Super homem

Publicado por fernandogarcia em Novembro 22, 2007

Quem não conhece esta figura que anima, enche crianças de alegria e mexe com a imaginação das pessoas. Um humano melhorado, cheio de poderes especiais. Esses dias tenho sentido que é assim que algumas pessoas têm me olhado. (In) Felizmente não sou assim. Sou humano como qualquer outra pessoa.

Tenho recebido alguns comentários com muitos elogios ao blog, é verdade. Porém, também algumas pessoas têm colocado suas posições contrárias ao blog e ao seu conteúdo. Agradeço e respeito todas as contribuições, afinal, significa que alguém está lendo, não é verdade?! Ufa…

Como postei no dia de abertura do blog, e como está escrito no “subtítulo” do blog (Confissões de um jovem padre), este espaço é um espaço onde coloco aquilo que sou, do jeito que sou e percebo as coisas. Aqui é o lugar onde me “confesso” com os leitores. O blog é onde posso partilhar algumas das minhas experiências pessoais e pastorais, tornado elas públicas. Difícil encontrar um padre que ouse falar da sua vida pessoal assim, colocando-a à público.superman-returns-posters.jpg

Neste blog os leitores me encontrarão sem muitos milindres, realmente humano. Não irei ficar “floreando” minha vida para convencer alguém que a vida de padre é um mar de rosas. Isso não é verdade. Também não vou ficar fingindo que sou perfeito, que eu não erro, que não tenho incertezas sobre muitas coisas da vida. O blog é justamente um espaço para desmistificar o exagero que percebo existente acerca da vida dos padres (ao menos da maioria). Somos normais. Lamento se alguém espera que eu me comporte como um super-homem neste espaço virtual. Não tenho vergonha de ser quem sou, mesmo com todos os meus defeitos. Sou ainda aprendiz nesta vida (e quem não é?).

Uma das coisas mais bonitas na minha vida é o sacerdócio. E ainda bem que sou um sacerdote humano. Ser padre não significa ser perfeito. Os anjos não podem ser padres. Jesus Cristo escolheu homens e mulheres… pessoas… humanos… imperfeitos…  Claro que as pessoas esperam mais de alguém que se dedica cem por cento da vida ao Evagelho. Estou bem consciente da minha missão. E também estou bem consciente dos meus limites, por isso levo à sério e com responsabilidade minha missão.

Quero partilhar com vocês minhas alegrias, como fiz até agora! Estou tão contente de perceber que a comunidade onde trabalho está caminhando bem; estou feliz por estar fazendo uma experiência fantástica com a juventude. Confesso que é tão bom saber que não sei tudo, que preciso da ajuda da comunidade para aprender… para aprender a ser mais humano.

Deixo aqui embaixo um link com um vídeo com uma música de letra interessante sobre o que escrevi hoje. Não fala de tudo, nem se refere a tudo, mas ajuda… Fiquem em paz….                                   Pe. Fernando - humano demais………….

http://www.youtube.com/watch?v=6sfe2kSERns

Super-herói (John Ondrasik)

Não quero imitar
Deus ou coisa assim
Só quero encontrar
O que é melhor em mim
Ser mais do que alguém que sai no jornal
Mais do que um rosto no comercial
E não é fácil viver assim
Se eu quiser chorar
Não ter que fingir
Sei que posso errar
Que é humano se ferir
Parece absurdo, mas tente aceitar
Que os heróis também podem sangrar
Posso estar confuso, mas vou me lembrar
Que os heróis também podem sonhar
E não é fácil viver assim
Seja como for, agora eu sei que o meu papel
Não é ser herói no céu
É na terra que eu vou viver
Eu não sei voar
Isso é ilusão
Ninguém pode andar
Com os pés fora do chão
Sou só mais alguém querendo encontrar
A minha própria estrada pra trilhar
Apenas alguém querendo encontrar
A minha própria forma de amar,
de amar, de amar, de amar
de amar
Sou só mais alguém querendo encontrar
A minha própria estrada pra trilhar
Apenas alguém querendo encontrar
E não é fácil
Não é fácil viver assim…

