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Cidade do Vaticano- Na Audiência Geral de ontem, Bento XVI abençoou uma estátua de bronze de Madre Teresa de Calcutá.
De três metros de altura, a obra foi esculpida por um artista da Macedônia e doada ao papa no final da Audiência. Bento XVI destinou a estátua a uma paróquia romana, em construção, dedicada à religiosa. Enquanto não for transferida, a escultura permanecerá no pátio da casa Dom de Maria, no Vaticano.
Na estátua, Madre Teresa foi esculpida com as mãos unidas em sinal de oração e os dedos dos pés deformados, como realmente eram, devido não só à artrose, mas ao duro trabalho realizado para testemunhar que Deus é amor por cada pessoa.
Na entrega da estátua estavam presentes o bispo e o prefeito de Skopje, na Albânia, cidade natal de Madre Teresa. (BF)
Fonte: Radio Vaticano
A rica história da nossa Igreja Católica mostra tempos em que prevalecia ora uma, ora outra forma de reunir os discípulos de Jesus. Para nós, seguramente, tudo começou em Cristo, que reuniu um pequeno grupo para formá-lo na adesão à proposta de salvação. Mas na sua entrada triunfal em Jerusalém, admitiu uma modesta apoteose de público. Também em raros momentos, por ocasião da realização de milagres. A Igreja primitiva só podia aderir às pequenas comunidades, que se reuniam nas casas. “Estavam todos reunidos num mesmo lugar” (At 2,1).
Fazer uma procissão nos tempos de Nero era impensável. Mas quando houve a liberdade religiosa, começaram as construções dos grandes templos. Isso foi necessário, pois as multidões já não podiam se reunir nas casas. A iniciativa trouxe um progressivo abandono das pequenas comunidades, que sobreviveram nos mosteiros e ordens religiosas. Também o apelo dos leigos às Irmandades, às ordens terceiras, às associações, aos movimentos e à organização de pequenos grupos de pastorais, são tantas outras soluções encontradas para agrupamentos menores de discípulos de Jesus.
A Conferência de Aparecida deu sinal verde para as comunidades menores. As grandes concentrações populares se fazem necessárias. No entanto, elas tem uma limitação, que impede que se formem comunidades de vida em pleno sentido: falta o contacto pessoal, a proximidade, a abertura do coração. Podem até ter objetivos comuns de crescer na fé e na caridade.
Então, vamos manter os aglomerados maiores, mas reconquistar os agrupamentos menores: a reunião de família (a Igreja Doméstica), os Grupos de Reflexão nas casas, as equipes dos Movimentos, a récita do terço nos domicílios, as visitas das “capelinhas”… Assim poderemos manter os dois métodos de aprofundar na fé e impregnar o mundo com a caridade de Cristo: as matrizes e capelas, como espaços maiores; mas as reuniões menores, dos Grupos bíblicos, e das equipes como expressão de proximidade. Elas formam uma grande rede, que constitui a Comunidade maior. Aí se podem formar verdadeiras comunidades de vida. Você já participa de um grupo desses?
Dom Aloísio Roque Oppermann scj - Arcebispo de Uberaba, MG.
O cardeal Varkey Vithayathil, arcebispo de Ernakulam-Ankamaly, presidente da Conferência Episcopal da Índia, pediu à comunidade católica que observe um dia de oração e jejum neste domingo, 7 de setembro, pela promoção da harmonia e da paz na Índia.
Os cristãos, especialmente no estado de Orissa, estão vivendo uma onda de ataques sem precedentes dos nacionalistas extremistas hindus.
Segundo o Indian Catholic News Service, pelo menos 25 pessoas foram assassinadas e 4 mil casas de cristãos foram queimadas, levando 50 mil cristãos a refugiar-se na selva para salvar suas vidas.
A violência começou após o assassinato de Swami Laxmananda Saraswati, líder hindu religioso, e de 5 seguidores em 23 de agosto, no distrito de Kandhamal. Terroristas maoístas reivindicaram o assassinato.
Contudo, radicais hindus afirmam que os assassinos de seu líder espiritual, de 85 anos, que havia protagonizado uma campanha contra as conversões ao cristianismo, eram homens armados contratados por cristãos.
A iniciativa é um «sinal da proximidade espiritual e da solidariedade aos irmãos e irmãs tão duramente provados pela fé».
Fonte: Zenit.
O secretário da Comissão Bíblica Católica do Paquistão e pároco de uma numerosa paróquia de Lahore, Pe. Emmanuel Asi, considera que no Paquistão os cristãos vivem «atemorizados e em constante ameaça».
