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Leonide Requena,         
25 de Setembro 2007

Nossa ….esta carta sim é fruto de uma pessoa muito fracassada…com certeza a RÁDIO COLMÉIA, o seu Diretor muito competente, e toda sua equipe tão amada e que não tenho nem palavras para descrever o bem que fazem as todas as pessoas tem muito crédito,incluo Pe Reginaldo que também se tornou amado pelo lindo trabalho.
Se a campanha contra o aborto não chegou a um milhão de assinaturas , é porque infelizmente a nossa querida igreja católica ainda tem integrantes como a este que escreveu estas barbaridades.
Não se deixem afetar por estas palavras maldosas…todos que fazem um lindo trabalho, como JESUS fez , incomodam muito, principalmente quem não tem competencia pra isso.
Fiquem com os anjos.

MARILISA PERGO,         
25 de Setembro 2007

ESTOU TRISTE COM A IDÉIA DESSA PESSOA PELA CRITICA QUE FEZ A VOCES. CONTINUEM COMO ESTÃO.HOJE RECEBI UM PACOTE DE SEDEX ,ENVIADO PELO MEU FILHO QUE MORA EM CURITIBA DIZENDO ASSIM NA ÍNTEGRA.MÃE ,DEUS VEM PELO CORREIO TAMBÉM!!!ESPERO QUE GOSTE DOS PRESENTES.SAÕDOIS CDS DO PADRE REGINALDO MANZOTTI QUE COMPREI PRA MIM,E COMPREI PRA VOCE TAMBEM.OS DOIS CDS SÃO MUITO BONITOS. TODAS AS MUSICAS MUITO BOAS.EU REALMENTE ESPERO QUE VOCE GOSTE.FIQUEM COM DEUS, GRANDE BEIJO PRA VOCE ,GRANDE ABRAÇO PARA MEU PAI E UM BEIJÃO PARA A MARIANA.AMO VOCES LEONARDO PERGO.

MARILISA PERGO,         
25 de Setembro 2007

QUERIDOS DA RÁDIO COLMÉIA.VEJAM SÓ SE NÃO EXISTISSEM A RADIO COLMEIA.MEU FILHO TALVEZ NEM CONHECIA OU TERIA OUVIDO FALAR.QUE BOM QUE VCS EXISTEM.OBRIGADO POR TRAZEREM PADRES COMO O PADRE MARCELO ROSSI E O NOSSO QUERIDO PE.REGINALDO.CONTINUEM TRABALHANDO PRA DEUS E NÃO DEEM OUVIDOS AO ENCARDIDO QUE VEM ATRAPALHAR .OBRIGADO POR VOCES EXISTIREM.MARILISA PERGO

Jacheline,         
25 de Setembro 2007

Conheço Pe. João Caruana, admiro suas posicções, especialmente no tocante a resistência as estruturas opressoras presentes em nosso Estado. Mas não posso deixar de fazer algumas considerações importantes à compreensão da formação das CEB’s. Um dos maiores divulgadores/formador das CEB’s foi Frei Betto e é nele que devemos encontrar os subsídios para contemplar a realidade a luz da espiritualidade. As CEB’s nasceram em um momento histórico desse país no escopo de organizar a comunidade cristã - católica, impulsionando uma nova leitura da realidade, buscando associa-la ao contexto do santa escritura, objetivando a formação e a organização. Se é verdade que as CEB’s são consideradas a célula da Igreja, também é verdade que afastou-se muito dos debates de temas ligados a fé cristã, havendo um esvaziamento do conteúdo teológico,razão pela qual o belo projeto das CEB’s quase foi a falência nessa última década.Se deve trabalhar a concepção política e social, também é verdade que deve trabalhar a espiritualidade, visto que Jesus foi lider espiritual, político e social, buscando conciliar as duas dimensões. Quanto ao abaixo - assinado sobre o Aborto, não entendo como fracasso, pois em várias oportunidades onde se buscou sensibilizar a sociedade sobre os males de políticas públicas malformatadas e que visam nutrir o neoliberalismo, não houve as respostas desejadas, mas nem por isso desistimos de lutar por um mundo melhor, de paz e harmonia.

