Pois é… são três dias sem postar. Na correria do dia, quando chega a noite, o cansaço me domina. Desculpem. Tantas coisas bonitas aconteceram esses dias. O CCL (Curso de Capacitação de Lideranças) feito para os jovens da Região Pastoral, acontecido domingo passado (dia 04), foi ótimo. Vários jovens vieram participar cheios de entusiasmo. A coordenação do encontro enfrentou seu primeiro problema, e resolveu sozinha, com abertura, diálogo e caridade. Fiquei tão orgulhoso deles. Ainda bem que o encontro era sobre liderança, o que ajudou muito. Valeu a teoria e a prática.

Segunda-feira eu estava “morto” de cansaço. Com trabalhos da faculdade atrasados, com aula de teologia para terminar de preparar. Interessante, tentei descansar depois do almoço e não consegui. Senti culpa por ter tanta coisa para fazer e eu ali, indo deitar-me; afinal, aquele horário era precioso… Percebi que alguma coisa não estava certa. Aquele sentimento de culpa já era fruto do mal humor, e este por sua vez, fruto do cansado. Estou no meu limite, concluí. Conheci-me um pouco mais. Ótimo. À noite tivemos a notícia que o pai de um seminarista aqui da paróquia havia falecido. Após a linda experiência de finados, senti-me em paz para ajudar a família. Pude estar com eles até tarde da noite, e, percebi na família sim a tristeza da morte, mas também a serenidade do céu. Como é diferente quanto estamos com pessoas de fé profunda e esclarecida. O velório foi muito tranquilo.

Nesta terça-feira tivemos o primeiro encontro da Fraternidade de Foucalt. É um grupo de padres diocesanos que se propõefoucalt.jpg seguir algumas orientações do místico Charles de Foucalt, no que toca à elementos da espiritualidade pessoal e comunitária, partilha de vida. O lema é: “Gritar o evangelho com a vida”. Foi muito bom este primeiro contato, realizado em Ivatuba. Nos encontramos 8 padres. Rezamos a missa juntos e partilhamos também a vida, os anseios, as dificuldades, as alegrias. Evidente, como era o primeiro encontro, sempre temos um pouco de receio em nos abrirmos por completo, porém senti muita seriedade, compromisso e responsabilidade dos padres. Todos querem ser mais santos. Como um jovem padre, foi muito bom perceber dos outros padres que também eles têm desafios e sentem incomodados com isso. Pensei “Ufa, sou um padre normal!” Acredito que agora terei uma força a mais na espiritualidade, bem como um fortalecimento nos laços presbiterais, porque como eu, aqueles padres também querem caminhar na santidade. Juntos, somos mais.

Muita paz a todos, fiquem com Deus.