Sob o andor de Nossa Senhora do Rocio

Publicado por fernandogarcia em Junho 19, 2008

senhoradorocio.jpgSalve, salve meus irmãos, tudo em paz?!
É na graça de Deus que nós caminhamos, e é na graça de Deus que queremos ficar. E de graça de Deus Maria é especialista.
No último final de semana (14-15/06) pude participar da peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora do Rocio, em Paranaguá, ela que é a padroeira do Paraná. Estivemos 06 ônibus, com a presença do arcebispo, D. Anuar, outros padres e pessoas de diversas paróquias da nossa diocese.
Nossa viagem foi uma peregrinação com Maria, rezando e cantando durante o trajeto. Quem conhece a descida para o mar sabe que, também louvamos a Deus pela criação… uma serra muito bonita! A chegada ao Santuário foi marcada pela boa recepção da equipe local e com o café da manhã. Nos agrupamos a outros romeiros do Paraná e de outros estados. Rezamos a missa com todos os peregrinos as 08h30, e em seguida participamos também da procissão com a imagem de Nossa Senhora do Rocio.
A imagem da procissão não era tão suntuosa, mas a o manto e a fé do povo em Maria eram grandes. A primeira observação era ver como as pessoas manifestam seu carinho por Maria. Elas olham para a imagem e contemplam algo que a supera, veêm algo que está para além da sensibilidade ocular. Percebi o amor que as pessoas têm em Nossa Senhora através dos gestos: o esforço para ficar embaixo do manto de Maria, que embora fosse grande, não era suficiente para todos, mesmo o aperto mostrava o querer colocar-se sob a proteção de Nossa Senhora; a voz rouca e às vezes trêmula quando cantavam mostrava um povo emocionado por encontrar Deus presente na vida de Maria; os olhos lacrimejantes de alguns revelavam a gratidão pela graça recebida, a confiança e esperança na intercessão de Nossa Senhora junto ao Pai. É maravilhoso!
Também eu queria experimentar mais do carinho de Nossa Senhora. Fui com todos, carreguei o andor de Nossa Senhora do Rocio, “disputando” espaço entre aqueles que queriam prestar algum serviço à Mãe de Deus. Uma fé emocionada tomou meus olhos, a voz e o coração. As pessoas, e também eu, queriam estar debaixo do andor, debaixo das flores somente. Queríamos não aparecer, mas levar Maria, o desejo era de conduzí-la a todas as pessoas do mundo, apresentá-la a todos os aflitos e abandonados, aos pobres e pecadores, apresentá-la como nossa Mãe.
Dá um sentimento de proteção ficar debaixo do andor, um sentimento de segurança em Deus. Ninguém se importa com o peso, o que sente-se é apenas fé, amor, nada mais. Não existem mais palavras para expressar um momento tão gostoso de encontro com Deus. Não é uma questão de explicar como foi… é uma questão de cada um fazer a sua própria experiência. Vale a pena!
Retornamos a Maringá agraciados. Nossa desejo agora é de partilha, é de anúncio, é de missão pelo Reino, porque foi assim que Nossa Senhora nos ensinou no Santuário. Ela que é a Senhora do Rocio, nos ajudou a amar mais o seu povo, especialmente os roceiros. Meu amor á Mãe de Deus aumentou, também minha fé foi enriquecida com a fé deste povo apaixonado por Maria.
Quem puder, vá ao Santuário do Rocio em Paranaguá. Nossa Senhora do Rocio: Rogai por nós!
Um forte abraço e muita paz no coração!