Donizete,         
25 de Setembro 2007

Bom dia Pe. Manoel

Com relação ao artigo “A colheita de assinaturas contra o aborto”, gostaria de fazer alguns comentários:

Antes porém gostaria de colocar que o artigo está muito mal escrito, portanto a reflexão fica difícil. Mas no que pude entender, a crítica é no apoio que a Igreja vem dando aos meis de comunicação Católicos em detrenimento as Comunidades Eclesiais de Base.
1º)Os meios de comunicação Católicos (rádios, TVs, internet) são hoje de extrema importância, fundamentais, para a Evangelização, inclusive das pessoas que são atendidas ou participam das CEBs. A melhor maneira de se aproximar do povo é através dos meios de comunicação de massa. Políticos, empresas multi-nacionais e governos estrangeiros já usam esses meios para doutrinar o povo a muito tempo.
2º) Colocar que as CEB são a “única espiritualidade brasileira e latino-americana” é, no mínimo, prepotência e arrogância do autor, como se Espiritualidade fosse algo assim como cultura de um povo. A Espiritualidade é universal, e os movimentos existentes dentro da Igreja (RCC, Focolares, Opus Dei e outros) são “maneiras” de expressar a mesma Espiritualidade. Sinto que o autor foi preconceituoso com as pessoas que não participam das CEBs, como se essas pessoas (fora das CEBs) fossem pessoas sem Espiritualidade.
Não faço parte de nenhum Grupo de Oração Carismático, mas dizer que o Movimento Carismático e muitos Padres carismáticos, bem como os meios de comunicação, não tiveram e não tem importância singular na reaproximação de muitos pessoas na Igreja Católica (jovens principalmete) é não conhecer a Igreja.
3º) O “mini fracasso” colocado no artigo em relação ao movimeto “Evangelizar é preciso”, deveria ser algo de muito preocupante para a Igreja, não visto como um fracasso dos meios de comunicação, mas como um alerta de como os meios de comunicação contrários a Doutrina da Igreja Católica (que são ainda a esmagadora maioria), estão fortes.
O autor com seu artigo, só contribui para a divisão da Igreja. A utilização dos meios de comunicação pela Igreja é um fato irreversível.
Os novos movimentos dentro da Igreja são irreversíveis.
As CEBs tem um papel fundamental na Igreja e na sociedade (muitos dos políticos no poder hoje, se não nasceram nas CEBs, tiveram grande influência ou apoio delas).
O fundamental, e o que falta hoje na Igreja, é UNIÃO.
Precisamos de União para Evangelizar.
O inimigo de Deus está unido para derrotar a Igreja (e observando a nossa sociedade egoísta e hedonista, acho que está em vantagem).
Artigos desta natureza, que mais incitam uma “guerra entre movimentos”, não levam a nada de bom.

Em tempo, Pe. Manoel, Parabéns pela iniciativa do blog. Iniciativa muito boa.

Obrigado.

MARILISA PERGO,         
25 de Setembro 2007

CONTINUEM TRABALHANDO E LUTANDO EM FAVOR DA VIDA.ABORTO NEM PENSAR. VOCES TEM O APOIO DE TODOS OS SEUS OUVINTES .

Daiany Dallalio Spigar,         
26 de Setembro 2007

Bom dia Pe. Manoel,

O trabalho que vocês estão desenvolvendo com a campanha contra o aborto é muito importante!! Não importa se atingiram 100 assinaturas ou 1 milhão. O que importa é que estão se mobilizando em prol de uma causa justa!! Ninguém pode tirar o direito de viver!!
Se não atingimos 1 milhão de assinaturas, foi porque pessoas como este crítico, que não respeitam o direito à vida, não colaboraram com a campanha! O trabalho de vocês é lindo e fortíssimo!
Ainda sobre o aborto: É fácil matar uma pessoa indefesa, que por sinal não pediu para vir ao mundo.. Mas acertar as contas com Deus vai ser muito mais difícil! Se não tem condições de criar uma criança, deixe-a para adoção.. mas não tire o direito da vida!
A rádio Colméia está de parabéns, assim como todos que participaram!

