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Mensagem do Presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais
Comunicar como crentes requer uma identidade cristã madura e a busca da verdade, considera Dom Claudio Maria Celli, presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais.
Ele o explica em uma vídeo-mensagem gravada por ocasião da inauguração do III Congresso Latino-Americano e Caribenho de Comunicação que se celebra desde 16 a 19 de outubro em Loja (Equador) sobre o tema «Comunicação: cidadania e valores».
O vídeo foi lançado na Internet no endereço: http://video.google.it/videoplay?docid=-37785862294175328&hl=i.
«É necessário manter uma identidade cristã madura em nossa forma de comunicar e de buscar a Verdade», afirma o prelado italiano.
«O progresso tecnológico não necessariamente comporta o progresso espiritual», adverte o arcebispo italiano, «e não podemos negar que as mudanças da ciência e da tecnologia geraram novas problemáticas que temos de enfrentar com objetividade e com um senso cristão da vida».
Para Dom Celli, que ocupa a presidência do Conselho vaticano para as comunicações, «as novas formas de pobreza, de exclusão e marginalização do ecossistema comunicativo no qual existimos nos interpelam a dar respostas a como ser comunicadores hoje».
Referindo-se à América, explica que «o Continente da Esperança» continua sendo flagelado pelo escândalo da pobreza e da exclusão social, que exigem ações de verdadeira promoção humana por parte de quem teve mais oportunidades na vida».
«Como comunicadores, estamos todos chamados a buscar e a defender a Verdade que dignifica a pessoa humana, que defende a vida, que promove a solidariedade, a caridade, que devolve o espaço para fazer ouvir a voz daqueles que não eram escutados», reconheceu em sua mensagem.
«Não podem acontecer em nossos meios a intrusão indevida na intimidade pessoal dos demais, nem o insulto ou a difamação, nem muito menos a calúnia», recorda.
Por outro lado, «não se deve confundir o bom humor e a alegria, característicos dos povos desse continente, com uma comunicação que use tons frívolos e superficiais e que ignora a profundidade do mistério presente em toda pessoa humana».
«Uma comunicação que impulsione a boa cidadania implica, por exemplo, um renovado cavalheirismo nos homens que, superados antigos esquemas de machismo, se coloquem com intrepidez ao serviço dos setores mais desprotegidos da sociedade», expressa.
«Para as mulheres, cidadania significa um exercício maduro e pleno de sua presença em todos os âmbitos da vida social, contribuindo com seus carismas e o ‘gênio feminino’, tão valorizado pelo Papa João Paulo II», acrescenta.
O bispo Cláudio Maria Celli recorda finalmente alguns desafios que compartilhou com os membros da Rede Informática da Igreja na América Latina durante o 10º encontro que se celebrou em Tegucigalpa no mês de setembro passado: o desafio da inculturação do Evangelho na sociedade da informação, o da harmonização entre as diversas e inumeráveis iniciativas eclesiais, o da formação para não ser «analfabetos midiáticos», o do sentido, da informação e o desafio da inclusão.

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