Don Anuar
Maringá, 09 de de 2010

O maior episcopado do planeta

May 6th, 2010

Nesta semana, celebramos a 48ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), às portas do XVI Congresso Eucarístico Nacional, elevando nosso clamor: “Fica conosco, Senhor” (Lc 24,29). Por ser o Brasil um país-continente, de maioria católica, somos hoje a maior Conferência de Bispos do mundo (446), incluindo os que já completaram 75 anos (149).

Com certeza, nós bispos somamos na grandeza desta nação, que nasceu aos pés da cruz de Cristo e caminha nos passos do Senhor Jesus, habitante primeiro do coração dos homens e mulheres que habitavam essa terra cor de brasa. Neste caminho de fé e de construção de um Brasil mais humano e cristão, marcamos nossa participação com olhos de pastores a cada passo deste povo, principalmente no trabalho a favor dos mais necessitados.

Com uma pauta longa e bem diversificada, o tema central escolhido, que ocupará grande parte do tempo da Conferência será: discípulos e Servidores da Palavra de Deus e a missão da Igreja no mundo. “Auscultando os sinais dos tempos, a Assembleia Geral da CNBB assumiu como tema central a Palavra de Deus.

Quer-nos tornar seus discípulos e servidores, projetando uma nova luz sobre a missão da Igreja hoje. Quando se fala em Palavra de Deus, nosso povo, normalmente, pensa na Sagrada Escritura, entendida como sinônimo da Bíblia. O Sínodo dos Bispos corrigiu e precisou esta visão, afirmando que a Palavra de Deus não é primeiramente um livro, mas sim uma pessoa viva.

Esta expressão, Palavra de Deus, tem em nossa linguagem vários significados… Na convivência diária, os discípulos de Jesus vão descobrindo que Ele não apenas tem e anuncia a Palavra de Deus, como fizeram os profetas, mas se identifica com ela.

Ele, Jesus, é, em Pessoa, a Palavra de Deus. Paulo, por isso, fala de sua presença entre nós como plenitude dos tempos (Gl 4,4). João introduz seu Evangelho testemunhando que a ‘Palavra se fez carne e veio morar entre nós’ (Jo 1,14)”.

Além do tema central, a pauta prevê mais de 35 assuntos, classificados em prioritários, comunicações, mensagens, declarações. Entre os temas prioritários, destaco o relatório do presidente, os assuntos de liturgia, as Comunidades Eclesiais de Base, as Diretrizes para a Formação Presbiteral.

Outros temas que serão contemplados são: a Igreja e a questão agrária, o acordo Brasil – Santa Sé, a conjuntura eclesial e social, normas especiais para a dispensa do exercício do ministério sacerdotal.

Também faremos uma declaração sobre o momento político e o ano eleitoral, sobre o ecumenismo, e sobre esse momento de dor provocado por alguns sacerdotes que não foram fieis ao ministério. Serão dias de muitas informações, reflexões e comunicados que enriquecem muito a nossa vida de pastores do rebanho espalhado pelo imenso Brasil.

Um aspecto, que para mim é o mais importante, é o relacionamento que se cria com os irmãos bispos, pois é a única vez no ano que nos encontramos em nível de Brasil. É impossível conhecer a todos e nem mesmo saber os nomes.

No entanto, o diálogo e o conhecimento da diocese onde trabalham, conhecer suas alegrias e preocupações, partilhar experiências, são marcas que ficam para sempre. Podemos perceber realmente a beleza da vocação dos bispos: ser pastores que dão a vida, sem olhar as dificuldades, como, por exemplo, as distâncias, os meios de comunicação, dificuldades econômicas. Enfim, só a graça de Deus e a solidariedade cristã tornam possível pastorear o rebanho.

Estes dias de Assembleia se tornam dias preciosíssimos, também cansativos, mas recompensadores. Unidos na Eucaristia diária, nas orações em comum, rezo por todo o povo de Deus da nossa Arquidiocese, que caminha na fé e na fé luta por um mundo melhor.