Parabéns pelo blog Pe. Manoel.

Etelvir Zúniga,         
28 de Setembro 2007

Ola Pe. Manoel, embora não o conheça pessoalmente, sou seu admirador, pois já tive a oportunidade de ouvi-lo algumas vezes pela querida Radio Colmeia pela internet. Gostaria de tecer um breve comentário sobre o assunto da “colheita de assinaturas”. Acho que o Pe. que fez semelhante artigo foi no mínimo muito infeliz na sua colocação. Eu imagino como deve ser a Paróquia desse Pe., coitados de seus fiéis. Tomara que eu esteja redondamente enganado. Mas pelo comentario/artigo feito ele é no mínimo “MÍOPE” na sua fé e no jeito de ser Igreja. Infelizmente é o que sinceramente eu tenho para falar sobre seu artigo.
Parabéns pelo blog e ve se aparece mais na Radio, é muito bom ouví-lo.
Que Deus seja tudo na sua vida. Um abraço. Etelvir. Pindamonhangaba - SP

Genivaldo Ubinge,         
28 de Setembro 2007

COMPLEMENTARIEDADE E NÃO CONCORRÊNCIA: FAZER ISSO SEM CONTUDO DEIXAR AQUILO (cf. Mateus 23,23-24)

Já reza a regra de hermenêutica que o efeito dum texto escapa o controle do autor. Um texto não pertence somente ao seu autor, mas sujeita-se às várias e díspares interpretações. Quanto a isso não se pode fazer, contudo, ao decidir-se sobre a credibilidade duma opinião é mister, ao menos num contexto de honestidade intelectual, que o receptor da mensagem se empenhe em interpretar a mensagem de acordo com com o autor quis dizer. O texto do padre João causou certo mal-estar (o que é uma coisa boa, pois incomodar trazendo elementos para enriquecer e contribuir naquilo que é “irreversível” - sendo que em nosso tempo outras coisas se apresentam como irreversíveis: a regulamentação do aborto e da união entre pessoas do mesmo sexo, o uso do embrião humano nas pesquisas, a globalização com todas as suas conseqüencias culturais e econômicas, a gradativa perca de influência da Igreja na sociedade, o secularismo… - é salutar, quando não indispensável a fim de mitigar os sofrimentos e conseqüencias funestas). Texto de Caruana passou a ser visto como contribuição para a divisão da Igreja e até deu azo para decidir sobre a sua realização pessoal.
Assim sem pretender ser seu hermeneuta autêntico e muito menos defendê-los gostaria de oferecer minha interpretação do texto de padre João. Não consigo ver em seu texto que padre joão entenda que o investimento nos MCS não fosse algo necessário; ao contrário, afirma isso. Ele não afirma que foi este investimento que causou o abandono da articulação da base, mas que este abandono é fato, penso que sua opinião tende mais em dizer que os MCS são insuficientes na conscientização dos católicos e que a Igreja deveria empenhar-se também na formação da comunidade, nas relações pessoais. Está mais para aquilo que Jesus diz em Mateus 23,23-24 - é claro sem a mesma animosidade, visto que o contexto e os interlocutores são outros: “deve-se fazer isso, sem contudo deixar aquilo”. Assim, o pensamento de João Caruana é mais no sentido de complementariedade no respeito sincero a pluralidade de espiritualidades e, neste sentido, uma chamada a revisão e mudança de postura do que um ‘comemorar’ o fracasso duma iniciativa que ele julga importante só porque isso demonstraria a não validade do investimento no MSC.
Quanto às preocupações triunfalistas e com as massas que, por não estarem tão evidente na experiência das CEB´s, poderia se entender que estariam na opção pelo investimento nos MCS, é bom lembrar que esta tentação é presente na história da Igreja e nem o Jesus deixou de senti-la, por isso é bom manter a vigilância.
Quanto o pontencial que os movimentos de massa, sendo os MCS parte desse moviemento, possuem de fazer adeptos e atrair as pessoas é importante lembrar que nem todas as ‘conversões’ são boas e é bom dar uma olhadinha em Mateus 23,15.
Agora opino sobre a credibilidade do texto de João Caruana, sim tem credibilidade e se o lermos com espírito eclesial perceberemos que oferece uma excelente possibilidade de reflexão.
Se alguém leu esse comentário até aqui, eu agradeço e peço desculpas pela minha escrita ruim, espero que que o leitor não decida credibilidade de minha opinião por isso.

