visitas, celebrações, encontros têm ajudado o povo dessas cidades a encontrar em Cristo a sua Vida e Luz.
Agora chegou a notícia de que um grupo de uma Diocese de São Paulo virá às nossas ilhas neste próximo mês de agosto para um trabalho de missão: 40 pessoas que, juntamente com os nossos missionários, querem anunciar a boa notícia no compromisso com o nosso povo.
Quando ainda estava no Regional Sul 1, como Bispo Diocesano, lembro-me muito dos trabalhos missionários de padres, seminaristas, religiosos e leigos que enviamos para a Região Norte para trabalhos missionários. Quanto bem eles fizeram ao povo para onde foram enviados, e quanto bem deixaram pelo exemplo às suas comunidades de onde saíram.
Quantos exemplos e sinais nós poderíamos permanecer contemplando! Quantas situações bonitas de trabalho evangelizador que leva vida nova para as pessoas e conseqüentemente para o mundo! São inumeráveis essas situações, e muitos poderiam continuar contando muitas belas histórias sobre o assunto.
Assim poderia continuar enumerando muitos outros fatos daqui por perto em nossa região metropolitana – recordo-me com muito carinho do casal que, no final de uma celebração, com alegria, veio compartilhar comigo o seu trabalho missionário em seu bairro, ou mesmo de outros tantos grupos e comunidades que todas as semanas visitam as famílias, levando uma notícia alegre da salvação. O nosso sonho que a “rede de comunidades” possa, além das reuniões semanais possa também ser uma fonte de missionários que irradiem a alegria de ser cristão na região em torno estão presentes.
Temos também os grupos mais organizados que fazem esse trabalho de anúncio da Boa Nova, de compartilhar a vida com as pessoas, de catequese e aprofundamento da fé e, em especial, o projeto “Belém em Missão”, que quer aprofundar esse espírito missionário em preparação aos 400 anos do início da evangelização em nossas terras.
Vemos ainda muitos sinais entre os diáconos e padres, consagrados e consagradas das novas comunidades, em grupos vários que, vivenciando a unidade paroquial, saem para pregar o Evangelho da Vida para todos.
A Igreja sempre foi e sempre deverá ser missionária! A nossa missão é evangelizar! Junto com a tradição das missões trazidas por tantas e beneméritas congregações religiosas, masculinas e femininas, vemos com muita alegria que há algo novo no ar: todo povo se descobre discípulo missionário de Jesus Cristo e que é chamado a uma missão permanente.
Cada vez mais me encanto com o nosso querido povo e com a profética Conferência de Aparecida! O Espírito Santo nos iluminou e colocou nos corações a missionariedade e o entusiasmo em anunciar a vida em plenitude.
Que todos tenhamos olhos para ver e ouvidos para ouvir o que o Espírito Santo está realizando no meio de nós – que possamos continuar respondendo o nosso generoso “Fiat” de Maria! Aqui estou, Senhor, envia-me!
D. Orani João Tempesta.
A China, com os seus mais de 1,3 mil milhões de habitantes, representa uma prioridade e uma forte esperança para o futuro da Igreja Católica, que conta com mais de 12 milhões de fiéis no país, menos de 1% da população total.
Apesar da historicamente difícil relação com o mundo chinês, atrás documentada, e da tentativa de aniquilamento da Igreja durante a Revolução Cultural (1966-1976), a comunidade católica continua a crescer, contando hoje com 6 mil igrejas e capelas, mais de 100 Bispos (90% dos quais reconhecidos pela Santa Sé), 1500 seminaristas e 550 religiosas em formação, de acordo com os dados divulgados pelo Centro de Estudos Espírito Santo, de Hong Kong.
Hoje em dia, a Igreja Católica e as outras Igrejas e comunidades cristãs vivem um momento de grande esperança, pelas perspectivas de crescimento que se abrem, mas também de grande constrangimento pelo clima de controlo e perseguição que continua a fazer-se sentir.
Na China, o poder político integrou a liberdade religiosa na constituição do país, mas não eliminou completamente a perseguição e o controlo a que costumava sujeitar as religiões no passado recente. Assim, não obstante as declarações de princípio sobre a liberdade religiosa e o desejo de boas relações com as religiões, e a Igreja Católica em particular, continuam a registar-se inúmeros casos de perseguição e abusos contra líderes cristãos, tanto sacerdotes como leigos.
Grande número dos casos têm ocorrido no Hebei, uma região onde se encontra a maior densidade católica do país (mais de um milhão e meio de católicos) e que regista uma forte adesão à Igreja dita “clandestina” e uma maior resistência ao controlo oficial sobre as actividades da Igreja. Ali, nos últimos anos, foram presos ou desapareceram seis Bispos católicos.