Dom Anuar Battisti é Arcebispo Metropolitano de Maringá-PR

O trabalho dignifica

April 29th, 2010

O dia do trabalhador, primeiro de maio, marca a data da dignidade de trabalhar com dignidade. Esse dia se caracteriza com manifestações das mais variadas. No entanto, a marca registrada é a de um grito de louvor a Deus por nos ter dada a missão de “ganhar o pão com o suor do próprio rosto”, ou seja, ninguém deve viver de favores e sim da dedicação a uma tarefa da qual vem o sustento com dignidade.

Ao mesmo tempo, é um dia de um grito de clamor pelos inúmeros desempregados e excluídos pelo sistema capitalista, cuja economia é baseada no capital e não na solidariedade.

Por isso, nesse ano a Campanha da Fraternidade nos lembra que um só é o Senhor, ao qual podemos e devemos servir. “Não se pode servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24). Neste caminho de fazer uma economia onde todos tenham vida com dignidade, o dia do trabalhador em nossa arquidiocese é marcado por uma caminhada de fé e de oração, onde todos os trabalhadores, de botas e facão, de chapéu de palha ou de couro, boiadeiros e agricultores, prefeitos e médicos, com gravata e paletó, na sombra ou no sol de cada dia, unem-se para amar mais o que fazem, buscando igualdade, vida digna, condições melhores, salários justos, solidariedade, uma economia solidária.

Sendo assim, venha você para Cruzeiro do Sul no dia primeiro de maio, próximo sábado à tarde, para caminhar junto e se sentir parte deste povo que luta e sofre, acredita e caminha na esperança de dias melhores. Trabalhador e trabalhadora, nunca se esqueçam de que todos nós somos corresponsáveis por melhores condições para ganhar o pão com o suor do próprio rosto.

Mesmo trabalhando em uma sala com ar condicionado, não se esqueça que o dia primeiro de maio é o seu dia. Lembre-se que hoje você trabalha sem suar a roupa, mas ao seu lado tem gente suando todos os dias ao relento do sol escaldante de 35 graus, para que você tenha todas essas facilidades.

Desça do pedestal construído, quem sabe pela sua capacidade, mas lembre-se que na base inúmeros trabalhadores e trabalhadoras anônimos sustenta o cômodo lugar social que você ocupa. Esse é também o seu dia, deixe os preconceitos com relação aos catadores, aos sem-terra, aos sem-teto, aos sem casa, aos sem salários, aos servidores públicos e venha somar na busca de condições dignas para viver, trabalhar e desfrutar desta vida que é tão curta e tão importante.

Com a certeza de que somos nós que fazemos a sociedade que queremos, está na hora de pensar, não só na segurança nossa e dos bens que temos, mas nas condições de vida de milhares de irmãos nossos que, excluídos, buscam de todas as formas garantir seus direitos.

O ar, a água, a natureza, desafiam-nos com cuidados urgentes e necessários, a fim de garantir a sobrevivência. Mas tudo isso sem uma ecologia humana, onde a vida do homem e da mulher, independentemente de sua condição social, seja defendida e cuidada, pouco resultado dará. Celebraremos a 21ª Romaria sob o sinal da fé de quem acredita e faz acontecer agora e olha com esperança o futuro que nas mãos do Criador tem tudo para dar certo.

Trabalhe, faça, busque, levante a cabeça e olhe para o chão e para o céu, abrace a vida num grande mutirão de solidariedade. Só assim haverá pão e paz em abundância na terra dos homens e mulheres de hoje e de amanhã.