Pe. Reginaldo Lima,         
4 de Outubro 2007

LEGALIZAÇÃO DO ABORTO?

Não quero aqui opnar sobre as ideologias de um ou de outro, mas fazer uma consideração sobre a tentativa de se legalizar o aborto no país.

A Constituiçõ Fedreal em seu artigo 5, fala que a vida deve ser defendidada desde sua concepção. Os primeiros artigos da Constituição são leis pétrias, ou seja não são passíveis de mudanças, salvo haja uma nova reformulação da Constituição Fedreal, o que não acontece de modo simples, o que implicaria em rever toda a constituição e não apenas um artigo. Ainda que a camara dos deputados ou o senado aprovasse a legalização do aborto a OAB, teria como obrigação impugnar porque eles estariam agindo contra a Constitição Federal. Assim, sem desmercer o efeito positivo em favor da vida que um abixo assinado pode trazer, penso que essa campanha não esta devidamente pautada na lei. O que talvez seria necessário seria esclarecer à população o que está impresso e assegurado por lei na Constituição Federal.

A todos meu respeito e admiração pelo trabalho em defesa da vida e da fé cristã.

Pe. Reginaldo Lima,         
4 de Outubro 2007

Pe. Reginaldo Lima,
4 de Outubro 2007

LEGALIZAÇÃO DO ABORTO?

Não quero aqui opnar sobre as ideologias de um ou de outro, mas fazer uma consideração sobre a tentativa de se legalizar o aborto no país.

A Constituição Federal em seu artigo 5, fala que a vida deve ser defendidada desde sua concepção. Os primeiros artigos da Constituição são leis pétrias, ou seja, não são passíveis de mudanças, salvo haja, uma nova reformulação da Constituição Federal, o que não acontece de modo simples, o que implicaria em rever toda a constituição e não apenas um artigo. Ainda que a câmara dos deputados ou o senado aprovasse a legalização do aborto a OAB, teria como obrigação impugnar, pois eles estariam agindo contra a Constitição Federal. Assim, sem desmercer o efeito positivo em favor da vida que um abaixo assinado pode trazer, penso que essa campanha não esta devidamente pautada na lei. O que talvez seria necessário seria esclarecer à população o que está impresso e assegurado por lei na Constituição Federal.

A todos meu respeito e admiração pelo trabalho em defesa da vida e da fé cristã.

Pe. Reginaldo,         
4 de Outubro 2007

Legalização do Aborto?

Não quero aqui opnar sobre uma ou outra ideologia, mas trzer uma reflexão sobre a tentativa da legalização do aborto.

O art V da Constituição Federal garante a inviolabiliadade da vida, essa é uma lei Pétria e não pode ser modificada a não ser por uma nova Constituição Federal, o que não é algo simples, isso implicaria rever toda a Contituição e não apenas um artigo. De modo que, se a Câmara dos deputados e/ou o senado aprovar a legalização do aborto a OAB terá como obrigação vetar essa emenda pois eles estariam agindo contra a lei.

Para melhor tipicar o exposto apresento o sequinte artigo.

A inconstitucionalidade do aborto

A polêmica questão da legalização do aborto volta a ser discutida no Brasil, desta vez por conta de uma posição defendida pelo recém-empossado ministro da Saúde, José Gomes Temporão. A proposta de Sua Excelência seria a disponibilização da rede pública de saúde nacional para realizar procedimentos de interrupção de gravidez indesejada. Na justificativa para a adoção das práticas abortivas estariam as incontáveis mortes de mães brasileiras que se submetem clandestinamente ao método, o que tornaria o aborto um problema de saúde pública hoje no país, autorizando, assim, incluí-lo como uma prática médica legal e assistida com recursos governamentais.

