No próximo fim de semana, a Igreja no Brasil vai receber três novos beatos. Uma menina, Albertina Berkenbroch, de Tubarão (SC); um sacerdote e um jovem de Frederico Westphalen (RS). Em 25 de novembro será beatificada uma religiosa, Ir. Lindalva Justo de Oliveira, em Salvador (BA). Dom Murilo, Arcebispo de Florianópolis, escreve: “Albertina viveu uma vida muito breve (1919 – 1931), muito simples (filha de um casal de agricultores) e muito cristã, como atestam seus familiares, colegas e professores.No dia 15 de junho de 1931, ao caminhar pelas terras da família à procura de um boi que se perdera, Albertina foi agredida pelo empregado de seu pai, Idalício Cipriano, com a intenção de violentá-la. Nada conseguindo, o agressor, após luta demorada acabou por degolá-la com um canivete. Já no dia de sua morte criou-se a fama do martírio de Albertina para não perder a pureza. Não se procure, nessa menina que viveu somente doze anos, grandes e sublimes pensamentos, embora seja confortador ouvir seu testemunho a respeito do dia de sua primeira comunhão: “Foi o dia mais belo de minha vida!” Albertina pertence a outra classe de pessoas extraordinárias, o daquelas que testemunham com o dom da vida, de sua fé, de seu amor e as razões de sua esperança.” Assassinada porque quis preservar sua pureza, Albertina testemunha aos adolescentes e jovens de hoje, valores que não passam. Vivendo num mundo em que o hedonismo é buscado de forma exacerbada e numa época em que o sexo é exaltado como um valor em si mesmo, desligado de qualquer compromisso ou responsabilidade, olhamos para Albertina para descobrir a profundidade das palavras de Jesus Cristo: “De que adianta a alguém ganhar o mundo inteiro, se arruinar sua vida?” (Mt 16,26). “Tivesse ido atrás do prazer imediato, da glória efêmera ou de bens que as traças corroem, não só seria uma ilustre desconhecida – o que seria de menos, como teria comprometido a sua vida eterna”. Albertina será beatificada no próximo sábado em Tubarão SC. O sacerdote Manuel Gomes Gonzáles era missionário espanhol, trabalhando na diocese de Santa Maria (RS), desde 1914. Durante a revolução de 1923, foi assassinado juntamente com um jovem de quinze anos que o acompanhava na missão. Ambos foram encontrados dias depois intactos e foram sepultados com fama de mártires na cidade de Nonoai (RS). Depois de sérios estudos e documentação comprovada, o Papa Bento XVI declarou os dois como beatos, ocupando o lugar nos altares. Ambos, modelos de testemunho evangélico, como diz o relato biográfico: “Destruíram os corpos mas continua a seiva viva do testemunho a correr nas veias da Igreja. Hoje se encontram no mausoléu na Igreja Matriz Nossa Senhora da Luz em Nonoai (RS). No próximo dia 21 serão beatificados pelo Cardeal Saraiva Martins, Prefeito da Congregação pelas causas dos Santos no Vaticano. Outra serva de Deus a ser beatificada será a religiosa Irmã Lindalva Justo de Oliveira, Filha da Caridade de São Vicente de Paula, conhecidas como Vicentinas. No início de sua vida religiosa foi destinada a trabalhar no Abrigo Dom Pedro II, Salvador , coordenando uma enfermaria de 40 idosos. Por recomendação, foi recolhido um homem de 46 anos entre os idosos, Augusto da Silva Peixoto. Ele passou a assediar a Ir. Lindalva chegando a manifestar a sua intenção. O amor de Lindalva pelos velhinhos era tão grande que chegou a dizer: “prefiro que meu sangue seja derramado do que afastar-me daqui”. Na sexta-feira Santa de 1994, depois de ter participado da Via Sacra, foi servir o café aos velhinhos que se encontravam em fila. A Ir. Lindalva sentiu uma mão nos ombros, apenas viu o rosto do assassino Augusto que perfurou o seu corpo na frente dos velhinhos com 44 perfurações. Naquela sexta-feira Santa, enquanto Cristo morria na cruz, ela morria na enfermaria. Com impressionante realismo ela agora podia repetir as palavras de Jesus: “Eu não vim para ser servido mas para servir”(Mt 20,28) Esses são os mártires que são testemunhas privilegiadas da realeza de Cristo. Santo Agostinho dizia que a fé dos mártires é uma fé provada, como testemunha o sangue que por ela derramaram (Sermão 329). O martírio destes nossos irmãos é um apelo vivo a todos nós, a também darmos testemunho de Jesus Cristo em nossa vida cotidiana. A nós, provavelmente, Cristo não pedirá o derramamento de sangue, mas pede-nos, sim, que num mundo em que a mediocridade é exaltada, saibamos dar testemunho de seu Evangelho, fielmente, dia por dia. Certamente o Brasil terá diante dos olhos esses modelos de dedicação e entrega total à serviço dos irmãos. Nada mais nobre do que dar a vida por uma causa que permanece sempre. Obrigado Senhor, por ter realizado no coração destes irmãos maravilhas de fé e ajudai-nos a perseverar até o fim no caminho do amor e da justiça, para merecer a acolhida entre os que serão chamados de “benditos de meu Pai, tomai posse do reino preparado para vós e seus anjos”.(Mt 24,34).
eu me emocionei muito com a estoria da beata ALBERTINA ela foi uma menina muito forte que deixou de morrer para salvar sua pureza ela é um exemplo de vida para os adolecentes que pena que ela morreu taõ sedo emfim que DEUS esteja olhando as outras pessoas da família dela. BEIJOS.
larissy nascimento borges
16, Junho 2008