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	<title>Comentários sobre: LIBERDADE! QUEREMOS LIBERDADE!</title>
	<link>http://blog.arquimaringa.org.br/domanuar/2007/09/19/liberdade-queremos-liberdade/</link>
	<description>Arcebispo da Arquidiocese de Maringá</description>
	<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 05:43:35 +0000</pubDate>
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	<item>
		<title>Por: Marta Bellini</title>
		<link>http://blog.arquimaringa.org.br/domanuar/2007/09/19/liberdade-queremos-liberdade/#comment-18</link>
		<author>Marta Bellini</author>
		<pubDate>Mon, 24 Sep 2007 18:50:37 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.arquimaringa.org.br/domanuar/2007/09/19/liberdade-queremos-liberdade/#comment-18</guid>
		<description>Eu luto pela liberdade desde que nasci. Primeiro para me entender. Queria liberdade para ler, escrever. Depois liberdade para denunciar as falcatruas da ditadura, época em vivi jovem. Mais tarde, liberdade para trabalhar. Como professora em São Paulo, vivia correndo atrás de escola, aulas para sobreviver. Liberdade para sobreviver!! Lutei até as últimas gotas de meu suor. Com crianças de rua, lutei pela liberdade e justiça. Lutei para dar voz e vez aos meninos que morriam pelas mãos da polícia.
Luto ainda por coisas arcaicas: 1) liberdade de falar o que penso nas instâncias do lugar onde trabalho; 2)liberdade de escrever e não ser perseguida por pessoas estranhas, 3) liberdade de expressão; 4) lutar junto aos jovens e pobres pela liberdade de ousar, de pensar, de reivindicar. Enfim, pela LIBERDADE de ser e viver em um país onde a única liberdade é roubar sem ser punido. vejamos o senado, a Câmerade deputados e de vereadores!
Ah! Don Anuar: parabéns pelo BLOG!
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		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu luto pela liberdade desde que nasci. Primeiro para me entender. Queria liberdade para ler, escrever. Depois liberdade para denunciar as falcatruas da ditadura, época em vivi jovem. Mais tarde, liberdade para trabalhar. Como professora em São Paulo, vivia correndo atrás de escola, aulas para sobreviver. Liberdade para sobreviver!! Lutei até as últimas gotas de meu suor. Com crianças de rua, lutei pela liberdade e justiça. Lutei para dar voz e vez aos meninos que morriam pelas mãos da polícia.<br />
Luto ainda por coisas arcaicas: 1) liberdade de falar o que penso nas instâncias do lugar onde trabalho; 2)liberdade de escrever e não ser perseguida por pessoas estranhas, 3) liberdade de expressão; 4) lutar junto aos jovens e pobres pela liberdade de ousar, de pensar, de reivindicar. Enfim, pela LIBERDADE de ser e viver em um país onde a única liberdade é roubar sem ser punido. vejamos o senado, a Câmerade deputados e de vereadores!<br />
Ah! Don Anuar: parabéns pelo BLOG!</p>
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		<title>Por: Dubiela</title>
		<link>http://blog.arquimaringa.org.br/domanuar/2007/09/19/liberdade-queremos-liberdade/#comment-16</link>
		<author>Dubiela</author>
		<pubDate>Mon, 24 Sep 2007 13:20:32 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.arquimaringa.org.br/domanuar/2007/09/19/liberdade-queremos-liberdade/#comment-16</guid>
		<description>Querer a liberdade foi o pecado do primeiro homem e a primeira mulher diz o bispo. Esta figura alegórica remete às palavra de Agostinho que me parece uma apologia do pecado original: "Ó feliz culpa, que merceu tao grande redentor! Ó feliz culpa!
Sem este pecado, estaríamos ainda no paraíso, nas cavernas talvez, como o Homo Erectus, ou um ancestral culturalmente ainda menos evoluído. 
Por isto, parafraseando Agostinho, repito sua bela ladainha, Ó liberdade, que nos tirou da escuridao das  cavernas, onde desenhavamos nossos sonhos de paraíso. Ó liberdade, que nos livrou das catacumbas e nos integrou ao Estado de Constantino, permitindo o livre exercício de culto. Ó paradoxal liberdade, que nos livrou das trevas da fé e nos permitiu entender o curso dos astros, desmistificar o sacro colégio, o magistério e a infalibilidade papal. Ó liberdade, que nos permite relativizar o discurso eclesiástico, estatal, midiático e legal, para propor um novo projeto de sociedade onde as diferenças sejam respeitadas e todos possam viver com a máxima liberdade. Ó liberdade, valor imperativo, motor da felicidade, sempre desejada, jamais suficiente. Seja sempre buscada, pelos séculos dos séculos, liberdade plena, sem fim. Amém.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Querer a liberdade foi o pecado do primeiro homem e a primeira mulher diz o bispo. Esta figura alegórica remete às palavra de Agostinho que me parece uma apologia do pecado original: &#8220;Ó feliz culpa, que merceu tao grande redentor! Ó feliz culpa!<br />
Sem este pecado, estaríamos ainda no paraíso, nas cavernas talvez, como o Homo Erectus, ou um ancestral culturalmente ainda menos evoluído.<br />
Por isto, parafraseando Agostinho, repito sua bela ladainha, Ó liberdade, que nos tirou da escuridao das  cavernas, onde desenhavamos nossos sonhos de paraíso. Ó liberdade, que nos livrou das catacumbas e nos integrou ao Estado de Constantino, permitindo o livre exercício de culto. Ó paradoxal liberdade, que nos livrou das trevas da fé e nos permitiu entender o curso dos astros, desmistificar o sacro colégio, o magistério e a infalibilidade papal. Ó liberdade, que nos permite relativizar o discurso eclesiástico, estatal, midiático e legal, para propor um novo projeto de sociedade onde as diferenças sejam respeitadas e todos possam viver com a máxima liberdade. Ó liberdade, valor imperativo, motor da felicidade, sempre desejada, jamais suficiente. Seja sempre buscada, pelos séculos dos séculos, liberdade plena, sem fim. Amém.</p>
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		<title>Por: roberto balestra</title>
		<link>http://blog.arquimaringa.org.br/domanuar/2007/09/19/liberdade-queremos-liberdade/#comment-15</link>
		<author>roberto balestra</author>
		<pubDate>Wed, 19 Sep 2007 21:56:13 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.arquimaringa.org.br/domanuar/2007/09/19/liberdade-queremos-liberdade/#comment-15</guid>
		<description>Dom Anuar, gostei de seu texto. O tema liberdade sempre fascina as pessoas, e sobretudo os jovens. Contudo, quando se invoca a liberdade para mostrar ao jovem que ele deve ser mais comedido com a própria vida e a de outrem, seja no trânsito ou onde estiver se divertindo, com efeito, se está olvidando que a impetuosidade natural da adolescência o deixa deslumbrado pela vida, pelas coisas que o cercam.