Entre razões e emoções, a saída é fazer valer a pena…

Publicado por fernandogarcia em Junho 11, 2008

Salve, salve meus irmãos, tudo em paz?!
Na graça de Deus vamos caminhando por aqui, entre desafios e alegrias, sempre para frente.
Na semana da ordenação pude curtir um pouco do clima gostoso e saudoso da época. No próprio dia 02 de junho, pude rezar uma missa de ação de graças na casa da minha família (porque em Nova Esperança a paróquia não lembrou… ahuahauha), e lá também agradeci a vida de minha mãe, que completa na mesma data, seu aniversário natalício. Alegria dupla!
Durante a semana, recebi o carinho dos amigos mais próximos. E assim fui afastando algumas sombras que rondavam…
Sábado pude participar da ordenação sacerdotal do Diác. Emerson. Foi ordenado padre na Paróquia São Miguel Arcanjo, em Maringá. Pude encontrar várias pessoas conhecidas e reviver esse momento bonito com o Diác. Emerson.
Já havia feito estágio pastoral na Par. São Miguel, e tenho muitos conhecidos lá. Como é bom encontrar pessoas que nós gostamos…
E a vida vai sendo vivida, experimentada, fazendo valer a pena cada minuto… fazendo cada situação ser única e extraindo dela a graça que Deus quer nos dar.
As sombras vão se abrindo… e o sol volta a frestar na vida…
Um grande abraço a todos e fiquem em paz!!!!

Um ano de sacerdócio!

Publicado por fernandogarcia em Junho 5, 2008

Salve, salve meus irmãos, tudo em paz?!
Neste último dia dois de junho comemorei meu primeiro ano como padre. Parece que foi ontem quando estive em retiro preparando-me para o grande momento. Parece que foi ontem quando estive hospedado na casa de D. Anuar para poder ir com ele à Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Maringá, onde seria ordenado. Parece que foi ontem que presidi a primeira missa. Quando lembro ainda sinto um certa ansiedade, mas é algo gostoso, como uma saudade daquele momento tão especial.
Após um ano posso olhar para trás e perceber toda uma caminhada feita. De acertos e equívocos, mas sempre com o desejo de acertar, aprender e crescer como pessoa, cristão e sacerdote. Foram muitas as novidades nesse ano. Quase tudo era a primeira vez: a primeira missa como padre, a primeira confissão, a primeira unção dos enfermos, o primeiro natal, o primeiro ano novo, a primeira páscoa, etc… Muita coisa para aprender a pensar como padre. Foi difícil acostumar como o pronome de tratamento “padre”… percebi que mesmo para meus paroquianos, ainda hoje, é difícil chamar um rapaz tão jovem de padre… a maioria chama-me de Fernando, mas têm o mesmo respeito. Confesso que ainda fico nervoso e com vergonha em algumas situações… uma certa timidez diante do público, especialmente nas missas ditas “mais solenes”.
Hoje percebo que amo mais a Jesus Cristo e o Reino de Deus, muito mais do que há um ano atrás. Hoje, quando rezo, sinto que minha oração tem mais conteúdo, é muito mais voltada à realidade e sinto mais intimidade com o Senhor.
Esse é somente o primeiro ano, com um ano estou apenas engatinhando como padre. Desejo muitos outros, tenho muito o que aprender. Hoje gostaria de apenas agradecer e louvar ao Senhor por este dom tão bonito: Obrigado Senhor, Pai, Filho e Espírito Santo.
Deus abençoe a todos e muita paz no coração!

NOTA DA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL SOBRE A DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Publicado por fernandogarcia em Maio 30, 2008

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lamenta a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que julgou a validade constitucional do artigo 5o e seus parágrafos da Lei de Biossegurança, n. 11.105/2005, que permite aos pesquisadores usarem, em pesquisas científicas e terapêuticas, os embriões criados a partir da fecundação in vitro e que estão congelados há mais de três anos em clínicas de fertilização.

A decisão do STF revelou uma grande divergência sobre a questão em julgamento, o que mostra que há ministros do Supremo que, nesse caso, têm posições éticas semelhantes à da CNBB. Portanto, não se trata de uma questão religiosa, mas de promoção e defesa da vida humana, desde a fecundação, em qualquer circunstância em que esta se encontra.

Reconhecer que o embrião é um ser humano desde o início do seu ciclo vital significa também constatar a sua extrema vulnerabilidade que exige o empenho nos confrontos de quem é fraco, uma atenção que deve ser garantida pela conduta ética dos cientistas e dos médicos, e de uma oportuna legislação nacional e internacional.