Este enfoque, contudo, embora relevante, deve ser melhor contextualizado e, de qualquer forma, não é o que deve prevalecer no exame da questão. É a dimensão ética do aborto – e, portanto, a dimensão verdadeiramente humana e social – que assume caráter essencial. Quaisquer outras abordagens falecem diante do aspecto central – ou seja, a vida humana, valor que não suporta os relativismos frutos do crescente individualismo próprio do mundo atual. Ora, o aborto provocado é uma indiscutível agressão a este valor.

Contrariamente à precipitação com que alguns querem conduzir as discussões, é preciso lembrar dos preceitos dispostos na legislação brasileira, que, de forma clara e taxativa, na melhor tradição democrática, garantem a vida humana como um bem e um direito invioláveis. É o que estabelece, em primeiro plano, sem margem para dúvidas, o art. 5.º da Constituição Federal, que insere o direito à vida no rol dos chamados direitos e garantias fundamentais. Complementando esse texto, o Pacto de S. José da Costa Rica, ratificado pelo Brasil em 1992 e incorporado, por força constitucional (art. 5.º, §2.º), ao nosso ordenamento jurídico, estabeleceu que “Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção” (art. 4.º).

Não foi outro, ainda, para dar apenas mais um marco legal, o pensamento que norteou a elaboração do Código Civil de 2002, o qual, em seu artigo 2.º, prevê que “a personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro”.

Além de tudo isso, ciente da importância da Carta Constitucional que se elaborava naquele já distante 1988, nossos representantes legais fizeram constar de seu texto, de forma clara e expressa, que não seria objeto de deliberação nenhuma proposta de emenda tendente a abolir os direitos e garantias individuais (art. 60, § 4.º, inciso IV).

Diante disso, pode-se concluir que, no ordenamento jurídico vigente, o direito à vida, desde a concepção, é inviolável; e, ainda, que por integrar os chamados direitos e garantias fundamentais, apresenta-se ele como obstáculo intransponível a qualquer tentativa de legalização do aborto (inclusive por emenda constitucional). Atualmente, portanto, qualquer projeto de lei que vise à legalização de tal prática esbarra em cláusula pétrea constitucionalmente prevista, qual seja, a da inviolabilidade.

Tudo isso é muito claro, mas ainda que não fossem tantas e tão explícitas as normas vigentes, a dimensão ética e humana do valor vida, corretamente entendido, jamais poderia deixar de prevalecer.

Múltiplos são os aspectos sob os quais a questão do aborto pode ainda ser vista, todos eles levando à conclusão da inoportunidade e equívoco de uma proposta de legalização de práticas abortivas no país, com ou sem apoio e financiamento estatais. Alguns desses pontos dizem respeito aos conceitos sobre o início da concepção da vida humana e as implicações éticas decorrentes da sua interrupção. A Gazeta do Povo pretende abordar o assunto neste espaço editorial também nas edições de amanhã e terça-feira, tomando firme posição contrária à nova e quaisquer outras tentativas de legalização do aborto.

Pe. Reginaldo,         
4 de Outubro 2007

Campanha sobre o aborto?

Na verdade o que deveria contecer é uma campanha esclarecendo a população dos direitos já garantidos por lei.

Pe. Reginaldo Lima,         
4 de Outubro 2007

Legalização do Aborto?

Não quero aqui opnar sobre uma ou outra ideologia, mas trazer uma
reflexão sobre a tentativa da legalização do aborto.

O art V da Constituição Federal garante a inviolabiliadade da vida,
essa é uma lei Pétria e não pode ser modificada a não ser por uma nova
Constituição Federal, o que não é algo simples, isso implicaria rever
toda a Contituição e não apenas um artigo. De modo que, se a Câmara
dos deputados e/ou o senado aprovar a legalização do aborto a OAB terá
como obrigação vetar essa emenda pois eles estariam agindo contra a
lei.

Para melhor tipicar o exposto apresento o sequinte artigo.

