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Intervenção do cardeal Jean-Louis Tauran no Meeting de Rímini
Por Inmaculada Alvarez
«A religião é fonte de paz, entendida como fonte da harmonia divina» e, apesar disso, subsiste o paradoxo de que as religiões «causem medo pelas ações de alguns crentes que traíram a sua própria fé».
Foi o que afirmou ontem o cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso, durante sua intervenção no Meeting Rímini.
O purpurado participou de uma mesa-redonda sobre Religião e Paz, junto com o Ministro do Exterior italiano, Franco Frattini, e o secretário da Liga dos Estados Árabes, Amre Moussa.
Sobre o caminho de reconciliação entre os povos, o cardeal afirmou que a solidariedade «é uma prioridade».
«Não há paz sem justiça! Todas as religiões convidam seus seguidores à compaixão; um crente não pode ser indiferente frente ao homem que sofre ou que é vítima dos mais fortes», acrescentou.
O purpurado crê que se subestimou o patrimônio espiritual da oração, que é comum aos fiéis das diferentes religiões.
Neste sentido, o diálogo inter-religioso, que se baseia no respeito da identidade do outro, é uma «tarefa comum de todos os fiéis para mover as consciências, de forma que o homem finalmente compreenda que não podemos ser felizes uns sem os outros, e certamente, nunca uns contra os outros».
«Deus continua dizendo aos filhos de Abraão: “não matarás”, “amai teu próximo como a ti mesmo”, “tua religião não é autêntica se não desejas para o outro aquilo que desejas para ti mesmo”. «A humanidade, especialmente os jovens, precisa escutar esta mensagem», acrescentou.
Fonte: Zenit.

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