Sendo uma vida humana, segundo asseguram a embriologia e a biologia, o embrião humano tem direito à proteção do Estado. A circunstância de estar in vitro ou no útero materno não diminui e nem aumenta esse direito. É lamentável que o STF não tenha confirmado esse direito cristalino, permitindo que vidas humanas em estado embrionário sejam ceifadas.

No mundo inteiro, não há até hoje nenhum protocolo médico que autorize pesquisas científicas com células-tronco obtidas de embriões humanos em pessoas, por causa do alto risco de rejeição e de geração de teratomas.

Ao contrário do que tem sido veiculado e aceito pela opinião pública, as células-tronco embrionárias não são o remédio para a cura de todos os males. A alternativa mais viável para essas pesquisas científicas é a utilização de células-tronco adultas, retiradas do próprio paciente, que já beneficiam mais de 20 mil pessoas com diversos tipos de tratamento de doenças degenerativas.

Reafirmamos que o simples fato de estar na presença de um ser humano exige o pleno respeito à sua integridade e dignidade: todo comportamento que possa constituir uma ameaça ou uma ofensa aos direitos fundamentais da pessoa humana, primeiro de todos o direito à vida, é considerado gravemente imoral.

A CNBB continuará seu trabalho em favor da vida, desde a concepção até o seu declínio natural.

Brasília, 29 de maio de 2008.

Dom Geraldo Lyrio Rocha

Arcebispo de Mariana

Presidente da CNBB

Dom Luiz Soares Vieira

Arcebispo de Manaus

Vice-Presidente da CNBB

Dom Dimas Lara Barbosa

Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro

Secretário-Geral da CNBB

Aviso das CEBs

Publicado por fernandogarcia em Maio 29, 2008

À pedido da Coordenação da CEBs da Arquidiocese de Maringá, aí vai um aviso a todos:

“A Formação programada pelas CEBs na região Pastoral: Centro, Centro Norte, Centro Sul, Leste e Oeste serão transferida para o segundo semestre.

Diante da boa nova das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) ter sido assumida como prioridade em nossa arquidiocese de Maringá e como definido na assembléia que até o final de junho devemos elaborar projeto, vimos como necessário transferir as formações para o segundo semestre, dessa forma, já com o projeto elaborado trabalharemos tendo ele como base.

Em breve estaremos enviando a data das formações.
Contamos com a compreensão de vocês.

Meu abraço fraterno

Lucimar Moreira Bueno (Lucia)
Coordenadora Arquidiocesana das CEBs
Telefone: 9124-1373 – 3228-8331 – 3025-1303 (trab.)
e-mail: barbimuzenza@yahoo.com.br ”

