Salve, salve meus irmãos! Como estão vocês? Tudo em paz? Aqui vou eu com mais uma partilha das experiências de um jovem padre.
Hoje gostaria de partilhar sobre o que vivi no dia de Corpus Christi. Naquele dia presidi a santa missa na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Maringá, porque o pároco de lá estava impossibilitado e na paróquia onde trabalho houve somente uma missa na parte da manhã - aqui temos eu e outro padre, logo, eu poderia sair sem maiores impecilhos.
Antecipadamente eles me enviaram um esquema da celebração via e-mail. Um ótimo esquema, com toda celebração descrita em detalhes, com as funções e ações de cada agente litúrgico. Disseram-me que iam usar lucernários internos e externos (para a procissão), incenso, e até palium.
No início fiquei até constrangido porque nunca havia presidido essa missa. No ano passado, nessa época, eu já era padre havia uma semana, mas não presidi a missa, concelebrei com o outro padre. Logo… medo de fazer alguma coisa errada…
Já que eles iriam usar tudo o que a celebração merece, resolvi ir celebrar de batina, com todos os acessórios de vestimenta que acompanha.
Logo que cheguei procurei estar com as pessoas, acompanhar um pouco a elaboração do tapete por onde passaria o Santíssimo Sacramento. Fiquei impressionado com a alegria das pessoas durate a elaboração do tapete. Elas haviam levantado de madrugada e já estavam, pelo menos, há 3 horas de cócoras ou ajoelhadas, espalhando pó de serra ou outros materiais. Foram muito criativos e caprichosos nos desenhos, verdadeiros artistas. Até compraram cabelo de boneca para colocar nos desenhos, afim que ficasse o mas real possível. Impressionante não somente os desenhos, mas o amor que demostravam àquilo que faziam. Imperava um clima de solidariedade, partilha de material, ajuda mútua… que coisa gostosa de sentir!
Durante a celebração tudo estava harmônico… o ambiente, os cantos, os MECE, os leitores, etc… Tudo transcorreu na mais perfeita tranquilidade… as pessoas estavam com vontade de celebrar, estavam muito atentas e participativas… era perceptível nelas a sede de Deus. A procissão foi linda! As pessoas mantiveram o silêncio e o clima orante, cantando e respondendo às orações.
Agora… é emocionante carregar Jesus Eucarístico! Confesso que várias vezes fiquei emocionado. Como pode Deus se dar de um modo tão singelo, e deixar-se levar por um ser humano?! Como pode Deus estar ali, no meio de nós, caminhando conosco?! Senti-me honrado em poder levá-Lo. Essa é uma alegria e uma experiência que somente os ministros ordenados podem sentir… não tenho palavras para exprimir o que senti… Agradeci muito por ser padre… Durante a procissão rezei por muitas pessoas. Pedi a Deus que caminhasse com elas… especialmente os doentes…
Agradeço a Deus por essa experiência tão bonita. E desejo também que todos tenham agora outra experiência, de levar Jesus também na nossa vida, pelo testemunho. Assim seja.
Grande abraço a todos e muita paz no coração!