O dogma da assunção

Publicado por fernandogarcia em Agosto 16, 2008

O dogma da Assunção refere-se a que a Mãe de Deus, no fim de sua vida terrena foi elevada em corpo e alma à glória celestial. Este dogma foi proclamado pelo Papa Pio XII, no dia 1º de novembro de 1950, por meio da Constituição Munificentissimus Deus:

“Depois de elevar a Deus muitas e reiteradas preces e de invocar a luz do Espírito da Verdade, para glória de Deus onipotente, que outorgou à Virgem Maria sua peculiar benevolência; para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e vencedor do pecado e da morte; para aumentar a glória da mesma augusta Mãe e para gozo e alegria de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a Imaculada Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, terminado o curso da sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória do céu”.

O Novo Catecismo da Igreja Católica declara:

“A Assunção da Santíssima Virgem constitui uma participação singular na Ressurreição do seu Filho e uma antecipação da Ressurreição dos demais cristãos”(966).

Emoção e entusiasmo na missa de abertura do CAM3-Comla8

Publicado por fernandogarcia em Agosto 13, 2008

O Coliseo General Rumiñahui ficou lotado para a missa de abertura do 3º Congresso Americano Missionário (CAM3) e 8º Congresso Missionário Lationo-americano (Comla8), em Quito (Equador), na tarde desta terça-feira. Mais de 3 mil pessoas participaram da celebração e mostraram muita animação, que se manifestou logo no início ao cantar hino do Congresso interpretado pelo seu autor.

América com Cristo: escucha, aprende y anuncia. Este era o som que ecoava no Coliseu, acompanhado de sorrisos, agitos de bandeiras e muitas palmas.

Presidida pelo enviado especial do papa, cardeal Nicolás de Jesús López Rodríuez, a missa demorou mais de duas horas e foi marcada pela participação popular. “Escuta o grito dos oprimidos, dos pobres, dos crentes e não crentes. Escuta que todos somos irmãos”, disse o cardeal ao se referir ao tema do Congresso. “Aprende, gravando no coração, o que estão ouvindo e vendo”, completou.

Segundo o cardeal, a Igreja tem uma ocasião irrenunciável de levar o evangelho de Jesus a todas as nações. “A Igreja nasceu do discipulado de Jesus, missionário por excelência”, recordou. “Deixar-se levar pelo Espírito é estar em todos os espaços da sociedade e deixar-se apaixonar por Jesus Cristo”.

Em sua mensagem aos participantes do Congresso, o papa Bento XVI encorajou os missionários, conclamando-os a assumir o compromisso de evangelizar a todos. “O serviço mais importante é o anúncio claro e humilde de Jesus Cristo”, disse o papa na mensagem lida pelo núncio apostólico do Peru. “Diante das dificuldades, de um ambiente hostil e da escassez de resultados espetaculares, convido-os a não se deixarem vencer pelo medo nem se arrastar pelo desânimo”.

O arcebispo de Quito, dom Raúl Eduardo Vela Chiriboga, ao saudar o enviado especial do papa, cobrou coerência no testemunho dos cristãos. “O que nos falta é coerência entre o pensar e o agir. Somos fracos e temos traído o Senhor”, disse. “Senhor, cuida de nossa pátria do Equador porque estamos numa situação delicada. Não podemos trair o Senhor”, afirmou com voz forte, seguida de longo aplauso pela assembléia.