Dom Anuar Battisti é arcebispo de Maringá

Voz de Cristo em um mundo desorientado

April 23rd, 2010

Nesta última terça-feira, celebramos aqui em Maringá um encontro de presbíteros e bispos vindos das dezoito dioceses do Paraná. Esse evento marcou a comemoração do ano sacerdotal proclamado pelo Papa Bento XVI, quando comemoramos os 150 anos da morte do presbítero João Maria Vianney, chamado de
“Cura de Ars”, modelo de vida e testemunho sacerdotal vibrante.

Como tema central para a reflexão neste ano sacerdotal o Santo Padre escolheu: Fidelidade de Cristo, Fidelidade do Sacerdote. No encontro realizado aqui em nossa arquidiocese, ficou mais uma vez a marca da comunhão e da fraternidade presbiteral que deve crescer cada vez mais entre nós.

Neste clima celebrativo, o Papa Bento XVI, na catequese feita aos peregrinos na quarta-feira (7), afirmou a importância de que o sacerdote seja fiel na hora de ensinar a doutrina da Igreja.

“Hoje, em plena emergência educativa, a missão de ensinar da Igreja, exercida concretamente por meio do ministério de cada sacerdote, é particularmente importante… Vivemos em uma grande confusão sobre as escolhas fundamentais da nossa vida e os interrogantes sobre o que é o mundo, de onde vem, para onde vamos, o que temos que fazer para realizar o bem, como temos que viver, quais são os valores realmente pertinentes.”

Segundo o Papa, “existem muitas filosofias opostas, que nascem e desaparecem, criando uma confusão sobre as decisões fundamentais, como viver, porque já não sabemos, normalmente, de que e para que fomos criados e para onde vamos”.

Diante disso, recordou a passagem evangélica em que Jesus demonstra sua compaixão pela multidão “porque era como ovelhas sem pastor”. E afirmou: “Esta é a função que o sacerdote exerce na pessoa de Cristo: fazer presente, na confusão e na desorientação da nossa época, a luz da Palavra de Deus, a luz que é o próprio Cristo neste nosso mundo…

Precisamente nisso consiste sua força profética: mostrar a única novidade capaz de operar uma renovação autêntica e profunda do homem, isto é, que Cristo é o Vivente, é o Deus próximo que age na vida e para a vida do mundo e nos oferece a verdade, a maneira de viver”.

O sacerdote deve ensinar “não com a presunção de quem impõe verdades próprias e sim com a humilde e alegre certeza de quem encontrou a Verdade, foi agarrado e transformado por ela e, por isso, não pode senão anunciá-la… O sacerdócio, de fato, não pode ser escolhido por ninguém, não é uma forma de alcançar a segurança na vida, de conquistar uma posição social: ninguém pode oferecê-lo nem buscá-lo por si só.

Dirigindo-se aos sacerdotes, Bento XVI assegurou que o povo “pede para escutar dos nossos ensinamentos a genuína doutrina eclesial para, por meio dela, poder renovar o encontro com Cristo que dá a alegria, a paz, a salvação”.

Por isso, o encontro realizado em Maringá incentivou os presbíteros a sentirem juntos a missão de levar todos ao encontro com “Cristo, Caminho Verdade e Vida”, a fim de que neste mundo desorientado, tenhamos no coração e na vida essa única certeza: o Senhor está conosco.

Não existimos unicamente para nós ou para as coisas, somos o que somos com a graça de Deus. Assim a nossa missão é sustentada pela escolha que o Senhor fez. “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi”.

Chamados e escolhidos, queremos ser no mundo a voz que ensina e o coração que aprende, as mãos que abençoam e os ouvidos que escutam, os pés que seguem o único Mestre e a coragem do Bom e Amado Pastor, para caminhar com o rebanho a nós confiado, sendo fiéis até o fim.

“A Sagrada Escritura, os escritos dos Padres e dos Doutores da Igreja, o Catecismo da Igreja Católica são, a este respeito, pontos de referência imprescindíveis no exercício da missão de ensinar, tão essencial para a conversão, para o caminho de fé e para a salvação dos homens.”