A inconstitucionalidade do aborto

A polêmica questão da legalização do aborto volta a ser discutida no
Brasil, desta vez por conta de uma posição defendida pelo
recém-empossado ministro da Saúde, José Gomes Temporão. A proposta de
Sua Excelência seria a disponibilização da rede pública de saúde
nacional para realizar procedimentos de interrupção de gravidez
indesejada. Na justificativa para a adoção das práticas abortivas
estariam as incontáveis mortes de mães brasileiras que se submetem
clandestinamente ao método, o que tornaria o aborto um problema de
saúde pública hoje no país, autorizando, assim, incluí-lo como uma
prática médica legal e assistida com recursos governamentais.

Este enfoque, contudo, embora relevante, deve ser melhor
contextualizado e, de qualquer forma, não é o que deve prevalecer no
exame da questão. É a dimensão ética do aborto – e, portanto, a
dimensão verdadeiramente humana e social – que assume caráter
essencial. Quaisquer outras abordagens falecem diante do aspecto
central – ou seja, a vida humana, valor que não suporta os
relativismos frutos do crescente individualismo próprio do mundo
atual. Ora, o aborto provocado é uma indiscutível agressão a este
valor.

Contrariamente à precipitação com que alguns querem conduzir as
discussões, é preciso lembrar dos preceitos dispostos na legislação
brasileira, que, de forma clara e taxativa, na melhor tradição
democrática, garantem a vida humana como um bem e um direito
invioláveis. É o que estabelece, em primeiro plano, sem margem para
dúvidas, o art. 5.º da Constituição Federal, que insere o direito à
vida no rol dos chamados direitos e garantias fundamentais.
Complementando esse texto, o Pacto de S. José da Costa Rica,
ratificado pelo Brasil em 1992 e incorporado, por força constitucional
(art. 5.º, §2.º), ao nosso ordenamento jurídico, estabeleceu que “Toda
pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve
ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção”
(art. 4.º).

Não foi outro, ainda, para dar apenas mais um marco legal, o
pensamento que norteou a elaboração do Código Civil de 2002, o qual,
em seu artigo 2.º, prevê que “a personalidade civil da pessoa começa
do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os
direitos do nascituro”.

Além de tudo isso, ciente da importância da Carta Constitucional que
se elaborava naquele já distante 1988, nossos representantes legais
fizeram constar de seu texto, de forma clara e expressa, que não seria
objeto de deliberação nenhuma proposta de emenda tendente a abolir os
direitos e garantias individuais (art. 60, § 4.º, inciso IV).

Diante disso, pode-se concluir que, no ordenamento jurídico vigente, o
direito à vida, desde a concepção, é inviolável; e, ainda, que por
integrar os chamados direitos e garantias fundamentais, apresenta-se
ele como obstáculo intransponível a qualquer tentativa de legalização
do aborto (inclusive por emenda constitucional). Atualmente, portanto,
qualquer projeto de lei que vise à legalização de tal prática esbarra
em cláusula pétrea constitucionalmente prevista, qual seja, a da
inviolabilidade.

Tudo isso é muito claro, mas ainda que não fossem tantas e tão
explícitas as normas vigentes, a dimensão ética e humana do valor
vida, corretamente entendido, jamais poderia deixar de prevalecer.

Múltiplos são os aspectos sob os quais a questão do aborto pode ainda
ser vista, todos eles levando à conclusão da inoportunidade e equívoco
de uma proposta de legalização de práticas abortivas no país, com ou
sem apoio e financiamento estatais. Alguns desses pontos dizem
respeito aos conceitos sobre o início da concepção da vida humana e as
implicações éticas decorrentes da sua interrupção. A Gazeta do Povo
pretende abordar o assunto neste espaço editorial também nas edições
de amanhã e terça-feira, tomando firme posição contrária à nova e
quaisquer outras tentativas de legalização do aborto.