Corpus Christi

Publicado por fernandogarcia em Maio 28, 2008

Salve, salve meus irmãos! Como estão vocês? Tudo em paz? Aqui vou eu com mais uma partilha das experiências de um jovem padre.
Hoje gostaria de partilhar sobre o que vivi no dia de Corpus Christi. Naquele dia presidi a santa missa na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Maringá, porque o pároco de lá estava impossibilitado e na paróquia onde trabalho houve somente uma missa na parte da manhã - aqui temos eu e outro padre, logo, eu poderia sair sem maiores impecilhos.
Antecipadamente eles me enviaram um esquema da celebração via e-mail. Um ótimo esquema, com toda celebração descrita em detalhes, com as funções e ações de cada agente litúrgico. Disseram-me que iam usar lucernários internos e externos (para a procissão), incenso, e até palium.
No início fiquei até constrangido porque nunca havia presidido essa missa. No ano passado, nessa época, eu já era padre havia uma semana, mas não presidi a missa, concelebrei com o outro padre. Logo… medo de fazer alguma coisa errada…
Já que eles iriam usar tudo o que a celebração merece, resolvi ir celebrar de batina, com todos os acessórios de vestimenta que acompanha.
Logo que cheguei procurei estar com as pessoas, acompanhar um pouco a elaboração do tapete por onde passaria o Santíssimo Sacramento. Fiquei impressionado com a alegria das pessoas durate a elaboração do tapete. Elas haviam levantado de madrugada e já estavam, pelo menos, há 3 horas de cócoras ou ajoelhadas, espalhando pó de serra ou outros materiais. Foram muito criativos e caprichosos nos desenhos, verdadeiros artistas. Até compraram cabelo de boneca para colocar nos desenhos, afim que ficasse o mas real possível. Impressionante não somente os desenhos, mas o amor que demostravam àquilo que faziam. Imperava um clima de solidariedade, partilha de material, ajuda mútua… que coisa gostosa de sentir!
Durante a celebração tudo estava harmônico… o ambiente, os cantos, os MECE, os leitores, etc… Tudo transcorreu na mais perfeita tranquilidade… as pessoas estavam com vontade de celebrar, estavam muito atentas e participativas… era perceptível nelas a sede de Deus. A procissão foi linda! As pessoas mantiveram o silêncio e o clima orante, cantando e respondendo às orações.
Agora… é emocionante carregar Jesus Eucarístico! Confesso que várias vezes fiquei emocionado. Como pode Deus se dar de um modo tão singelo, e deixar-se levar por um ser humano?! Como pode Deus estar ali, no meio de nós, caminhando conosco?! Senti-me honrado em poder levá-Lo. Essa é uma alegria e uma experiência que somente os ministros ordenados podem sentir… não tenho palavras para exprimir o que senti… Agradeci muito por ser padre… Durante a procissão rezei por muitas pessoas. Pedi a Deus que caminhasse com elas… especialmente os doentes…
Agradeço a Deus por essa experiência tão bonita. E desejo também que todos tenham agora outra experiência, de levar Jesus também na nossa vida, pelo testemunho. Assim seja.
Grande abraço a todos e muita paz no coração!

Santo retiro!

Publicado por fernandogarcia em Maio 21, 2008

Salve, salve meus irmãos, tudo na paz?! Volto agora de um retiro inaciano de 7 dias.
Fi-lo na Chácara Rainha da Paz, em Maringá, juntamente com outros 17 padres. Um momento especial da graça de Deus na minha vida, um momento de “kairós”.
Durante o retiro pude, primeiramente: rezar! Rezar com maior profundidade, chegando algumas vezes à contemplação. Naquela chácara, tudo favorece a oração: o ambiente, as capelas temáticas, até mesmo a deliciosa comida. Além de rezar pude também descansar. A Páscoa veio mais cedo este ano, e isso apertou o calendário e as atividades extra-paroquiais, levando-me ao ativismo… eu estava mesmo precisando disso… Foi um momento para uma revisão de vida e do sacerdócio. Estou quase complentando um ano de padre, e é um ótimo momento para fazer algumas avaliações sobre o ministério vivido até agora.
Também consegui re-pensar várias coisas práticas como horários e organização de estudos.Confesso que não foi fácil ficar em silêncio estes sete dias, seja silêncio interno quanto externo. Quanto chegou o quinto dia deu um pânico de querer conversar, ouvir barulho, não rezar e querer ir embora… como se já tivesse rezado todas as realidades necessárias e estivesse pronto ao trabalho novamente… Em oração descobri que era uma “fuga” da própria oração.
E mais, descobri que tenho muita dificuldade de silenciar de verdade. Ne mesmo nos retiros do seminário fiz tanto silêncio. Descobri que não sou tudo aquilo que penso… ótimo, isso vai ajudar-me na saga pela humildade…Percebi que sou um viciado no “cyber-mundo”: sentia falta da internet e do celular. O que é isso???!!! Uma dependência! É preciso repensar isso também. No começo fiquei preocupado com essa última descoberta, depois percebi que sou mais um em mundo que impõe essa dependência. Se é difícil pra mim, imagina para outras pessoas que dependem disso para trabalhar, para viver. Estamos todos inseridos numa conjuntura ditadora de necessidades supérfluas. Quem disse que eu dependo de internet e celular?
Resultado: fiz propósito de redução de uso dos eletrônicos.

O extraordinário no ordinário: a beleza do cotidiano

Publicado por fernandogarcia em Maio 10, 2008

Salve, salve meus imãos!!! Tudo na paz? Como estamos mudando o tempo litúrgico, resolvi escrever algo sobre o Tempo Comum, que retomaremos depois da Festa de Pentecostes.

