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Aumentam as ajudas ao apostolado nos meios de comunicação
KONIGSTEIN, quinta-feira, 29 de maio de 2008.- A associação católica mundial «Ajuda à Igreja que Sofre» (AIS) - obra de direito pontifício - financiou no ano passado um total de 5.096 projetos em 136 países de todo o mundo.
A maior parte dos recursos - confirma a instituição nesta quinta em um comunicado recebido pela Zenit - se destinou a projetos de construção de capelas, seminários, igrejas. Outra das medidas importantes é a formação dos futuros sacerdotes; e também, como novidade, a ajuda ao apostolado dos meios de comunicação, que quase duplicou com relação aos anos anteriores.
Segundo a AIS, este aumento das ajudas à mídia católica responde a uma indicação do Papa Bento XVI, que por ocasião do 60º aniversário da Associação, assinalava a esta em uma carta assinada pelo secretário de Estado, cardeal Tarcisio Bertone, a importância de ajudar os meios de comunicação cristãos, assim como os cristãos do Oriente Médio.
A maior parte dos projetos financiados por AIS se desenvolveu na Europa Central e do Leste, com especial atenção à Ucrânia, Rússia e os países balcânicos.
Na Sérvia, por exemplo, está se erigindo um seminário para albergar aspirantes ao sacerdócio que hoje, após a dissolução da Iugoslávia, têm de estudar em universidades de quatro Estados diferentes. Na Bósnia-Herzegovina, país no qual após a guerra o peso do Islã é cada vez maior, apoiou-se a Igreja Católica com 900 mil euros.
Com relação à Rússia, as subvenções se destinam tanto à Igreja Católica como à Ortodoxa, também por indicação do Papa. As ajudas à Igreja Ortodoxa se destinam sobretudo à formação de seus sacerdotes.
Na Ásia, além do aumento das ajudas destinadas aos cristãos do Oriente Médio (mais de 2,2 milhões de euros), a Associação destinou seus recursos especialmente às Igrejas na China, Birmânia e Vietnã.
Na América, AIS dedicou especial atenção à Igreja em Cuba, assim como à do Brasil, Colômbia e Peru, com base nos objetivos estabelecidos na Conferência Geral dos bispos latino-americanos (CELAM) de maio de 2007, em Aparecida. Na África, as ajudas se destinaram principalmente a dois países assolados pela guerra, Sudão e a República Democrática do Congo.
No total, «Ajuda à Igreja que Sofre» ajudou a construir cerca de 600 templos ou capelas, 206 conventos, 173 casas paroquiais, 82 seminários e 10 noviciados, além de outros 275 edifícios eclesiais.
Com relação à formação dos sacerdotes, AIS dedicou 14,3% de seus recursos à formação de 15.743 seminaristas, assim como 1,63 milhão de euros a gastos de missas. Outro dos gastos foi a distribuição de 1,1 milhão de exemplares de «Bíblias da Criança», que só no Brasil superaram os 10 milhões de exemplares.
A Associação mostrou sua satisfação pelos resultados obtidos, e em particular pela receita por média de donativos dos fiéis, que ajudou a levá-los adiante.
Em 2007, foram obtidos quase 80 milhões de euros em 18 países da Europa, América e Austrália. O principal doador foi a França (mais de 18 milhões) seguido de Alemanha (9,5 milhões) e Reino Unido (8,5 milhões).
Os responsáveis da AIS indicam, desta forma, o importante aumento de donativos obtidos na Polônia, no qual seu secretariado nacional, fundado em 2006, duplicou a receita neste segundo ano.

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