Pe. Reginaldo Lima,         
4 de Outubro 2007

Ah, porque meu comentário está sendo retirado…

Zezão,         
6 de Outubro 2007

O Pe John Caruana é um homem muito inteligente e quiz compartilhar seu pensamento, sua visao com as pessoas tambem inteligentes e abertas a todas as visoes, afinal “o que é a verdade?”. Cada um tem a sua. Mas como Igreja o Pe John tem absoluta razao em criticar a iniciativa do Pe Reginaldo pois ele quiz se a parecer… e se tivesse um minimo de sentimento de Igreja teria procurado a CNBB para ampliar o seu projeto. Ai teria quantos milhoes de assinaturas a mais do pretendido. Uma iniciativa para se promover e se aparecer isso é o que foi feito pelo Pe Reginaldo e o que o Pe John frizou foi somente isto.
Um segundo ponto a ser levantado seria o de que nao haveria necessidade do comentario dele ter sido colocado a disposição para malhação neste blog.
Um abraço a todos.

M.C Brandão,         
6 de Outubro 2007

Meus queridos irmãos e irmãs, se me permitem, gostaria eu aqui, de colaborar com assunto que percebo ser tão polemico…
Gostaria de começar com duas perguntas básicas em nossa vida:
- Que tipo de fé é a nossa?
- Quem está sendo o centro da nossa vida de fé?
Meus queridos (as), não quero polemizar mais tudo isso, nem estou aqui para dizer quem é certo ou quem é errado, muito menos para defender alguém, mas convida-los à refletirmos um pouco. Quero lhes dizer primeiro que a interpretação que tenho deste texto, vem por si só com o titulo do mesmo (MERECE UMA REFLEXÃO), não vejo direcionado particularmente a ninguém físico, muito menos o vejo com a intenção de prejudicar quem quer que seja, só o vejo como uma alerta, tanto como pessoa humana, quanto como Igreja-Cristã e percebo, contudo ao ler também todos esses comentários, que temos muito que refletirmos sobre muitas coisas e principalmente, meus amados, no que se relaciona sobre as duas perguntas que fiz primeiro a mim, para poder expor à vocês no inicio deste texto.
Fiquei me perguntando ainda como nós somos em relação aquilo que nós não gostamos, o que acontece? Simplesmente retorcemos ou classificamos como bom ou mal, mesmo sem fazer um segundo sequer de reflexão sobre. Mas tudo bem, somos humanos e humanos fazem isso. Mas, o que mais me deixa triste, não é isso, eu não conheço Pe. João o suficiente para colocar aqui minhas ações ou reações em relação a ele e ao texto que ele escreveu, mas acredito que nós católicos da Igreja de Jesus Cristo, lemos as Saradas Escrituras, e se lemos podemos perceber que o próprio Cristo nunca faltou com respeito com ninguém, foi educado ao falar, ao agir, disse a verdade nua e crua, mas nunca em nenhum dos evangelhos, ouvi que Jesus tenha sido mal educado e arrogante, também iremos perceber até mesmo sem precisar fazer reflexão nenhuma, que Jesus foi e é Ó Sacerdote e assim sendo, enviou muitos e nos dias de hoje envia de modo muito particular nossos queridos sacerdotes, e é neste respeito que Jesus tinha mesmo ao falar com as que se diziam ser as piores pessoas da sua época, que nós temos que direcionar nosso olhar a nós mesmos e perguntarmos se é Jesus realmente o centro da nossa vida de fé, só assim, iremos entender que respeitar (não só o sacerdote como a todas as pessoas), é direito humano e Jesus nos ensina também isso.
O desejo que tenho é que cada um de nós antes de tudo sejamos cristãos, pois só assim entenderemos que a nossa fé não está centrada a nenhum ser mortal, mas simplesmente no Cristo que é Vida…
Sim! Vamos fazer de tudo para que a vida prevaleça, mas sem esquecermos que a vida, não são só grandes gestos, mas é um todo, e que respeitar também é um ato de valor a vida.Eu não posso julgar ninguém se eu não sei qual a sua intenção, e consequentemente se eu não sei das suas intenções é por que não o conheço suficiente para fazer tais declarações ao que quer que seja. A vida que Ó Cristo nos chama a pregar e de todas as formas centrados em um só Deus.

A Paz do Cristo da Vida a todos…

M.C Brandão – 06 de agosto 2007

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