Saaaiiii daaíííí, vaappo, pior, fala mercadoria…

Publicado por fernandogarcia em Novembro 19, 2007

Volteiiiiiiii… Minha nossa… alguns dias já sem postar aqui no blog, desculpem a demora. Já partilhei com vocês que a vida de padre não é tão tranquila quanto parece. Agradeço imensamente os e-mails, scrapps e comentários que as pessoas têm me enviado. O carinho de vocês tem me animado!

Nestes dias aconteceram tantas coisas que nem sei por onde começar nossa partilha. O jovem da academia, agora amigo, já está bem próximo. Já fomos juntos a Maringá, já o levei na casa de minha mãe, já fui almoçar na casa da família dele duas vezes, já me apresentou se melhor amigo (agora também este está me ensinando muita coisa sobre a vida e a fé, jovem atencioso, de fé humilde e familiar, e não é alguém “de igreja”…), já conheci sua namorada, irmãos, tios, primos, etc… já estou ficando alguém “da família”. Ele já está fazendo a catequese de adultos, e já percebo alguns progressos no modo de falar de Deus e na preocupação de ir à missa semanalmente. Ótimo! (Enquanto escrevia esta parte ele entrou em contato e disse que a família toda dele vai na missa hoje a noite… depois conto como foi…)

A proximidade com esse jovem tem me colocado diante um mundo da juventude que eu não tinha acesso. Sinceramente fiquei destruído com as minhas concepções de Igreja sobre juventude. Descobri que somos amadores também neste aspecto, ou ao menos, o que nós sabemos sobre juventude não abarca a imensa maioria dos jovens. Nós sabemos dos jovens que estão perto de nós, ou seja, filhos de paroquianos, jovens da catequese, jovens que vêm na missa com certa regularidade. Recentemente me pergunto sobre os outros… e os jovens que nunca vieram à missa? e os que trabalham o dia todo e a noite vão à faculdade (aos finais de semana fazem trabalhos da faculdade e ficam com a família)? e aqueles que por problemas na família tem medo ou não se acham dignos de Deus (descobri que isso é mais comum do que a gente pensa…)? e aqueles que nem se importam com Deus (indiferentismo… muito corrente hoje)? e aqueles que se perderam nas drogas ilícitas e nas lícitas (tão comuns no meio jovem)? Estou com mais perguntas que respostas.

pesdejovensem-circulo.jpgEstou descobrindo que é mais fácil me inserir no meio deles sendo um com eles, não sendo um como eles… No começo até  fiz algumas coisas que eles também fazem, como por exemplo, escutar as mesmas músicas… Descobri que não é isso que eles querem de um padre jovem. Percebi que eles querem um padre que seja referência, que seja jovem como eles, mas que não faça as mesmas coisas. Sinto que eles necessitam de alguém que mostre a eles que é possível viver o evangelho com toda sua beleza, sendo um jovem normal nesse mundo de conflitos. E isso é verdade! Também para mim, agora, mais próximo da realidade (fora da estrutura protecionista do seminário) sinto o desafio de viver a proposta de Jesus. Afinal, para um jovem padre, a responsabilidade da fidelidade ao Evangelho perante a juventude tem um nome: testemunho.

A juventude é bombardeada de todos os lados… na publicidade e na propaganda são sempre os alvos prediletos! Como discernir tudo isso se a nossa linguagem cristã é, na maioria das vezes, ininteligível a uma juventude de linguagem própria. Por exemplo, o título do post de hoje são gírias que aprendi esses dias, você sabe o que significa ao menos uma delas? Se não sabe é bom aumentar seu círculo de amigos jovens… Dias atras perguntei a um jovem depois da missa se ele tinha entendido o que eu havia explicado sobre o evangelho… adivinha o que ele me disse: “Padre, com todo respeito, eu não entendi nada.” Ele nem mesmo se recordava qual era o conteúdo do evangelho…

Abraço a todos, fiquem com Deus!