Assim, por exemplo, há pouco tempo, uma menina cristã de 13 anos de idade foi seqüestrada e violentada por um muçulmano. O pároco assegura que fatos como este se repetem continuamente. Para evitar o castigo, os homens afirmam que a mulher violentada é muçulmana, casam-se com ela e depois a repudiam. Ninguém pode fazer nada, porque os «maridos» pressionam e ameaçam de morte as vítimas até o ponto de fazê-las declarar diante do juiz e na presença de seus próprios pais que se converteram ao Islã. Desta forma, um homem muçulmano pode seqüestrar e violentar qualquer mulher sem temor de ser condenado.
Em uma visita à sede de Ajuda a Igreja que Sofre, o Pe. Asi revelou que, com freqüência, a pobreza dos cristãos paquistaneses faz famílias inteiras dependerem dos latifundiários, relação que qualificam de «uma forma de escravidão».
Estas pessoas não recebem um salário mensal, mas – no melhor dos casos – uma pequena retribuição após a colheita. O sacerdote assinalou que os cristãos costumam ser objeto de uma forte discriminação na hora de procurar emprego e ter acesso a colégios e universidades, porque basta um nome cristão para que uma solicitação seja rejeitada. Também diante da lei os cristãos são cidadãos de segunda classe.
Não obstante, o Pe. Emmanuel Asi assegura que os cristãos paquistaneses estão «orgulhosos e contentes de ser cristãos», pois entendem sua fé como «um dom e uma grande bênção», ainda que sua vida esteja marcada pela «dor, pelo medo e pela frustração».
E acrescenta: «Dos primeiros cristãos sabemos que a perseguição e a opressão foram decisivas na hora de difundir e aprofundar na fé, e essa é também nossa experiência no Paquistão».
Também destaca como fato positivo o efeito que surte o testemunho dos cristãos nos muçulmanos, pois estes percebem que «os cristãos são diferentes». Sobretudo as mulheres muçulmanas se sentem atraídas pela «liberdade e alegria» que irradiam as mulheres cristãs, porque «podem ir junto com os homens à igreja, podem cantar no coro e inclusive participar da Missa».
O pároco acrescenta também que a presença das religiosas representa um «extraordinário testemunho» e que muitas meninas muçulmanas gostariam de freqüentar um colégio católico. A Igreja paquistanesa promove sobretudo a formação da mulher e organiza numerosos grupos femininos que, por sua vez, convidam mulheres muçulmanas. O Pe. Asi alberga a esperança de que precisamente as mulheres possam induzir uma mudança na sociedade.
No Paquistão, os cristãos paquistaneses são minoria (1,5%) frente a 97% dos muçulmanos. São considerados o extrato social mais baixo e costumam ser vítimas de discriminação e agressões.
Fonte: Zenit.
Roma- O papa Bento XVI disse hoje que, perante o fenômeno da imigração ilegal, são necessárias respostas políticas “eficazes”, e pediu “senso de responsabilidade” aos países de onde saem os imigrantes.
Após a reza do Ângelus em sua residência de Castelgandolfo, o papa falou do aumento da imigração irregular a partir da África através do Mediterrâneo, travessia vista como uma esperança para fugir de situações “com freqüência insustentáveis”, que muitas vezes se “transforma em tragédia”.
A imigração é um fenômeno presente desde “os alvores da história da humanidade que, portanto, caracterizou desde sempre as relações entre povos e nações”, disse.
No entanto, a “emergência na qual se transformou” requer “nossa solidariedade”, ao mesmo tempo que “impõe eficazes respostas políticas”.
Quanto aos países de origem dos imigrantes, o papa disse que “devem mostrar senso de responsabilidade”, não só porque se trata de seus concidadãos, mas também para “eliminar as causas” deste fenômeno e para acabar “com todas as formas de criminalidade que estão ligadas” ao fenômeno.
Os países europeus estão “chamados a desenvolver, de comum acordo, iniciativas e estruturas cada vez mais adequadas às necessidades dos imigrantes irregulares”, acrescentou.
Além disso, as pessoas que empreendem o caminho da imigração ilegal devem ser “sensibilizadas” sobre o valor da própria vida, “um bem único” que deve ser protegido “dos gravíssimos riscos aos quais se expõem na busca de uma melhora de suas condições”.
Bento XVI disse que sentia “o profundo dever de chamar a atenção de todos sobre o problema e de pedir a generosa colaboração de indivíduos e instituições para enfrentá-lo e encontrar vias de solução”.
Fonte: Yahoo
