UM SEGREDO PARA OS TEMPOS DE HOJE
“A vida social em conveniência harmônica e pacífica está se deteriorando gravemente (…) pelo crescimento da violência, que se manifesta em roubos, assaltos, seqüestros, e, e o que é mais grave, em assassinatos que cada dia destroem mais vidas humanas e enchem de dor as famílias e a sociedade inteira”(DA78). Os bispos na Conferência não registram apenas as desgraças do mundo em que vivemos, mas nos ensina o caminho como devemos enfrentar essa dura realidade: “A radicalidade da violência só se resolve com a radicalidade do amor, do amor redentor”. Levar o Evangelho nesta realidade, com o amor de plena doação, como solução dos conflitos, deve ser o eixo cultural “radical” de uma nova sociedade. (DA 543).
No passado dia 14 de março, faleceu Chiara Lubich, sem dúvida uma das figuras femininas mais expressivas das últimas décadas. Não só o Papa, mas também representantes de outras religiões, políticos e artistas enalteceram essa mulher extraordinária. O cenário em que Chiara Lubich ouviu o chamado de Deus é a cidade de Trento, na Itália destruída pelo mais violento bombardeio que sofreu em 13 de maio de 1944. Entre os escombros ela abraça uma mulher enlouquecida pela dor. Uma mãe brada todo o desespero causado pela morte de seus quatro filhos. Mestre em contexto de extrema aflição, Chiara Lubich, estreitando nos seus braços mais uma “Raquel que chora seus filhos e não quer ser consolada, pois não existem mais”(Mt 2,18), se sente chamada a abraçar os sofrimentos da humanidade e descobre que a mais poderosa revolução, capaz de incendiar tudo como um fogo, é o amor.
Paulo Apóstolo aponta no capítulo 13 da Primeira Carta aos Coríntios o caminho para superar todo e qualquer desvio da convivência humana: “Aspirai aos dons mais altos. Aliás, passo a indicar-vos um caminho que ultrapassa a todos”(1Cor 12,31). O Apóstolo em primeiro lugar diz o que o amor não é, jamais pode ser:
“não é invejoso”: O Amor não conhece inveja, ciúme, ambição, carreirismo, rivalidade, paixões que tanto envenenam a convivência humana.
“não se ostenta(“não é presunçoso”) O Amor não se preocupa com o que “dá mais IBOPE”! Não procura publicidade, fama, popularidade.
“não é orgulhoso”: O Amor exclui todo tipo de arrogância, soberba, vanglória, tirania e prepotência.
“nada faz de incoveniente”(“vergonhoso): O Amor jamais atenta contra a moral e a honra, a dignidade de quem quer que seja.
“não procura o seu próprio interesse”: O Amor não é egoísta, não procura vantagens pessoais, não pergunta :”o que ganho com isso?
“não se irrita”: O Amor é sereno, dialoga e procura entender, não perde o equilíbrio emocional.
“não guarda rancor( não leva em conta o mal sofrido): O Amor cobre ofensas com o manto do perdão, jamais apela para a vingança.
“não se alegra com a injustiça mas se alegra com a verdade: O Amor se regozija com tudo que é verdadeiro, autêntico, inspira confiança, tudo o que promove relacionamento aberto, sincero,
“O Amor tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O Amor jamais passará”. Esse deve ser o nosso caminho sempre. “Para onde caminhas senão para o Senhor Deus, para aquele que devemos amar de todo o coração, de toda a nossa alma, de toda a nossa mente e amar o próximo como a nós mesmos? É certo que ainda não chegamos junto do Senhor, mas já temos conosco o próximo. Ajuda portanto, aquele que tens ao lado enquanto caminhas neste mundo, e chegarás até junto daquele com quem desejas permanecer para sempre”(cf Heb 11).
Resumo da reflexão de Dom Ervin klautler aos Bispos em Itaici em 06.04.2008
O mais triste é saber que todas as pessoas boas ou má saem do seio de uma familia.
Enquanto não voltarmos o apoio aos casais para que eduquem e faça seus filhos crecerem na fé , no amor e na igreja isto sempre sera para pior.
mais cremos que podemos mudar e que o brasil o parana e maringa assim como o mundo se mostrarmos os valores da verdadeira familia e estamos fazendo isto atraves dos encontros de casais em todos os moviemntos familiar e matrimonial e sei que o Sr. que é o nosso querido Arcebispo esta nos dando todo apoio… Ame´m
João Silva
2, Maio 2008