Fonte: www.cnbb.org.br

Novo cotidiano

Publicado por fernandogarcia em Agosto 7, 2008

Salve, salve meus irmãos, tudo em paz?
Por aqui é só alegria. Estou e sou muito feliz nestas duas paróquias que me foram confiadas. Ainda fico surpreso e encantado com o jeito alegre e carinhoso do povo dessas paróquias. Incrível. Na última missa de domingo, rendi-me às crianças que “invadiram” o presbitério para poder dar a paz de Cristo ao padre… e foi completamente espontâneo… dava para perceber nos olhos delas o amor que sentem. Incrível.
A agenda agora está mais “pesada” do que antes. E olha que na paróquia que estava antes mantinha um ritmo acelerado… Acredito que isso deve-se ao processo inicial, de calendarização e organização da pastoral paroquial. Tenho levantando bem cedo para poder rezar, e tenho ido dormir muito tarde para poder planejar o dia seguinte, a semana seguinte, e, claro, para poder rezar com mais serenidade.
O sentimento de responsabilidade diante das duas paróquias pesa bastante. Seja pelo fator administrativo, seja pelo pastoral. Contudo, é confortante saber que não estou só nessa labuta… as lideranças das duas paróquias mostraram-se co-responsáveis em tudo, e é bom sentir a comunhão acontecendo no processo. Estou experimentando fortemente um Deus de comunhão, presente em cada pessoa.
Desejo a todos muita paz nos corações e uma ótima semana!

O dia do padre - por Dom Orlando Brandes

Publicado por fernandogarcia em Agosto 1, 2008

O padre vem do coração de Deus para o coração do mundo. Deus ama e salva seu povo servindo-se do ministério sacerdotal. Mesmo consagrado, o padre não deixa de ser humano e falível. Carrega o mistério em vaso de barro. Isso tudo é muito fascinante e providencial. Tirado do meio dos homens, o padre é ungido para tudo o que diz relação a Deus. É um consagrado para servir mesmo sendo ‘‘médico ferido’’.

Jesus, ao escolher seus apóstolos, rezou uma noite inteira e, ao despedir-se deste mundo, rezou ao Pai, pelos seus padres: ‘‘Pai, guarda-os do mal; santifica-os pela verdade, pois neles sou glorificado’’ (Jo 17,15.17.10). A vocação sacerdotal é para a vida, a salvação, a santificação do mundo. ‘‘O Sacerdócio só será compreendido no Céu’’ (S. João Vianney). O mundo desceria a níveis infra-humanos se não tivéssemos lideranças espirituais. O padre é homem do povo para Deus e homem de Deus para o povo’’. Cabe-lhe unir, ligar a humanidade e Deus, fazer ponte, ser pontífice. Sim, o padre é convocado a destruir muros e construir pontes.

Nossos padres precisam de nossa oração, nossa compreensão e colaboração. Deus deu ao padre o poder de destruir o mal pela absolvição dos pecados. Assim, o padre é médico e um grande benfeitor da humanidade. Ele vence o mal pelo perdão e pela misericórdia. É um parteiro da graça, um obstetra da nova sociedade. Foi-lhe confiada a Eucaristia. Deste modo, o calvário e a ressurreição chegam até nós. Pelo ministério do padre, Jesus crucificado e ressuscitado é nosso contemporâneo. Grande é este mistério! Padre quer dizer pai e paróquia quer dizer casa. Nossas comunidades devem ter um espírito de família e serem comunidades misericordiosas e samaritanas. O padre coordena, lidera, anima estas comunidades. Ele desposa a comunidade e gera novos cristãos que devem ser como ‘‘alma do mundo’’. O sacerdócio contém em si grandeza e fraqueza, nobreza e simplicidade. Nele Deus e a humanidade se abraçam. São Francisco dizia: ‘‘Se eu encontrasse um anjo e um padre, primeiro beijaria a mão do padre, porque nele está o Filho de Deus’’. Dizia ainda: ‘‘Não levo em conta os pecados do padre, porque nele está o Filho de Deus’’. Precisamos ter olhos de garimpeiro para ver o tesouro, a beleza e a profundidade do amor de Deus escondido na pessoa do padre. O perigo é termos olhos de urubus que só enxergam defeitos. O padre não é anjo, nem demônio, é um ser humano, amado e consagrado para servir. Deus opera maravilhas na vida de cada padre.

Aos padres, nossos parabéns, gratidão e oração. Estamos precisando de mais vocações. Nossa prece seja aquela de Jesus: ‘‘Pai, santifica-os!’’. Com sacerdotes santos, teremos uma Igreja santa que será uma Igreja entusiasmada, atraente, resplandecente. Cada um de nós pode ser um animador de vocações. Os primeiros promotores das vocações são os pais e os párocos. Para um mundo melhor, dai-nos sacerdotes, Senhor.

DOM ORLANDO BRANDES é arcebispo de Londrina