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Vítimas da perseguição aos católicos já são 26
Por Inmaculada Álvarez
As escolas e centros educativos católicos de toda Índia fecharam hoje suas portas em sinal de protesto diante das «atrocidades cometidas contra a comunidade cristã e outras pessoas inocentes», segundo informa a sala de imprensa da Conferência Episcopal do país.
Este gesto foi realizado a pedido do presidente da Conferência Episcopal Indiana, cardeal Varkey Vithayathil, arcebispo de Ernakulam-Ankamaly, que pediu aos cristãos que realizem outros gestos pacíficos de protesto em todo o país.
Também está previsto que se convoque uma jornada de oração «pela promoção da paz e a comum harmonia na Índia», no domingo 7 de setembro.
Por outro lado, ontem, às 18h30 (hora local), uma delegação composta por bispos católicos e de outras confissões cristãs se reuniu com o primeiro-ministro, Manmohan Singh, para apresentar-lhe um informe sobre os danos sofridos pelas comunidades cristãs durante a perseguição.
Segundo o informe, 26 cristãos foram assassinados, doze deles só no distrito de Kandhamal, e foram destruídas 41 igrejas e lugares de culto, 17 casas, 4 conventos, 3 albergues, 7 sedes institucionais e inumeráveis veículos.
A agência Misna e Rádio Vaticano confirmaram hoje a morte de 14 pessoas.
Este memorando foi apresentado pelos bispos católicos Vincent Concessao (arcebispo de Déli) e Raphael Cheenath (arcebispo de Cuttack-Bhubaneswhar), além dos não católicos Samson Dass (bispo de Cuttack) e Sunil Kumar Singh, da CNI (Church of North India), acompanhados por Sushma Ramaswami, vice-presidente da NCCI (National Council of Churches of India), e pelo secretário e porta-voz da Congregação Episcopal, Thomas D’Aquino Sequeira e Babu Joseph.
No encontro, os prelados reiteraram que os ataques não foram provocados pelos cristãos, e que estes haviam condenado claramente o assassinato do líder hindu Swami Laxmananda Saraswati, de cuja morte são apontados como culpados.
«As mortes e as atrocidades contra os cristãos são pelos maus desígnios dos fanáticos fundamentalistas. Estes seguem seus atos violentos e o governo não foi capaz de proteger os cristãos e outras pessoas inocentes», afirmam no informe.
Também alertam que o pânico desatado entre os cristãos desta região fez que muitos deles abandonassem suas casas e refugiassem na selva. Alguns inclusive abandonaram o Estado. Os refugiados, afirmam, já são cerca de 60 mil.
«O propósito dos fundamentalistas é expulsar os cristãos da região, o que resulta evidente dos slogans que repetem contra eles. Sabemos que a maior parte dos sacerdotes, pastores, religiosos e religiosas de Kandhamal se refugiaram na selva para salvar suas vidas, e que os fundamentalistas estão buscando-os», acrescentam.
Os bispos cristãos afirmam que este é o «maior desastre na história da comunidade cristã na Índia, e mais ainda em Orissa».
Pedem o urgente deslocamento de forças militares à área para restabelecer a ordem, já que «a polícia até agora não foi capaz de controlar a situação», assim como que se busquem e julguem os responsáveis por estes ataques e se indenizem as vítimas.
«Os cristãos de Orissa vivem em contínua tensão e grande medo. A lei e as forças de ordem não os amparam, e eles estão vivendo em condições muito adversas há quatro dias. É preciso reconstruir as igrejas, casas e lugares de culto. A sensação de segurança deve ser restaurada nos corações dos cristãos», acrescentam.
Fonte: Zenit.

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