Em tempo… a família toda foi à missa, fiquei muito feliz, porque aquele jovem agora está evangelizando a própria família!

Confuso, mas feliz!

Publicado por fernandogarcia em Novembro 11, 2007

Bem, que escrever hoje se estou sentindo uma confusão interna de alegria e decepção?! Diante de algusn fatos percebi que não sou tão durão como pensava, e que amoleci com o exercício do sacerdócio. Ainda não descobri se isto é bom ou não. Eu tinha uma personalidade mais carrancuda, exigente com as coisas. Hoje sinto que não precisa ser assim, tão duro com as pessoas. adolescente-confuso.gif

Esses dias tem feito falta ser um pouco mais firme nas minhas falas. Meu jeito “sacerdote-adolescente” tem me feito passar por situações contrangedoras recentemente, como se o fato de eu ser um padre mais jovem significasse ser menos padre. Em tempos de outrora houve casos até de falta de respeito para comigo… Lamentável. Qual será o limite entre a brincadeira sadia e a liberdade do outro? Com isso descobri que me refugio no silêncio. Antigamente quando acontecesse algo, acredito que revidava imediatamente. Hoje não. Isso deixou de ser importante. Descobri que não vale a pena gastar energia e meu humor nessas coisas. Tem tanta coisa mais importante, bonita e realizadora para eu apreciar e gastar meu tempo…

Passar por essas situações é importante porque nós nos conhecemos. Acabamos aprendendo os nosso limites, do que gostamos ou não. É uma ótima forma de exercitar a paciência e a caridade. Embora já tenha avançado bastante nessas dimensões, confesso que preciso melhorar mais nisso…

Ah, lembram-se do jovem da academia? Pois é, ele aceitou mesmo a proposta de catequese e ainda este ano inicia. Convidou-me para almoçar com a família dele neste sábadoe para passear com amigos dele nesta sexta a noite. Infelizmente não pude ir por motivos de força maior. Mas marcamos almoço para sábado que vem. Na noite em que ele me confirmou que iria fazer a catequese, ele convidou outro amigo dele da academia para também participar da vida da Igreja. Depois de uma breve conversa entre nós, este outro jovem disse com muito gosto: “Nossa, falando assim dá até vontade de participar de novo da missa. Faz tempo que eu não vou. Eu vou sim, e vou levar minha namorada.” Vibrei de emoção. Lembrei-me de Filipe e Natanael, quando o primeiro após ser chamado por Jesus, evangelizou o segundo (Jo 1,43-51). Da mesma forma, aquele primeiro jovem da academia, apenas disse seu primeiro sim e já está chamando e evangelizando a outros. Realmente o Evangelho de Jesus é fantástico e  irresistível quando é anunciado pela pessoa certa, na hora certa e do jeito certo. João XXIII estava certo: o melhor evangelizador dos jovens são os próprios jovens!

Fiquem todos em paz e ótimo domingo….