Em meu entender, é nesse deslumbramento que reside o grande perigo para a juventude atual; resulta primeiramente da obediência aos apelos de consumo imediato, do apego à velocidade, aos riscos desnecessários, do prazer hoje a qualquer preço, em tudo culminando por desprezar uma regra soberana: para se ter é preciso ser, 

E para ser alguma coisa na sociedade é necessário ter disciplina, dedicação exclusiva a um objetivo de vida. E essa capacidade de se auto-disciplinar só se consegue com o treinamento diário, responsável, consciente, resultado do amor pelo saber, que é a semente de todo ter.

Estou observando (à distância) a evolução de um jovem meu vizinho, há alguns anos. De origem humilde, estudou numa escola estadual perto de minha casa (Jardim Liberdade). Desde menino noto que ele sempre demonstrou muita habilidade para lidar com animais, pastoreando algumas cabeças de gado de uma chácara ali perto.

E com isso, mal ele tinha dez anos, por força de sua habilidade comercial inata já se tornara dono de uma potrinha, que logo se formou um belo animal, e o tal menino a amansou e a vendeu. O menino foi crescendo. Logo comprou um burro grande – aliás, eu sempre tive restrições com muares; medo mesmo. 

Muitas vezes a corda que amarrava o dito burro defronte minha casa (No terreno onde hoje está construído o Salão da Paróquia Liberdade) se soltou e o animal ficava correndo desesperado, com o toco de madeira arrastando; eu ia lá, o segurava, amarrava de novo, e chamava o tal menino em sua casa. 

De olho atento nas possibilidades negociais que lhe apareciam, o tal criativo menino inventou de acumular garrafas pets vazias num terreno perto de sua casa; no final do ano passado ele se desfez do burro, vendeu as garrafas e apurou uma boa soma, com a qual comprou uma reluzente motocicleta, novinha em folha.

Tenho notado que ele, já um rapazote, não estuda mais naquela escola – quem sabe deva estar em outra. Certamente influenciado pelos amigos que têm motos, retirou o “miolo” do escapamento de sua moto, e agora vive perigosa e ruidosamente, em alta velocidade, pelas ruas e avenidas da cidade. Já aprendeu empinar a tal moto, com ela andando assim por dezenas de metros, com todo o desnecessário risco para seu corpo juvenil e frágil.

Dia desses tive de pedir-lhe pessoalmente para que se abstenha de ficar defronte minha casa, com o escapamento aberto, acelerando sua moto altas horas, provocando todo o desconforto para as pessoas que não têm admiração por sua atitude juvenil.

