Esclarecimento no Ângelus do terceiro domingo do Advento
Neste domingo, Bento XVI tranqüilizou muitas pessoas que hoje em dia, como acontecia entre os primeiros cristãos, prevêem calamidades ou fenômenos mais ou menos dantescos ligados a uma possível volta de Cristo.
O pontífice esclareceu que a volta de Jesus, assim como sua «proximidade», é, antes de qualquer coisa, uma questão de amor, pois «o amor aproxima».
Ao introduzir a oração mariana do Ângelus ao meio-dia, o Papa explicou que este terceiro domingo do Advento é conhecido como Domenica gaudete («estai alegres»), porque a antífona de entrada começa com uma exortação de São Paulo aos filipenses: «Alegrai-vos no Senhor», porque «o Senhor está próximo».
«Esta é a razão da nossa alegria – assegurou o Papa, falando da janela do seus aposentos. Mas o que isso significa, ‘o Senhor está próximo’? Em que sentido devemos entender esta ‘proximidade’ de Deus?», perguntou-se.
«O apóstolo Paulo, escrevendo aos cristãos de Filipos, pensa evidentemente no retorno de Cristo, e convida-os a se alegrar porque isso é seguro», respondeu em sua alocução dirigida aos milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro do Vaticano.
No entanto, recordou, o próprio Paulo, em sua carta aos tessalonicenses, adverte que ninguém pode conhecer o momento da vinda do Senhor (cf. 1 Tes 5, 1-2) e alerta sobre todo sensacionalismo, como se a volta de Cristo fosse iminente (cf. 2 Tes 2, 1-2).
Dessa forma, «então, a Igreja, iluminada pelo Espírito Santo, compreendia cada vez melhor que a ‘proximidade’ de Deus não é uma questão de espaço e tempo, mas uma questão de amor: o amor aproxima!», exclamou.
Por este motivo, concluiu, «o próximo Natal vai recordar esta verdade fundamental da nossa fé e, diante do presépio, podemos saborear a alegria cristã contemplando o Menino Jesus e o amor de Deus que veio a nós».
Fonte: Zenit.

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