O tempo pascal é um período muito rico em diversas dimensões: é antecipado por um “tempo forte”, que é a quaresma; as leituras falam mais sobre ressurreição, sobre a revelação; os símbolos litúrgicos são mais explícitos e chamativos (círio pascal, cor branca/dourada, flores, água batismal, luz, fogo). Contudo, o tempo litúrgico que vem em seguida também é riquíssimo em sentido, porém pouco valorizado. Esse tempo chama-se Tempo Comum, e começamos a vivê-lo depois do domingo de Pentecostes.

Não se podem contrapor os chamados “tempos fortes” ao Tempo Comum, como se este tempo fosse um tempo fraco ou inferior. O elemento principal e mais forte do Tempo Comum é o Domingo, logo, o Tempo Comum pode ser vivido como prolongamento do respectivo tempo forte. É o tecido concreto da vida normal do cristão, fora das festas, e pode ver-se nele a comemoração da presença de Cristo na vida quotidiana e nos momentos simples da vida dos cristãos.

Esse período usa a cor litúrgica verde, porque quer ajudar-nos a contemplar a esperança que não decepciona. Os textos bíblicos falam sempre do cotidiano de Jesus, daquilo que Ele fazia para revelar Deus no simples: numa refeição gostosa cercada de amigos, numa visita a um doente, numa festa de casamento, no abraço de uma criança, num simples olhar ao céu e uma breve oração. Os símbolos são mais discretos, porém, múltiplos, pode ser uma colcha de retalhos ou mesmo um cartaz.

O tempo comum é chamado assim porque é um convite a deixar Deus agir no nosso dia-a-dia. Enquanto muitas pessoas passam o dia em busca de milagres, atos extraordinários e valoriza pouco o simples, o Tempo Comum ajuda-nos olhar a ação divina na simplicidade do dia-a-dia, dos gestos humildes, no ordinário da vida.

O esforço pessoal de contemplar Deus no cotidiano abraça, sobretudo, nossa vida pessoal. Somos chamados a fazer como Jesus: buscar e revelar Deus em nós mesmos, na nossa família, nas refeições, nas festas, nas crianças, na oração antes de dormir. Por isso, a busca pelo sentido de cada coisa é um exercício cotidiano… e nisso já encontramos Deus!

Nosso desafio nesse tempo é vencer a rotina, evitar o marasmo da falta de criatividade. Reaprender a ver belo no simples. Queremos experimentá-lO em cada Palavra, em cada gesto, canto, abraço, oração. Para tal é preciso um encontro cotidiano e contínuo com Cristo, permanecendo com Ele durante todo o dia. Há uma música bem simples e popular que ajuda-nos: “Com Deus eu me deito, com Deus me levanto, na graça divina do Espírito Santo”.

Romaria do Trabalhador!

