Com o olhar para o fim de mais um ano, em clima de festas natalinas, onde tudo parece luz, harmonia, paz, um mundo diferente se coloca diante de nossos olhos. Tudo isso é real? Porque esse tempo de natal é tão diferente? Parece que estamos em outro mundo! Onde eu como pessoa, me coloco neste cenário tão diferente e tão passageiro?
Não posso ser simplesmente um expectador ambulante a admirar e ver de longe sem me envolver em um processo que me faz ser gente, alguém importante, sujeito desta história e deste tempo que caminha para um fim. Não posso ser apenas mais um consumidor a satisfazer os desejos e sentimentos nem sempre justos e oportunos. Não posso ser apenas um na multidão. Não posso ser um objeto apenas, utilizado para os fins de uma sociedade materialista cujo deus é o dinheiro e as mazelas por ele provocadas.
É tempo de recriar, no cotidiano do dia a dia, na rotina que levamos de nosso trabalho diário, na busca de melhores condições de vida, na certeza de que somos pessoas feitas por amor a para amar. Esse tempo que medimos em anos, meses, semanas dias e horas, passa como o vento. Tudo passa, só a capacidade de recriar no amor permanece para sempre. Deus é amor e só quem ama permanece Nele para sempre.
É dezembro e não tem outro mês, é o ultimo, o tempo está terminando, é a hora de recriar os relacionamentos feridos e machucados pela desculpa do não ter tempo; está na hora de recriar a capacidade de perdoar as mágoas e contratempos da convivência cotidiana; está na hora de recriar o tempo que não tive para dialogar com os filhos e com aqueles que mais amo; está na hora de recriar a amizade ferida e machucada pela petulância egoísta de nossa soberba; está na hora de recriar a confiança destruída pela mentira e falsidade de nossos interesses pessoais. Não dá para esperar, quem sabe seja tarde demais.
Essa é a hora e o tempo de iluminar o coração com o amor derramado em nós pelo menino da gruta de Belém; essa é a hora de criar a harmonia em nossos sentimentos, encontrada na simplicidade daquele estábulo frio, aquecidos pelo calor dos animais; essa é a hora de buscar a paz cantada pelos anjos, na noite santa que só os homens e mulheres de boa vontade são capazes de entoar. Essa é a hora de encontrar o Menino da luz, da harmonia e da paz, que busca um lugar não nos presépios, por mais originais que sejam, e sim no coração de cada homem e cada mulheres para dizer “Eu sou o caminho a verdade e a vida e ninguém vai ao Pai senão por mim”(Jo.14 ). É tempo de recriar. Recriar dezembro, agora, agradecendo o passado e olhar os grandes horizontes do futuro com a esperança de recomeçar sempre.
DOM ANUAR
SEU ARTIGO RECRIAR DEZEMBRO FICOU MARAVILHOSO!!!
PARABÉNS E QUE JESUS VEIA RENASCER NO SEU CORAÇÃO E EM TODA ARQUIDIOCESE.
Paula
13, Dezembro 2007
Dom Anuar,
o comentario sobre o “recriar dezembro”, é muito bom, porque as pessoas podem tirar da cabeça, aquilo que elas acham que o natal é apenas “piscas-picas, arvores de natal e papai noel”, nos precisamos de pastores assim como o senhor que sempre nos ajuda a entender melhor o significado de cada situacao em que vivemos…
muito obrigado, por nos mostrar o verdadeiro sentido do natal…
feliz e abençoado natal…
gerson
14, Dezembro 2007