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Destaca liturgista da Conferência episcopal brasileira
Por Alexandre Ribeiro
BRASÍLIA, quinta-feira, 14 de setembro de 2008.- Uma liturgista da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) destaca que a liturgia na Quaresma deve ser permeada de silêncio e sobridade.
Para celebrar profundamente a Quaresma –que se estende da Quarta-feira de Cinzas até a manhã da Quinta-feira Santa–, Ir. Veronice Fernandes, pddm, faz algumas indicações, em texto difundido via internet pelo projeto «Liturgia em Mutirão», da CNBB.
Ela recorda primeiramente que a oração, o jejum e a solidariedade devem ser intensificados.
Também «o espaço litúrgico seja despojado e sóbrio. Os vazios e as ausências nos ajudam a esvaziar o coração para preenchê-lo com a Palavra, que é luz para nossos passos e que nos converte», afirma.
Ir. Veronice Fernandes destaca ainda que momentos de silêncio, «principalmente entre as leituras e após a homilia, são importantes».
A cor litúrgica para a Quaresma é a roxa – explica a religiosa –, que expressa a dimensão maior de penitência e disposição à conversão.
«Um sinal permanente no espaço litúrgico, como um tecido roxo em forma de faixa na mesa da Palavra ou como detalhe na mesa eucarística», mas sem «tampar» ou «esconder» o altar, «ajudará na experiência quaresmal.»
A religiosa indica também que «a cruz, pela qual fomos marcados no Batismo, deve ser destacada».
«Ela lembra que somos discípulos e discípulas de Jesus, que superou o fracasso humano da cruz com um amor que vence a morte. Nas celebrações do Ofício de vigília, aos sábados, no momento do canto de abertura, pode ser feita a iluminação da cruz. É preciso também valorizá-la nas celebrações dominicais.»
Sobre os cantos e melodias, a religiosa afirma que eles «expressam o sentido próprio do mistério celebrado».
«Por isso, cuide-se para que não apenas deixem de ser cantados o Glória e o Aleluia, mas que, tanto no conteúdo quanto no ritmo e no uso dos instrumentos, eles sejam uma verdadeira expressão da Quaresma», escreve.

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