Oi meus queridos, tudo na paz? Voltando às atividades do cotidiano e com as nossas partilhas…. já estava com saudade de conversar com vocês.

Este ano foi a primeira vez que tirei férias depois de ordenado padre. No começo fiquei pensando no que fazer, para onde iria, se usufruiria do benefício de 30 dias ou dividiria as férias em duas de 15 dias…. Bem, logo lembrei-me que tinha a validação da teologia em Curitiba, o que já gastaria 15 dias estudando… pesado…

A primeira semana de janeiro resolvi ficar em casa. Estive um pouco com minha família, fiz várias ligações para agendamento de tratamento dentário, li algumas das leituras atrasadas, rezei. Interessante é que fiquei meio perdido. O ativismo nos deixa inquietos, não conseguia ficar quieto. Desaprendi a relaxar, desaprendi o ócio lúdico. Me senti mal de não ter “nada” para fazer, e algumas vezes, confesso, senti até um sentimento de culpa por estar “parado” enquanto um monte de gente trabalha. Preciso rever esse sentimento…

Fiquei em casa e as pessoas percebiam que o carro estava na casa paroquial, logo, constantemente havia pessoas me chamando para conversar, confessar, missas, etc. No começo até aceitei algumas coisas, depois cheguei à conclusão que se eu assumisse tudo não conseguiria tirar férias… Entre essas coisas assumidas, fiz uma encomendação de um jovem que se suicidou, por enforcamento. Apenas 21 anos. Fiquei triste porque era alguém que, embora só o conhecesse de vista, era mais jovem do que eu, e tinha uma família para cuidar. Aquele dia pensei muito sobre o sentido da vida…

Consequi ler metado do documento de Aparecida. Muito profundo e amplo. Estou grifando algumas palavras-chave que me interessam: vocação, missão, trindade. Todas as três co-relacionadas. Eu ainda não contei as vezes que encontrei-as, seja na sua forma substantiva, ou  derivada, mas já foram muitas vezes. Nos momentos lúdicos assisti vários filmes em DVD, inclusive o da minha ordenação presbiteral.

Fui preparando-me, arrumando as malas e no dia 12 partimos para Curitiba, Pe. Edinei, Leonardo e eu. Uma viagem tranquila e prazeirosa. Sem pressa de chegar e aproveitando para conversar os três, afinal, estudamos juntos todo seminário, e agora já estávamos no ministério, e com muita coisa para contar um ao outro. Uma partilha bonita de vida e fé. De Curitiba fomos direto para o litoral porque eu havia assumido uma capela lá aos finais de semana, com as missas e demais atividades. Mas isso continua depois….

Um grande e forte abraço a vocês todos, fiquem em paz e com Deus no coração!