O Pastor Luterano, Martin Luther King dizia: “Se soubesse que o mundo se desintegraria amanhã, ainda assim plantaria a minha macieira… O que me assusta não é a violência de poucos, mas a omissão de muitos”. Somos todos chamados a uma missão. Ninguém foi criado por acaso ou pelo acaso. Assim ninguém pode furtar-se ao dever de ser alguém importante, sem deixar o poder subir na cabeça. Ninguém é tão pobre que não tenha nada pra dar e ninguém é tão rico que não tenha nada a receber. Todos buscam encontrar sentido na vida, fazendo algo que gosta, que sinta prazer, que deixe um sentimento de realização no profundo da alma, algo que possa marcar sua passagem pelo mundo. As marcas das pegadas no chão da vida são marcas que permanecem como sinais de quem não ficou de braços cruzados. Nada mais cruel do que viver sem rumo, sem saber a razão última da existência humana. Nada mais desumano do que fechar os olhos diante da realidade que nos cerca. O que deve nos preocupar é a omissão diante da vida e das contrariedades que marcam o cotidiano de todos nós.
Quem sabe, não nos damos conta das vezes que a omissão toma conta, por medo ou por falta de capacidade de comprometer-se com o bem e a verdade. Reconhecer que nos omitimos e bater no peito sabendo que podemos recomeçar é a atitude de quem entendeu o sentido da vida. As quedas e os fracassos são oportunidades de crescimento e não somente causa de condenação. O que não é fácil, é sentir que além da culpa que deixa em nós um sentimento de impotência e incapacidade de mudança de hábitos, permanece a obrigação de melhorar sempre.
Conformismo é a atitude própria dos fracassados. Dar alguma coisa é fácil, dar-se por inteiro a serviço, sem esperar nada em troca, é altruísmo e oblatividade. Tenho encontrado jovens que, desafiados pelas desigualdades sociais e as exigências do evangelho deixam tudo, inclusive o direito de constituir família, para servir, principalmente os mais necessitados. São irmãos entre irmãos, dedicados diuturnamente para que o Reino de Deus se faça realidade no mundo de hoje. A castidade, a pobreza e a obediência não constitui obstáculo, antes pelo contrário são formas radicais que atraem e fortalecem a opção.
Diante dos desafios da realidade que nos cerca, busque o seu caminho de realização, não deixando para amanhã a sua decisão em ser alguém, fazendo a sua parte. Não importa onde e nem quando terá a coragem de decidir, pois o importante é a sua decisão. Portanto, omissão não combina com realização. Os poucos violentos deixarão de existir porque os muitos conscientes farão a sua parte, mesmo sabendo que serão um grão de areia na construção de um mundo melhor. Não deixe que a lei para matar vidas inocentes seja aprovada em nosso país. Não matar é lei divina que nenhum ser humano se arrogue o direito de legislar contra o Criador e Legislador Soberano. Vidas inocentes, vítimas do aborto clamam aos céus, como vozes a serem ouvidas no julgamento final pelos abortistas do passado, do presente e do futuro. Descruze os braços, mãos à obra, faça a sua parte, não se omita, só assim os poucos violentos perderão a batalha.
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