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Intervenção de Dom Tomasi no Conselho para os Direitos Humanos
GENEBRA, sexta-feira, 14 de março de 2008.- O direito à saúde é universal para todos os seres humanos desde o momento de sua concepção até sua morte natural, afirmou a Santa Sé.
O arcebispo Silvano Maria Tomasi, observador permanente vaticano nas Nações Unidas em Genebra, expôs a visão da Igreja sobre este tema fundamental, ao intervir na sétima sessão do Conselho da ONU para os Direitos Humanos, que acontece nesta cidade suíça até 28 de março.
O representante do Papa relacionou o direito à saúde com o desenvolvimento, recordando as palavras que o Papa dirigiu à nova embaixadora americana, Mary Ann Glendon, sublinhando que «a construção de um futuro mais seguro para a família humana significa sobretudo trabalhar para o desenvolvimento integral dos povos, de forma particular mediante a oferta de uma adequada assistência à saúde e a eliminação de pandemias como a AIDS».
Citando a Constituição da Organização Mundial da Saúde, Dom Tomasi explicou que a definição de saúde se refere a um estado de «completo bem-estar físico, mental e social» e não à «simples ausência de enfermidade».
Por isso, após insistir na necessidade de garantir o acesso à assistência espiritual, sublinhou o papel fundamental que deve ser reconhecido às organizações religiosas no reforço das infraestruturas de saúde.
«Tais organizações com freqüência assumem responsabilidades significativas para oferecer assistência à saúde aos setores mais pobres da população e para os habitantes das zonas rurais.»
Infelizmente, denunciou, com freqüência estas organizações estão excluídas tanto do planejamento das atuações como do financiamento, essenciais para as atividades que desenvolvem no âmbito de pandemias como a AIDS, a tuberculose, a malária e outras doenças que incidem nas faixas mais pobres da sociedade.

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