Embora o Partido Comunista Chinês se declare oficialmente ateu, a Constituição chinesa permite a existência de Igrejas oficiais (Associações Patrióticas), entre elas a Católica, que tem 5,2 milhões de fiéis. Fora do controlo da APC, contudo, milhões de fé vivem a fé católica de forma clandestina.
A sobrevivência da Igreja na China pode ser considerada como um “milagre”, mas é ultrapassado pelo seu crescimento quase imparável, nos nossos dias. Segundo alguns sacerdotes chineses, o número de conversões anuais ao Cristianismo poderia chegar aos 100 mil, apesar das grandes dificuldades sentidas pelos fiéis que não se sujeitam ao regime de Pequim.
Liberdade religiosa
O Vaticano tem manifestado, por diversas vezes, o desejo de que a China respeite a liberdade de culto e de religião no país, cuja ausência afecta de forma especial os mais de 8 milhões de católicos que vivem a sua fé na clandestinidade.
No início de 2007 decorreu uma reunião de alto nível, convocada por Bento XVI, para abordar “os problemas eclesiais mais graves e urgentes, que esperam uma adequada solução em relação aos princípios fundamentais da constituição divina da Igreja e da liberdade religiosa”.
Segundo comunicado oficial da sala de imprensa da Santa Sé, os responsáveis da Cúria Romana e da Igreja asiática presentes no Vaticano asseguraram a sua vontade de trabalhar para uma “normalização das relações” com a China, a vários níveis. A reunião juntou responsáveis da Secretaria de Estado e da Congregação para a Evangelização dos Povos, bem como prelados de Hong Kong, Taiwan e Macau.
O encontro sobre a situação da Igreja Católica na China foi presidido pelo Cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de Estado do Vaticano. Os participantes fizeram eco da vontade de “prosseguir um caminho de diálogo respeitoso e construtivo com as autoridades governamentais, para ultrapassar as incompreensões do passado”.
Os objectivos imediatos da Santa Sé passam por permitir aos católicos na China “uma vida frutuosa e pacífica”, procurando “trabalhar em conjunto para o bem do povo chinês e da paz no mundo”.
Para o restabelecimento de relações diplomáticas, a China exige que o Vaticano deixe de reconhecer Taiwan como país independente e que o Vaticano aceite também a nomeação dos bispos chineses por parte da Associação Patriótica Católica (APC), controlada pelo Estado. Nesta questão, contudo, a posição da Santa Sé tem-se mantido inalterável.
A APC foi criada em 1957, para evitar “interferências estrangeiras”, em especial do Vaticano, e para assegurar que os católicos viviam em conformidade com as políticas do Estado. A partir da década de 80 do século passado, a APC passou a procurar a aprovação do Vaticano para os seus Bispos, em segredo.
Hoje em dia, estima-se que cerca de 90% dos Bispos da APC sejam reconhecidos pelo Vaticano, fruto de um acordo de cavalheiros, que dava ao Papa a última palavra sobre qualquer candidato à ordenação episcopal e que foi quebrado de forma clara.
Em 2006, contudo, vários Bispos foram ordenados sem aprovação pontifícia, o que provocou reacções muito duras da Santa Sé e de Bento XVI. Antes dos acontecimentos desse ano, as últimas ordenações sem o aval do Papa tinham tido lugar em 2000, com 5 novos Bispos da APC, e levaram a um longo congelamento das negociações entre a China e a Santa Sé para o restabelecimento de relações diplomáticas.
A nota oficial aludia ainda à história conturbada da Igreja na China, sublinhando o “luminoso testemunho oferecido pelos Bispos, sacerdotes e fiéis que, sem cederem a compromissos, mantiveram a fidelidade à Sé de Pedro, muitas vezes à custa de graves sofrimentos”.
Octávio Carmo - “China. Não fechar os olhos” (AIS)
Católicos de Portugal rezam pela China
No ano em que se realizam os Jogos Olímpicos em Pequim (China), a pena do jesuíta Henrique Rios dos Santos deu-nos reflexões que nos ajudam a compreender a Igreja Católica naquele país asiático. “Ao rezar o Rosário com os cristãos da China, pensamos neles, lemos os seus testemunhos, escutamos com afecto espiritual os seus ensinamentos e apelos. Pedimos que todos, no contexto da Ásia, acolham o Evangelho”, sublinha o autor. O Padre Henrique Rios, com larga experiência de missão na China, escreveu este livro de oração para rezar em comunhão com os cristãos que sofrem nesse país.
Fonte: Agência Ecslesia