Dom Anuar Battisti é arcebispo de Maringá
Artigo publicado em O Diário

Quem vai tirar a pedra?

April 15th, 2010

Na passagem bíblica da ressurreição de Lázaro, Jesus vai ao túmulo e ordena: “Tirem a pedra”. Marta, irmã do falecido, disse: “Senhor, já está cheirando mal. Faz quatro dias”. Jesus disse: “Eu não disse que se você acreditar verás a glória de Deus”?(Jo 11,39-40). A situação de Marta e Maria é de dúvida e esperança, misturada com pessimismo próprio de quem só vê o negativo.

Assim, hoje, é comum ver pessoas que no caminho da vida, diante dos problemas e obstáculos, agem da mesma forma. Ressuscitar era missão de Jesus. No entanto, remover a pedra era missão das pessoas que o acompanhavam.

O milagre exige a participação humana, acreditando no impossível. Deus pode fazer tudo sozinho, mas agrada a Deus a fé depositada Nele. Como lemos no livro de Salmos: “Coloque em Deus o seu prazer e Ele dará o que seu coração deseja”(Sl 37,4).

Assim temos a certeza de que o Senhor continuará fazendo milagres, tirando da morte e dando a vida. Para que isso aconteça é preciso continuar removendo as pedras e não só olhando o “mau cheiro”.

E como está cheio de gente que gosta e se deleita em ver e espalhar por toda a parte o negativo, o pecado dos outros, que cheira mal e cria mau gosto e repúdio. A podridão, o mau cheiro atrai mais os urubus e não as águias.

Está na hora de transformar a força do pessimismo em energia positiva para remover as pedras. Homens e mulheres capazes de tirar as pedras da exclusão, da concentração de riquezas, do deus dinheiro. Tirar as pedras do egoísmo e da busca do prazer pelo prazer, satisfazendo todos os sentimentos e desejos, lícitos e ilícitos.

É hora de remover as pedras dos vícios e dos viciados nas drogas lícitas e ilícitas. Remover as pedras da corrupção em todos os níveis da sociedade. Sim é hora de tirar as pedras do ódio e da vingança, no lar e nos ambientes de trabalho.

Tirar a enorme pedra da violência crescente, principalmente no trânsito onde os veículos se transformaram em armas. Vamos tirar as pedras do ativismo exagerado, da correria desenfreada atrás das coisas de Deus e tirar tempo para estar com o Deus das coisas.

Recordemos as palavras do Mestre: “Eu não disse se creres verás a glória de Deus”? Queremos ver a glória de Deus, sim este é o nosso desejo. Segundo Santo Agostinho, “a glória de Deus é o homem vivo”. Vida e dignidade nos corações humanos é o motivo para dar glórias ao Criador.

Na medida em que as pedras rolam, o mau cheiro desaparece, e a vida renasce. Queremos ver milagres ainda hoje, só falta um pouquinho de fé, “do tamanho de um grão de mostarda”, para remover os obstáculos e contemplar o impossível.

A missão é nossa, mas a graça vem de Deus, a fé é dom de Deus. Então vamos fazer tudo como se tudo dependesse de nós, mas, ao mesmo tempo como se tudo dependesse de Deus. Assim nenhuma pedra vai impedir o milagre da vida acontecer hoje. Comece hoje tirando as pedras em você e ao seu redor e a vida brilhará.

Dom Anuar Battisti é Arcebispo Metropolitano de Maringá

Economia de comunhão. Um testemunho real

March 4th, 2010

Em 1991, Chiara Lubich, fundadora do Movimentodos Focolares, veio visitar o Brasil e os vários centros do Movimento. Durante a viagem leu a Encíclica Centesimus Annus, na qual o Papa João Paulo II convida à solidariedade, também num sistema econômico. Em São Paulo, vendo o grande cinturão de pobreza, tendo no centro de tudo uma economia exuberante e excludente, teve a inspiração de propor um projeto de economia onde o ponto de partida fosse a comunhão dos bens.