Assim, Dom Anuar, posso concluir que o distanciamento escolar do menino, associado com sua obediência aos apelos consumistas, são fatos que, numa visão dura da realidade desse caso que assisto e ora lhe narro, o levam a esquecer que seu maior patrimônio é só um, o próprio corpo, algo extremamente frágil, mas que ele, na impetuosidade de sua juventude, está desprezando unicamente porque não ninguém lhe ensinou que ser é superior a ter. Tivesse ele convivência coma cultura, certamente poderia ser um ótimo comerciante, ou um belo operador de marketing, entre outras profissões comerciais. No entanto – como diria minha querida mãe que Partiu de Volta ano passado -, se o jeito regula o tal menino não demorará muito para engrossar os números das pesquisas de trânsito de nossa cidade. Quiçá, nada disso se confirme, torço por isso.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Dom Anuar, gostei de seu texto. O tema liberdade sempre fascina as pessoas, e sobretudo os jovens. Contudo, quando se invoca a liberdade para mostrar ao jovem que ele deve ser mais comedido com a própria vida e a de outrem, seja no trânsito ou onde estiver se divertindo, com efeito, se está olvidando que a impetuosidade natural da adolescência o deixa deslumbrado pela vida, pelas coisas que o cercam.</p>
<p>Em meu entender, é nesse deslumbramento que reside o grande perigo para a juventude atual; resulta primeiramente da obediência aos apelos de consumo imediato, do apego à velocidade, aos riscos desnecessários, do prazer hoje a qualquer preço, em tudo culminando por desprezar uma regra soberana: para se ter é preciso ser, </p>
<p>E para ser alguma coisa na sociedade é necessário ter disciplina, dedicação exclusiva a um objetivo de vida. E essa capacidade de se auto-disciplinar só se consegue com o treinamento diário, responsável, consciente, resultado do amor pelo saber, que é a semente de todo ter.</p>
<p>Estou observando (à distância) a evolução de um jovem meu vizinho, há alguns anos. De origem humilde, estudou numa escola estadual perto de minha casa (Jardim Liberdade). Desde menino noto que ele sempre demonstrou muita habilidade para lidar com animais, pastoreando algumas cabeças de gado de uma chácara ali perto.</p>
<p>E com isso, mal ele tinha dez anos, por força de sua habilidade comercial inata já se tornara dono de uma potrinha, que logo se formou um belo animal, e o tal menino a amansou e a vendeu. O menino foi crescendo. Logo comprou um burro grande – aliás, eu sempre tive restrições com muares; medo mesmo. </p>
<p>Muitas vezes a corda que amarrava o dito burro defronte minha casa (No terreno onde hoje está construído o Salão da Paróquia Liberdade) se soltou e o animal ficava correndo desesperado, com o toco de madeira arrastando; eu ia lá, o segurava, amarrava de novo, e chamava o tal menino em sua casa. </p>
<p>De olho atento nas possibilidades negociais que lhe apareciam, o tal criativo menino inventou de acumular garrafas pets vazias num terreno perto de sua casa; no final do ano passado ele se desfez do burro, vendeu as garrafas e apurou uma boa soma, com a qual comprou uma reluzente motocicleta, novinha em folha.</p>
<p>Tenho notado que ele, já um rapazote, não estuda mais naquela escola – quem sabe deva estar em outra. Certamente influenciado pelos amigos que têm motos, retirou o “miolo” do escapamento de sua moto, e agora vive perigosa e ruidosamente, em alta velocidade, pelas ruas e avenidas da cidade. Já aprendeu empinar a tal moto, com ela andando assim por dezenas de metros, com todo o desnecessário risco para seu corpo juvenil e frágil.</p>
<p>Dia desses tive de pedir-lhe pessoalmente para que se abstenha de ficar defronte minha casa, com o escapamento aberto, acelerando sua moto altas horas, provocando todo o desconforto para as pessoas que não têm admiração por sua atitude juvenil.</p>
<p>Assim, Dom Anuar, posso concluir que o distanciamento escolar do menino, associado com sua obediência aos apelos consumistas, são fatos que, numa visão dura da realidade desse caso que assisto e ora lhe narro, o levam a esquecer que seu maior patrimônio é só um, o próprio corpo, algo extremamente frágil, mas que ele, na impetuosidade de sua juventude, está desprezando unicamente porque não ninguém lhe ensinou que ser é superior a ter. Tivesse ele convivência coma cultura, certamente poderia ser um ótimo comerciante, ou um belo operador de marketing, entre outras profissões comerciais. No entanto – como diria minha querida mãe que Partiu de Volta ano passado -, se o jeito regula o tal menino não demorará muito para engrossar os números das pesquisas de trânsito de nossa cidade. Quiçá, nada disso se confirme, torço por isso.</p>
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