Publicado por fernandogarcia em Maio 2, 2008

“Salve, salve a caminhada, salve, salve a romaria, no raiar de uma nova aurora, de um novo dia!”
Foi cantando assim que celebramos a Romaria do Trabalhador neste primeiro de maio. Que celebração bonita! Fazia muito tempo que não participava de uma romaria do trabalhador tão cheio de ânimo.
Começamos a Romaria com poucas pessoas, mas devegar as comunidades foram chegando e formando o Povo de Deus. O tempo chuvoso não foi capaz de desanimar as pessoas. Todos permaneceram firmes, mesmo debaixo dos poucos guarda-chuvas e copa das árvores.
A presença em massa dos padres, religiosos (as) e seminaristas confirmou a importância desse evento para nossa Arquidiocese. Além desse, houve muitas outras coisas que tornaram essa Romaria uma alegria:
- a temática é emergente e absolutamente envolvida com a realidade do local da Romaria (Bairro Santa Felicidade - Maringá);
- a temática apresentou claramente seu sentido bíblico-patrístico-pastoral;
- as apresentações nas paradas, além de bem preparadas, foram harmônicas com a temática e ligadas com fatos concretos imediatos da comunidade local;
- apesar do pouco tempo de preparação (40 dias), a Romaria envolveu muitas pastorais, movimentos e a Paróquia que sediou a Romaria;
- foi animada por um novo grupo de canto, trazendo a novidade dos ministérios e incluindo os dons presentes em outras paróquias;
- participação de muitas pessoas que nunca tinha visto numa Romaria do Trabalhador;
- vi praticamente todos os meios de comunicação social presentes (desde televisão, rádios e jornais);
- prevaleceu uma celebração cristã, um evento eclesial, evitando tendencionismos para este ou aquele movimento/pastoral;
- boa participação da comunidade local, e outras instituições (Aras, “ONG Justiça e Paz”, associação dos coletores de recicláveis, outras…);
- no final da missa houve um belo testemunho da presidente da associação de coletores de recicláveis, que era de igreja evangélica;
- a perseverança de todos os romeiros mesmo com sob chuva e frio mostrou a fé comprometida e vivenciada por todos.
É nesse caminho de fé que queremos viver! E essa Romaria me ajudou a perceber que temos muito potencial para sermos mais fiéis no seguimento de Jesus. Ele nos ajude!!!
Um forte abraço a todos e muita paz no coração!

(Re)organização de horários

Publicado por fernandogarcia em Abril 23, 2008

Salve salve meus irmãos, tudo em paz com vocês!? Demorei mas voltei… Peço desculpas pela demora em postar no blog… depois que o site da Arquidiocese ficou fora do ar para reformulação, o blog também esteve fora do ar, e eu fiquei perdido … Mas agora tudo retoma o curso normal.Tenho muitas experiências boas para partilhar. A primeira é que encerrei a disciplina de teologia na Escola de Teologia Para Cristãos Leigos, com louvor. Não que seja bom o fato de ter teminado, mas os frutos que pude colher durante e no final do curso.Vocês já sabem da minha paixão pela Trindade, estudá-la (que ousadia!) e ajudar as pessoas a amá-la foi uma alegria celeste. Aprendi muito e senti nos estudantes que eles ficaram satisfeitíssimos com o curso. A avaliação final foi fantástica. E eu confirmei a mim mesmo que minha linha de estudo é, de fato, a sistemática teológica. Agora é planejar um mestrado…Nestes dias atrás pude ajudar no Congresso dos Ministros Extraordinários da Comunhão Eucaristica (M.E.C.E) da Região Pastoral Oeste, dando-lhes uma formação sobre a Conferência de Aparecida e o Documento Final da Conferência. Para preparar esta formação acredito que li, além do documento, mais de 400 páginas (entre livros de preparação, artigos em revistas, jornais, e-mails, etc.). Foi a melhor coisa que fiz nestes dias. Aprofundei bastante no Documento Final e pude olhar um pouco do horizonte da Igreja Latino-Americana. Pude exercitar o pensamento teológico e elaborar alguns pensamentos próprios sobre o documento. Também deu para avaliar a caminhada pastoral que estou fazendo e re-elaborar algumas coisas.Estou encerrando agora uma outra formação sobre Aparecida, mas com abordagem diferenciada: “CEBs no documento de Aparecida”. É direcionada para coordenadores dos grupos de reflexão da mesma Regiao Pastoral Oeste. Vou acrescentar uma proposta de dinâmicas de grupo para o estudo do documento, a partir do subsídio “Ninguém cresce sozinho”, que está com esta temática na última edição.Como podem ver, estou dedicando-me muito às pesquisas, formações, estudos, aulas, plenajamento pastoral e elaboração de material pastoral. Depois dizem que padre novo não trabalha nada… Tudo isso tem bagunçado meus horários, mas estou dormindo um pouco menos à noite, e já na próxima semana consigo organizar os últimos textos e tudo volta ao normal.Se alguém se interessar pelas formações ou material de dinâmicas para o livrinho “Ninguém cresce sozinho”, pode entrar em contato. Posso disponibilizar sem nenhum custo.Ademais, um grande abraço a todos e muita paz no coração!!!