NOTA DA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL SOBRE A DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Publicado por fernandogarcia em May 30, 2008

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lamenta a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que julgou a validade constitucional do artigo 5o e seus parágrafos da Lei de Biossegurança, n. 11.105/2005, que permite aos pesquisadores usarem, em pesquisas científicas e terapêuticas, os embriões criados a partir da fecundação in vitro e que estão congelados há mais de três anos em clínicas de fertilização.

A decisão do STF revelou uma grande divergência sobre a questão em julgamento, o que mostra que há ministros do Supremo que, nesse caso, têm posições éticas semelhantes à da CNBB. Portanto, não se trata de uma questão religiosa, mas de promoção e defesa da vida humana, desde a fecundação, em qualquer circunstância em que esta se encontra.

Reconhecer que o embrião é um ser humano desde o início do seu ciclo vital significa também constatar a sua extrema vulnerabilidade que exige o empenho nos confrontos de quem é fraco, uma atenção que deve ser garantida pela conduta ética dos cientistas e dos médicos, e de uma oportuna legislação nacional e internacional.

Sendo uma vida humana, segundo asseguram a embriologia e a biologia, o embrião humano tem direito à proteção do Estado. A circunstância de estar in vitro ou no útero materno não diminui e nem aumenta esse direito. É lamentável que o STF não tenha confirmado esse direito cristalino, permitindo que vidas humanas em estado embrionário sejam ceifadas.

No mundo inteiro, não há até hoje nenhum protocolo médico que autorize pesquisas científicas com células-tronco obtidas de embriões humanos em pessoas, por causa do alto risco de rejeição e de geração de teratomas.

Ao contrário do que tem sido veiculado e aceito pela opinião pública, as células-tronco embrionárias não são o remédio para a cura de todos os males. A alternativa mais viável para essas pesquisas científicas é a utilização de células-tronco adultas, retiradas do próprio paciente, que já beneficiam mais de 20 mil pessoas com diversos tipos de tratamento de doenças degenerativas.

Reafirmamos que o simples fato de estar na presença de um ser humano exige o pleno respeito à sua integridade e dignidade: todo comportamento que possa constituir uma ameaça ou uma ofensa aos direitos fundamentais da pessoa humana, primeiro de todos o direito à vida, é considerado gravemente imoral.

A CNBB continuará seu trabalho em favor da vida, desde a concepção até o seu declínio natural.

Brasília, 29 de maio de 2008.

Dom Geraldo Lyrio Rocha

Arcebispo de Mariana

Presidente da CNBB

Dom Luiz Soares Vieira

Arcebispo de Manaus

Vice-Presidente da CNBB

Dom Dimas Lara Barbosa

Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro

Secretário-Geral da CNBB

Aviso das CEBs

Publicado por fernandogarcia em May 29, 2008

À pedido da Coordenação da CEBs da Arquidiocese de Maringá, aí vai um aviso a todos:

“A Formação programada pelas CEBs na região Pastoral: Centro, Centro Norte, Centro Sul, Leste e Oeste serão transferida para o segundo semestre.

Diante da boa nova das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) ter sido assumida como prioridade em nossa arquidiocese de Maringá e como definido na assembléia que até o final de junho devemos elaborar projeto, vimos como necessário transferir as formações para o segundo semestre, dessa forma, já com o projeto elaborado trabalharemos tendo ele como base.

Em breve estaremos enviando a data das formações.
Contamos com a compreensão de vocês.

Meu abraço fraterno

Lucimar Moreira Bueno (Lucia)
Coordenadora Arquidiocesana das CEBs
Telefone: 9124-1373 – 3228-8331 – 3025-1303 (trab.)
e-mail: barbimuzenza@yahoo.com.br ”

