Saaaiiii daaíííí, vaappo, pior, fala mercadoria…
Sem Categoria Novembro 19, 2007Volteiiiiiiii… Minha nossa… alguns dias já sem postar aqui no blog, desculpem a demora. Já partilhei com vocês que a vida de padre não é tão tranquila quanto parece. Agradeço imensamente os e-mails, scrapps e comentários que as pessoas têm me enviado. O carinho de vocês tem me animado!
Nestes dias aconteceram tantas coisas que nem sei por onde começar nossa partilha. O jovem da academia, agora amigo, já está bem próximo. Já fomos juntos a Maringá, já o levei na casa de minha mãe, já fui almoçar na casa da família dele duas vezes, já me apresentou se melhor amigo (agora também este está me ensinando muita coisa sobre a vida e a fé, jovem atencioso, de fé humilde e familiar, e não é alguém “de igreja”…), já conheci sua namorada, irmãos, tios, primos, etc… já estou ficando alguém “da família”. Ele já está fazendo a catequese de adultos, e já percebo alguns progressos no modo de falar de Deus e na preocupação de ir à missa semanalmente. Ótimo! (Enquanto escrevia esta parte ele entrou em contato e disse que a família toda dele vai na missa hoje a noite… depois conto como foi…)
A proximidade com esse jovem tem me colocado diante um mundo da juventude que eu não tinha acesso. Sinceramente fiquei destruído com as minhas concepções de Igreja sobre juventude. Descobri que somos amadores também neste aspecto, ou ao menos, o que nós sabemos sobre juventude não abarca a imensa maioria dos jovens. Nós sabemos dos jovens que estão perto de nós, ou seja, filhos de paroquianos, jovens da catequese, jovens que vêm na missa com certa regularidade. Recentemente me pergunto sobre os outros… e os jovens que nunca vieram à missa? e os que trabalham o dia todo e a noite vão à faculdade (aos finais de semana fazem trabalhos da faculdade e ficam com a família)? e aqueles que por problemas na família tem medo ou não se acham dignos de Deus (descobri que isso é mais comum do que a gente pensa…)? e aqueles que nem se importam com Deus (indiferentismo… muito corrente hoje)? e aqueles que se perderam nas drogas ilícitas e nas lícitas (tão comuns no meio jovem)? Estou com mais perguntas que respostas.
Estou descobrindo que é mais fácil me inserir no meio deles sendo um com eles, não sendo um como eles… No começo até fiz algumas coisas que eles também fazem, como por exemplo, escutar as mesmas músicas… Descobri que não é isso que eles querem de um padre jovem. Percebi que eles querem um padre que seja referência, que seja jovem como eles, mas que não faça as mesmas coisas. Sinto que eles necessitam de alguém que mostre a eles que é possível viver o evangelho com toda sua beleza, sendo um jovem normal nesse mundo de conflitos. E isso é verdade! Também para mim, agora, mais próximo da realidade (fora da estrutura protecionista do seminário) sinto o desafio de viver a proposta de Jesus. Afinal, para um jovem padre, a responsabilidade da fidelidade ao Evangelho perante a juventude tem um nome: testemunho.
A juventude é bombardeada de todos os lados… na publicidade e na propaganda são sempre os alvos prediletos! Como discernir tudo isso se a nossa linguagem cristã é, na maioria das vezes, ininteligível a uma juventude de linguagem própria. Por exemplo, o título do post de hoje são gírias que aprendi esses dias, você sabe o que significa ao menos uma delas? Se não sabe é bom aumentar seu círculo de amigos jovens… Dias atras perguntei a um jovem depois da missa se ele tinha entendido o que eu havia explicado sobre o evangelho… adivinha o que ele me disse: “Padre, com todo respeito, eu não entendi nada.” Ele nem mesmo se recordava qual era o conteúdo do evangelho…
Abraço a todos, fiquem com Deus!
Em tempo… a família toda foi à missa, fiquei muito feliz, porque aquele jovem agora está evangelizando a própria família!
Novembro 22, 2007 as 9:31
OLá Pe. Fernando….Gosteu do artigo, muito bom..
sou seminarista de Paranavaí e estou no Paulo VI
Abraço em Cristo e Coragem