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«Quanto mais compaixão, menos sofrimento e mais vida», diz Dom Orlando Brandes
LONDRINA, domingo, 13 de janeiro de 2008. - Segundo o arcebispo presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), a compaixão «não é um sentimento de pena, dó, afeição emocional».
Mas sim «um estado mental da consciência e compreensão de que os outros têm direito de serem feliz», explica Dom Orlando Brandes.
O arcebispo de Londrina (Paraná) destaca, em mensagem aos fiéis difundida este fim de semana, que «pela compaixão sentimos satisfação pelo bem-estar dos outros e passamos a viver o altruísmo. O outro é o centro».
«É a compaixão que nos leva à generosidade e à capacidade de empatia e de consideração pelo bem-estar dos outros com o propósito de não prejudicar, não agredir.»
Segundo Dom Orlando Brandes, a ética da compaixão não se rege pela aparência das pessoas.
«Não olha o rosto, mas o coração, não olha a ofensa, mas as raízes e causas que levam as pessoas a ofender seu semelhante.»
«Daí que a compaixão nos faz próximos dos outros, atentos a seus interesses, prontos a perdoar e tolerar, sempre levando em consideração o bem-estar e a felicidade dos outros», afirma.
De acordo com o arcebispo, para alcançar a compaixão é preciso muita espiritualidade e forte disciplina interior, muita coragem; «mas este é o endereço da felicidade e o caminho da paz interior».
«Um dos primeiros sinais da compaixão é a paciência, a serenidade diante das adversidades e humilhações. Quanto menos alguém se preocupa consigo mesmo, sofre menos e terá mais paz interior», afirma.
Segundo Dom Orlando Brandes, a compaixão supõe a humildade, «um esvaziamento de si que não é autodesvalorização, mas aceitação do nosso lado fraco, de nossas sombras e feridas».
«É a compaixão que nos confere felicidade, paz interior, realização pessoal e sentido da vida. Quanto mais compaixão, menos sofrimento e mais vida», afirma.
«Enfim, a compaixão é a suprema emoção, é a bem-aventurança, a bênção que faz a vida bela e digna de ser vivida. Por força da compaixão nossa opção pelos pobres é duradoura, intrépida e prazerosa», destaca.

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14 de Janeiro 2008
Acredito que as palavras ainda são insuficientes para expressar e demonstrar o verdadeiro sentido da palavra COMPAIXÃO. Aliás, escrever é tao mais simples do que viver!!! Todo ser humano está em processo e ninguém está completo..até mesmo aquele que se acha “forte”, “preparado”.
Compaixão também é compreender que os outros tem o seu tempo de crescer..compaixão é saber respeitar a pessoa do outro.
14 de Janeiro 2008
É isto ai.