Corpus Christi

Publicado por fernandogarcia em May 28, 2008

Salve, salve meus irmãos! Como estão vocês? Tudo em paz? Aqui vou eu com mais uma partilha das experiências de um jovem padre.
Hoje gostaria de partilhar sobre o que vivi no dia de Corpus Christi. Naquele dia presidi a santa missa na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Maringá, porque o pároco de lá estava impossibilitado e na paróquia onde trabalho houve somente uma missa na parte da manhã – aqui temos eu e outro padre, logo, eu poderia sair sem maiores impecilhos.
Antecipadamente eles me enviaram um esquema da celebração via e-mail. Um ótimo esquema, com toda celebração descrita em detalhes, com as funções e ações de cada agente litúrgico. Disseram-me que iam usar lucernários internos e externos (para a procissão), incenso, e até palium.
No início fiquei até constrangido porque nunca havia presidido essa missa. No ano passado, nessa época, eu já era padre havia uma semana, mas não presidi a missa, concelebrei com o outro padre. Logo… medo de fazer alguma coisa errada…
Já que eles iriam usar tudo o que a celebração merece, resolvi ir celebrar de batina, com todos os acessórios de vestimenta que acompanha.
Logo que cheguei procurei estar com as pessoas, acompanhar um pouco a elaboração do tapete por onde passaria o Santíssimo Sacramento. Fiquei impressionado com a alegria das pessoas durate a elaboração do tapete. Elas haviam levantado de madrugada e já estavam, pelo menos, há 3 horas de cócoras ou ajoelhadas, espalhando pó de serra ou outros materiais. Foram muito criativos e caprichosos nos desenhos, verdadeiros artistas. Até compraram cabelo de boneca para colocar nos desenhos, afim que ficasse o mas real possível. Impressionante não somente os desenhos, mas o amor que demostravam àquilo que faziam. Imperava um clima de solidariedade, partilha de material, ajuda mútua… que coisa gostosa de sentir!
Durante a celebração tudo estava harmônico… o ambiente, os cantos, os MECE, os leitores, etc… Tudo transcorreu na mais perfeita tranquilidade… as pessoas estavam com vontade de celebrar, estavam muito atentas e participativas… era perceptível nelas a sede de Deus. A procissão foi linda! As pessoas mantiveram o silêncio e o clima orante, cantando e respondendo às orações.
Agora… é emocionante carregar Jesus Eucarístico! Confesso que várias vezes fiquei emocionado. Como pode Deus se dar de um modo tão singelo, e deixar-se levar por um ser humano?! Como pode Deus estar ali, no meio de nós, caminhando conosco?! Senti-me honrado em poder levá-Lo. Essa é uma alegria e uma experiência que somente os ministros ordenados podem sentir… não tenho palavras para exprimir o que senti… Agradeci muito por ser padre… Durante a procissão rezei por muitas pessoas. Pedi a Deus que caminhasse com elas… especialmente os doentes…
Agradeço a Deus por essa experiência tão bonita. E desejo também que todos tenham agora outra experiência, de levar Jesus também na nossa vida, pelo testemunho. Assim seja.
Grande abraço a todos e muita paz no coração!

Santo retiro!

Publicado por fernandogarcia em May 21, 2008

Salve, salve meus irmãos, tudo na paz?! Volto agora de um retiro inaciano de 7 dias.
Fi-lo na Chácara Rainha da Paz, em Maringá, juntamente com outros 17 padres. Um momento especial da graça de Deus na minha vida, um momento de “kairós”.
Durante o retiro pude, primeiramente: rezar! Rezar com maior profundidade, chegando algumas vezes à contemplação. Naquela chácara, tudo favorece a oração: o ambiente, as capelas temáticas, até mesmo a deliciosa comida. Além de rezar pude também descansar. A Páscoa veio mais cedo este ano, e isso apertou o calendário e as atividades extra-paroquiais, levando-me ao ativismo… eu estava mesmo precisando disso… Foi um momento para uma revisão de vida e do sacerdócio. Estou quase complentando um ano de padre, e é um ótimo momento para fazer algumas avaliações sobre o ministério vivido até agora.
Também consegui re-pensar várias coisas práticas como horários e organização de estudos.Confesso que não foi fácil ficar em silêncio estes sete dias, seja silêncio interno quanto externo. Quanto chegou o quinto dia deu um pânico de querer conversar, ouvir barulho, não rezar e querer ir embora… como se já tivesse rezado todas as realidades necessárias e estivesse pronto ao trabalho novamente… Em oração descobri que era uma “fuga” da própria oração.
E mais, descobri que tenho muita dificuldade de silenciar de verdade. Ne mesmo nos retiros do seminário fiz tanto silêncio. Descobri que não sou tudo aquilo que penso… ótimo, isso vai ajudar-me na saga pela humildade…Percebi que sou um viciado no “cyber-mundo”: sentia falta da internet e do celular. O que é isso???!!! Uma dependência! É preciso repensar isso também. No começo fiquei preocupado com essa última descoberta, depois percebi que sou mais um em mundo que impõe essa dependência. Se é difícil pra mim, imagina para outras pessoas que dependem disso para trabalhar, para viver. Estamos todos inseridos numa conjuntura ditadora de necessidades supérfluas. Quem disse que eu dependo de internet e celular?
Resultado: fiz propósito de redução de uso dos eletrônicos.

O extraordinário no ordinário: a beleza do cotidiano

Publicado por fernandogarcia em May 10, 2008

Salve, salve meus imãos!!! Tudo na paz? Como estamos mudando o tempo litúrgico, resolvi escrever algo sobre o Tempo Comum, que retomaremos depois da Festa de Pentecostes.

O tempo pascal é um período muito rico em diversas dimensões: é antecipado por um “tempo forte”, que é a quaresma; as leituras falam mais sobre ressurreição, sobre a revelação; os símbolos litúrgicos são mais explícitos e chamativos (círio pascal, cor branca/dourada, flores, água batismal, luz, fogo). Contudo, o tempo litúrgico que vem em seguida também é riquíssimo em sentido, porém pouco valorizado. Esse tempo chama-se Tempo Comum, e começamos a vivê-lo depois do domingo de Pentecostes.