Uma economia que ela chamou de “Economia de Comunhão” (EdC). Trata-se da criação ou da reestruturação de empresas, pequenas ou grandes, entendidas como comunidade de pessoas, cujos proprietários livremente distribuem os lucros de acordo com o novo critério.

A Economia de Comunhão envolve empresários, trabalhadores, gestores, consumidores, aforradores, cidadãos, estudiosos e demais operadores economicos. As empresas são a espinha dorsal do projeto que livremente decidem colocar em comunhão os seus lucros.

A novidade da Economia de Comunhão nas empresas está na distribuição dos lucros para três finalidades:
1) ajudar as pessoas que estão em dificuldade, criando novos postos de trabalho e satisfazer as suas necessidades básicas através de projetos de desenvolvimento, começando com aqueles que partilham o espírito do projeto;

2) difundir a “cultura do dar” e da reciprocidade, sem a qual é impossível realizar uma Economia de Comunhão;

3) desenvolver a empresa, que deve permanecer eficiente e competitiva,
enquanto se abre à gratuidade.

Este projeto foi lançado no Brasil pela primeira vez e foi chamado de “A Bomba”, porque revolucionou completamente os critérios econômicos e fez todos vibrarem e aderirem a uma idéia completamente nova em todos os sentidos. Esse projeto revolucionário não permaneceu no papel ou só na cabeça dos ouvintes. Hoje são aproximadamente 900, as empresas de várias dimensões que, no mundo, aderiram à EdC.

Na América Latina, aproximadamente 200; na Europa, 300. Um número discreto na América do Norte e na Ásia, especialmente nas Filipinas, e algumas outras na África e na Austrália. Sempre nascem novas empresas desse tipo em toda parte, implantadas por membros do Movimento, com capital e tecnologia partilhadas também entre as nações e continentes.

No Brasil, aproximadamente 100 pequenas e médias empresas aderiram, por enquanto, ao projeto lançado por Chiara Lubich, entre as quais algumas também no Paraná. Nas proximidades do maior centro do Movimento, chamado Mariápolis Ginetta/SP, municipio de Vargem Grande Paulista, nasceu o Pólo Empresarial “Spartaco”, com a finalidade de demonstrar a viabilidade e a atualidade do projeto e hoje conta com 6 empresas. É um pequeno modelo, a ser visitado, para se ter uma idéia concreta de como a Economia de Comunhão pode ser viável nas cidades e nos campos nos dias de hoje.

Em 1996, Chiara Lubich recebeu o doutorado honoris causa, em Ciências Sociais, da Universidade Católica de Lublin, na Polônia. Um dos motivos da entrega da laurea “ad honorem” foi justamente devido a Economia de Comunhão.

É significativo o fato de que os primeiros reconhecimentos oficiais saiam do leste Europeu e da América Latina. No Brasil, lhe foi conferido um outro doutorado h.c. em “Economia” pela Universidade Católica de Pernambuco – UNICAP, pela sua inspiração do projeto da Economia de Comunhão, um novo caminho econômico aberto diante da insatisfatória resposta do capitalismo e do comunismo.

O Brasil, berço da Economia de Comunhão, em sua experiência piloto, tornou-se conhecido em todos os outros países onde o Movimento atua. De fato, onde quer que seja apresentada a Economia de Comunhão, o Brasil torna-se conhecido como ponto de partida e atuação desse projeto reconhecidamente atual e necessário.

A Campanha da Fraternidade Ecumênica deste ano nos aponta para uma reflexão sobre a “Economia e Vida” e a Economia de Comunhão é um método novo que já está dando seus frutos de solidariedade e nos faz vislumbrar um novo modelo de economia para novos destinos da humanidade.

Dom Anuar Battisti é arcebispo Metropolitano de Maringá

Dom Anuar Battisti é Arcebispo Metropolitano de Maringá

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