Da amizade à fé

Publicado por fernandogarcia em Novembro 7, 2007

Hoje como sempre foi um dia cheio de atividades, graças a Deus. Na parte da manhã pude rezar a missa com os alunos do Colégio Sagrado Coração de Jesus, aqui de Nova Esperança. Em seguida atendi as confissões de alguns dos estudantes. Fiquei surpreso com a consciência de pecado de alguns deles. Foram confissões muito bem feitas, rasgando o coração e acolhendo com amor a misericórdia incondicional de Deus. Após a recepção do sacramento, um deles disse-me que pela primeira vez se sentiu  à vontade para conversar porque se identificou com o padre, que o padre era jovem e com certeza entendia melhor seus anseios de juventude. Fiquei “orgulhoso” pelo elogio, embora me senti indigno de tanto. A maioria pediu para voltar mais vezes e mostrou interesse em manter algum contato eclesial, e também de amizade, através de visita nas casas, e-mail, telefonemas, etc. Que bom! E isso partiu deles. amigos-esperando-um-novo-dia_640×480.jpgMais à tarde, num outro momento informal do cotidiano, tive contato com outro jovem que se mostrou surpreso por ver um padre fazendo academia. Ele disse que era muito bom saber que o padre é alguém “normal”, que também faz outras coisas além de viver “enfiado dentro da igreja”. Encheu-me de perguntas sobre vida de padre, e o tempo do treino passou sem percebermos. Uma conversa tão agradável que ele quis estender. Infelizmente não foi possível porque eu tinha missa às 20hs numa das nossas 23 capelas. Mas antes de ir embora, perguntei a ele sobre sua vida de fé, e ele me disse que não tinha feito sequer a primeira eucaristia. Imediatamente mostrou forte interesse em ingressar na catequese de adultos, ainda que tenha vergonha. Parece que ele acha que catequese é coisa de criança… Comprometi-me em ingressá-lo na preparação de adultos. E este não foi o primeiro conquistado na academia… já é a décima primeira pessoa resgatada na fé a partir de uma conversa informal, somente na academia.

Isso tudo foi uma descoberta que estou fazendo nestes primeiros meses de padre. Como é importante valorizar as pessoas como elas são, no lugar onde elas se encontram. Ainda que anonimamente aquele jovem da academia confirmou que primeiro se ganha as pessoas pela amizade, pela identificação, depois pela fé. Confesso que muitas vezes eu pensava que a evangelização se dava por meio de cobranças, como se as pessoas que não estivesse de um modo “regular” na Igreja estivessem em débito para com ela. Percebi que Jesus fazia propostas. Ninguém é obrigado a seguir Jesus. Ele conquistava as pessoas pelo jeito acolhedor e amoroso que tinha. Conquistar as pessoas para o seguimento de Jesus Cristo é mais fácil e coerente com o Evangelho quando nós damos as nossas mãos com um aperto, e não quando apresentamos as mãos apontando os dedos condenatórios… Deus nos ajude a sermos mais amigos e fraternos a exemplo Cristo e de São Paulo, seguido de Cristo, que disse: “Entre os gregos fiz-me grego, para ganhar o maior número possível.”

Fiquem todos em paz! Fraterno abraço do seu amigo internauta……..

Foucault: Gritar o evangelho com a vida

Publicado por fernandogarcia em Novembro 7, 2007

Pois é… são três dias sem postar. Na correria do dia, quando chega a noite, o cansaço me domina. Desculpem. Tantas coisas bonitas aconteceram esses dias. O CCL (Curso de Capacitação de Lideranças) feito para os jovens da Região Pastoral, acontecido domingo passado (dia 04), foi ótimo. Vários jovens vieram participar cheios de entusiasmo. A coordenação do encontro enfrentou seu primeiro problema, e resolveu sozinha, com abertura, diálogo e caridade. Fiquei tão orgulhoso deles. Ainda bem que o encontro era sobre liderança, o que ajudou muito. Valeu a teoria e a prática.

Segunda-feira eu estava “morto” de cansaço. Com trabalhos da faculdade atrasados, com aula de teologia para terminar de preparar. Interessante, tentei descansar depois do almoço e não consegui. Senti culpa por ter tanta coisa para fazer e eu ali, indo deitar-me; afinal, aquele horário era precioso… Percebi que alguma coisa não estava certa. Aquele sentimento de culpa já era fruto do mal humor, e este por sua vez, fruto do cansado. Estou no meu limite, concluí. Conheci-me um pouco mais. Ótimo. À noite tivemos a notícia que o pai de um seminarista aqui da paróquia havia falecido. Após a linda experiência de finados, senti-me em paz para ajudar a família. Pude estar com eles até tarde da noite, e, percebi na família sim a tristeza da morte, mas também a serenidade do céu. Como é diferente quanto estamos com pessoas de fé profunda e esclarecida. O velório foi muito tranquilo.