Não se podem contrapor os chamados “tempos fortes” ao Tempo Comum, como se este tempo fosse um tempo fraco ou inferior. O elemento principal e mais forte do Tempo Comum é o Domingo, logo, o Tempo Comum pode ser vivido como prolongamento do respectivo tempo forte. É o tecido concreto da vida normal do cristão, fora das festas, e pode ver-se nele a comemoração da presença de Cristo na vida quotidiana e nos momentos simples da vida dos cristãos.

Esse período usa a cor litúrgica verde, porque quer ajudar-nos a contemplar a esperança que não decepciona. Os textos bíblicos falam sempre do cotidiano de Jesus, daquilo que Ele fazia para revelar Deus no simples: numa refeição gostosa cercada de amigos, numa visita a um doente, numa festa de casamento, no abraço de uma criança, num simples olhar ao céu e uma breve oração. Os símbolos são mais discretos, porém, múltiplos, pode ser uma colcha de retalhos ou mesmo um cartaz.

O tempo comum é chamado assim porque é um convite a deixar Deus agir no nosso dia-a-dia. Enquanto muitas pessoas passam o dia em busca de milagres, atos extraordinários e valoriza pouco o simples, o Tempo Comum ajuda-nos olhar a ação divina na simplicidade do dia-a-dia, dos gestos humildes, no ordinário da vida.

O esforço pessoal de contemplar Deus no cotidiano abraça, sobretudo, nossa vida pessoal. Somos chamados a fazer como Jesus: buscar e revelar Deus em nós mesmos, na nossa família, nas refeições, nas festas, nas crianças, na oração antes de dormir. Por isso, a busca pelo sentido de cada coisa é um exercício cotidiano… e nisso já encontramos Deus!

Nosso desafio nesse tempo é vencer a rotina, evitar o marasmo da falta de criatividade. Reaprender a ver belo no simples. Queremos experimentá-lO em cada Palavra, em cada gesto, canto, abraço, oração. Para tal é preciso um encontro cotidiano e contínuo com Cristo, permanecendo com Ele durante todo o dia. Há uma música bem simples e popular que ajuda-nos: “Com Deus eu me deito, com Deus me levanto, na graça divina do Espírito Santo”.

Romaria do Trabalhador!

Publicado por fernandogarcia em May 2, 2008

“Salve, salve a caminhada, salve, salve a romaria, no raiar de uma nova aurora, de um novo dia!”
Foi cantando assim que celebramos a Romaria do Trabalhador neste primeiro de maio. Que celebração bonita! Fazia muito tempo que não participava de uma romaria do trabalhador tão cheio de ânimo.
Começamos a Romaria com poucas pessoas, mas devegar as comunidades foram chegando e formando o Povo de Deus. O tempo chuvoso não foi capaz de desanimar as pessoas. Todos permaneceram firmes, mesmo debaixo dos poucos guarda-chuvas e copa das árvores.
A presença em massa dos padres, religiosos (as) e seminaristas confirmou a importância desse evento para nossa Arquidiocese. Além desse, houve muitas outras coisas que tornaram essa Romaria uma alegria:
- a temática é emergente e absolutamente envolvida com a realidade do local da Romaria (Bairro Santa Felicidade – Maringá);
- a temática apresentou claramente seu sentido bíblico-patrístico-pastoral;
- as apresentações nas paradas, além de bem preparadas, foram harmônicas com a temática e ligadas com fatos concretos imediatos da comunidade local;
- apesar do pouco tempo de preparação (40 dias), a Romaria envolveu muitas pastorais, movimentos e a Paróquia que sediou a Romaria;
- foi animada por um novo grupo de canto, trazendo a novidade dos ministérios e incluindo os dons presentes em outras paróquias;
- participação de muitas pessoas que nunca tinha visto numa Romaria do Trabalhador;
- vi praticamente todos os meios de comunicação social presentes (desde televisão, rádios e jornais);
- prevaleceu uma celebração cristã, um evento eclesial, evitando tendencionismos para este ou aquele movimento/pastoral;
- boa participação da comunidade local, e outras instituições (Aras, “ONG Justiça e Paz”, associação dos coletores de recicláveis, outras…);
- no final da missa houve um belo testemunho da presidente da associação de coletores de recicláveis, que era de igreja evangélica;
- a perseverança de todos os romeiros mesmo com sob chuva e frio mostrou a fé comprometida e vivenciada por todos.
É nesse caminho de fé que queremos viver! E essa Romaria me ajudou a perceber que temos muito potencial para sermos mais fiéis no seguimento de Jesus. Ele nos ajude!!!
Um forte abraço a todos e muita paz no coração!