Nesta terça-feira tivemos o primeiro encontro da Fraternidade de Foucalt. É um grupo de padres diocesanos que se propõefoucalt.jpg seguir algumas orientações do místico Charles de Foucalt, no que toca à elementos da espiritualidade pessoal e comunitária, partilha de vida. O lema é: “Gritar o evangelho com a vida”. Foi muito bom este primeiro contato, realizado em Ivatuba. Nos encontramos 8 padres. Rezamos a missa juntos e partilhamos também a vida, os anseios, as dificuldades, as alegrias. Evidente, como era o primeiro encontro, sempre temos um pouco de receio em nos abrirmos por completo, porém senti muita seriedade, compromisso e responsabilidade dos padres. Todos querem ser mais santos. Como um jovem padre, foi muito bom perceber dos outros padres que também eles têm desafios e sentem incomodados com isso. Pensei “Ufa, sou um padre normal!” Acredito que agora terei uma força a mais na espiritualidade, bem como um fortalecimento nos laços presbiterais, porque como eu, aqueles padres também querem caminhar na santidade. Juntos, somos mais.

Muita paz a todos, fiquem com Deus.

Berçário de Deus

Publicado por fernandogarcia em Novembro 3, 2007

No último dia 02 de novembro foi a primeira vez que celebrei como padre o dia dos fiéis falecidos (neste dia completei 5 meses de padre). Tive a oportunidade de rezar a missa com a Paróquia Mãe de Deus, na cidade de Presidente Castelo Branco, próximo a Nova Esperança uns 15kM. Percebi primeiro que fiquei meio constrangido por nãofloriade_cemiterio1_640×480.jpg saber como rezar a missa, se mudava alguma coisa, sobre o que falar para poder oferecer palavras de consolo e esperança ao povo. Mas, após um estudo do Missal, vi que não muda quase nada no ritual da missa, e fiquei mais tranquilo. Percebi também as pessoas no cemitério municipal, onde rezamos a missa. Pairava no ar um clima de fé, bem mais vigoroso do que nos outros dias. As pessoas pareciam mais comovidas e dispostas a rezar. As respostas à missa eram fortes e convictas. Nem mesmo o clima chuvoso do dia interferiu na vontade das pessoas em se encontrar com Deus.

Senti-me mais animado e também encontrei consolo no olhar carinhoso das pessoas. Ao contrário do que eu, inesperiente padre, imaginava, as pessoas têm clareza acerca da ressurreição. Dava para perceber pelas conversas no final da missa. Não estavam tristes, estavam mais respeitosas e mesmo assim havia sorriso no rosto de muitas delas. Aí entendi: SAUDADE SIM, TRISTEZA NÃO! Ainda que alguns chorassem a ausência de seus familiares e amigos, era um choro de saudade, mas a esperança-certeza do reencontro futuro era certa. Não precisavam entender de teologia, de escatologia, saber da doutrina da ressurreição. Elas simplesmente acreditavam e confiavam em Deus. Senti isso nos abraços apertados, nas lágrimas que vi no canto dos olhos, no cuidado com as flores depositas no túmulo. No final da missa, disse confiante a eles que tinha ficado muito contente de rezar naquele local, porque naquele dia tinha entendido que o cemitério na verdade é um lugar de vida, não de morte. Entendi que lá, na verdade, é o berçário de Deus. Lá é o “lugar” simbólico onde estão aqueles que nasceram definitivamente para uma vida em Deus, para Deus e com Deus. Depois desse nascimento definitivo em Deus, ele mesmo os resgata no seu “berço”, e cuida de cada um nos Seus braços de Pai. Obrigado comunidade de Castelo Branco, vocês me ajudaram a ter mais fé na ressurreição. Vivendo, morrendo, e aprendendo…